Agro
ACP Bioenergia e Germina Baixio firmam parceria para produção irrigada de grãos e algodão na Bahia
A ACP Bioenergia, uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar e grãos do Brasil, anuncia sua chegada à Bahia em parceria com a Germina Baixio, empresa especializada em hidroagricultura e controlada pelo Grupo Equipav. O projeto será implementado no Baixio de Irecê, com até 15 mil hectares 100% irrigados, voltados para o cultivo de soja, milho e algodão.
Nova fronteira agrícola no semiárido baiano
A região do Baixio de Irecê, localizada nos municípios de Xique-Xique e Itaguaçu da Bahia, no Vale do São Francisco, é considerada uma das áreas mais promissoras da produção hidroagrícola brasileira. O projeto ocupa uma concessão da Codevasf e integra um polo total de 105 mil hectares, dos quais cerca de 48 mil são irrigáveis.
Segundo Alexandre Candido, CEO da ACP Bioenergia, “o projeto marca a chegada da Companhia ao noroeste da Bahia, trazendo previsibilidade à produção agrícola com infraestrutura completa para cultivo irrigado e energia limpa”.
Etapas do projeto e investimentos
O projeto foi estruturado em nove etapas. As etapas 1 e 2 já estão em fase de ocupação, enquanto as etapas 3 a 9 foram adquiridas pela Germina Baixio em leilão na B3, em junho de 2022. Estas etapas cobrem 50 mil hectares, sendo 31,5 mil irrigáveis.
A previsão é que, ao longo de 35 anos de concessão, os investimentos cheguem a R$ 1,1 bilhão, gerando 180 mil empregos diretos e indiretos e beneficiando mais de 250 mil pessoas na região.
Parceria pioneira entre ACP e Germina
O acordo firmado entre as empresas é o primeiro contrato da Germina Baixio com uma grande companhia do agronegócio brasileiro para cultivo irrigado na região. O projeto integra o plano de expansão da ACP, que prevê ultrapassar 200 mil hectares cultivados nos próximos anos, ampliando a área irrigada em diferentes polos produtivos do país.
Candido reforça: “Nosso décimo polo produtivo deve aumentar em 20% a produção da ACP, representando 10% da área total cultivável da empresa. Inicialmente cultivaremos soja e milho, e a partir da quinta safra, iniciaremos a produção de algodão, fortalecendo o agro baiano”.
Impacto socioeconômico e ambiental
Para Julio Perdigão, diretor da Germina Brasil, a parceria impulsiona o desenvolvimento regional, contribuindo para a redução da pobreza, aumento do IDH e fixação qualificada da população no campo.
“A execução deste projeto respeita o meio ambiente e as pessoas, alinhando sustentabilidade e desenvolvimento agrícola, e reforça o potencial do Baixio de Irecê como polo de referência no semiárido baiano”, destaca Perdigão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro
A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.
A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.
Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.
O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.
Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.
Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.
A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.
Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.
A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.
O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.
O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.
Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.
Fonte: Pensar Agro
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