Agro
Demanda enfraquecida derruba preços da laranja no mercado de mesa, aponta Cepea
Após semanas de valorização, os preços da laranja no mercado de mesa registraram queda nos últimos dias de outubro, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
Segundo os pesquisadores, a retração nas vendas está ligada à redução da demanda, especialmente no fim do mês, quando os consumidores costumam aguardar o recebimento dos salários antes de voltar às compras.
Laranja pera de mesa apresenta leve recuo nos preços
Entre os dias 27 e 30 de outubro, a laranja pera de mesa foi negociada a uma média de R$ 61,47 por caixa de 40,8 kg (na árvore). O valor representa uma queda de 0,19% em relação à semana anterior.
O enfraquecimento da demanda fez com que os agentes do mercado diminuíssem os pedidos nos barracões, refletindo diretamente nas cotações.
Indústria mantém estabilidade nas negociações
Enquanto o mercado de mesa enfrenta desvalorização, o segmento industrial apresenta estabilidade nos preços.
De acordo com agentes consultados pelo Cepea, as cotações da laranja destinada à indústria permanecem firmes, em torno de R$ 50,00 por caixa de 40,8 kg. Esse equilíbrio indica que o setor de processamento não foi impactado pela queda no consumo da fruta in natura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Restrição a antimicrobianos ameaça mercado de R$ 9 bilhões para proteínas animais
O agronegócio brasileiro tem um prazo fatal de menos de 90 dias para evitar o fechamento das portas do mercado europeu e britânico. Com a oficialização de novas restrições ao uso de antimicrobianos pela União Europeia, que excluíram o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, a partir de 3 de setembro.
O impacto econômico é significativo. Apenas em 2025, a União Europeia importou o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões em proteínas animais brasileiras. Desse total, aproximadamente R$ 5,3 bilhões corresponderam às exportações de carne bovina e R$ 3,8 bilhões às vendas de carne de frango. Embora o bloco não esteja entre os maiores destinos em volume, é considerado um mercado estratégico por absorver produtos de maior valor agregado e remunerar melhor os exportadores brasileiros.
Além do mercado europeu, o Brasil também corre o risco de enfrentar restrições no Reino Unido. Um ofício enviado nesta semana pelo Ministério da Agricultura aos auditores fiscais federais agropecuários informou que os procedimentos adotados para atender às exigências da União Europeia também deverão ser observados para as exportações destinadas aos britânicos. As medidas abrangem carne bovina, carne de aves, carne equina, pescado, mel, ovos etc.
Segundo o documento, somente poderão ser certificados para a União Europeia e para o Reino Unido os produtos considerados elegíveis aos requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia. A regra passará a valer para certificações emitidas a partir de 3 de setembro de 2026, independentemente da data de chegada da carga ao destino.
O governo brasileiro ainda tenta reverter a decisão. No entanto, o próximo encontro do comitê técnico europeu responsável pela avaliação do tema está previsto apenas para outubro, quando as restrições já terão entrado em vigor. Integrantes do governo avaliam que a questão poderá exigir atuação política em nível mais elevado, inclusive com eventual envolvimento direto do Palácio do Planalto nas negociações com a Comissão Europeia.
Fontes ligadas às discussões classificam a medida como uma barreira comercial injustificada, especialmente após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, em 1º de maio. O Ministério da Agricultura afirma que o Brasil segue elevados padrões sanitários e defende o reconhecimento internacional dos controles adotados pelo país.
No ofício encaminhado aos fiscais, a área técnica da pasta determinou que os estabelecimentos habilitados para exportar aos dois mercados implementem controles auditáveis para comprovar o atendimento às exigências relacionadas aos antimicrobianos. Os procedimentos incluem rastreabilidade de animais e matérias-primas, manutenção de registros, segregação entre produtos elegíveis e não elegíveis, além de mecanismos para bloqueio de lotes que percam a condição necessária para certificação.
No caso da carne de aves, os exportadores deverão comprovar que os produtos são provenientes de animais não submetidos aos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia. Para a carne bovina, os auditores deverão verificar certificados de transição dos lotes habilitados à exportação, além de conferir informações do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) e das Guias de Trânsito Animal.
A regulamentação europeia proíbe o uso, em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco, de antimicrobianos considerados essenciais para a saúde humana. A lista inclui grupos específicos de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções em pessoas.
Segundo informações obtidas pelo governo brasileiro, o Reino Unido também solicitou que o Brasil apresente garantias formais sobre seus sistemas de controle até o dia 2 de setembro. Caso não haja avanço nas negociações, exportadores brasileiros poderão perder acesso a mercados que movimentam bilhões de reais por ano e são considerados estratégicos para as cadeias de proteína animal do país.
A decisão oficializa o entendimento já aprovado em 12 de maio pelo Comitê Permanente das Plantas, dos Animais, dos Alimentos e dos Alimentos para Animais da União Europeia. O regulamento reúne exigências anteriores e atualiza a lista de países que não apresentaram garantias consideradas suficientes para comprovar o controle do uso de antimicrobianos na produção destinada ao mercado europeu.
Fonte: Pensar Agro
-
Esportes7 dias agoBrasil goleia o Panamá no Maracanã e se despede da torcida antes da Copa de 2026
-
Esportes6 dias agoFluminense empata com Cruzeiro e segue no G-4 do Brasileirão
-
Polícial7 dias agoFutebol e Solidariedade: PMPR e Amigos do Macaris entram em campo contra o frio
-
Educação7 dias agoMEC leva investimentos em saúde e educação ao Cariri cearense
-
Esportes6 dias agoSão Paulo perde para o Remo e chega a cinco jogos sem vitória no Brasileirão
-
Agro7 dias agoCrise do crédito dominou debates no Summit Pensar Agro
-
Esportes7 dias agoVasco perde do Atlético-MG e entra na zona de rebaixamento do Brasileirão
-
Agro7 dias agoExpocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
