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MMA apresenta prévia de diagnóstico para fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, na última quarta-feira (29/10), uma reunião para apresentar e debater o diagnóstico sobre o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). Em fase de elaboração, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a governança da gestão ambiental, com subsídios para formular um plano nacional estratégico para a agenda, a partir das análises e recomendações identificadas.

O encontro, realizado na sede da pasta, em Brasília, reuniu representantes dos governos federal, estaduais e municipais, além de integrantes da academia e de organizações não governamentais. O documento é fruto de parceria firmada entre o MMA e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Ao comentar os resultados preliminares, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, destacou a convergência de atuação entre os vários setores da sociedade como fator essencial para a consolidação da política ambiental do país. Como exemplo, citou os avanços já alcançados no âmbito do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que tem viabilizado a formulação de diretrizes e normas significativas para a gestão ambiental.
“A agenda do Conama tem sido marcada por um esforço realmente enorme de convergência, tanto do setor governamental como do setor não-governamental”, pontuou Capobianco. “Ou seja, é evidente que há um entendimento que é necessário avançar na política pública, e só se é possível com essa articulação”, acrescentou.
As informações do diagnóstico foram estruturadas em três eixos: arquitetura e governança, capacidades estatais e financiamento. A versão final deverá ser publicada ainda em 2025.

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A secretária-executiva adjunta da pasta, Anna Flávia de Senna Franco, enfatizou que a estruturação adequada do Sisnama está entre as prioridades da atual gestão. Em sua avaliação, a condição é fundamental para viabilizar uma ação estratégica contínua. “Compreender o sistema, o estágio de evolução do Sistema Nacional do Meio Ambiente, significa ter uma concretude maior dos caminhos a serem traçados para o futuro”, pontuou.

Já a consolidação do sistema com a agenda social foi ressaltada pelo diretor-adjunto de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea, Pedro Miranda. Para ele, é preciso adotar um “modelo de cultura sustentável”. “O que implica não só a preservação do meio ambiente, mas que a gente consiga executar isso de forma inclusiva.”

Até o momento, o processo de construção do diagnóstico compreendeu seis passos: análise documental e revisão bibliográfica; pesquisa de campo com gestores municipais, estaduais e federais; observação de reuniões do Conama e da Comissão Tripartite Nacional; aplicação de enquete virtual; consulta e análise de bases de dados secundárias; e realização de reuniões de trabalho e oficinas de validação. Os dados foram coletados entre novembro de 2024 e setembro de 2025. A elaboração abrangerá mais rodadas de diálogos.

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Pelo MMA, também participaram da reunião os secretários nacionais de Mudança do Clima, Aloisio Melo; de Bioeconomia, Carina Pimenta; de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, André Lima; e de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf. Participou ainda o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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