Paraná
Troca de comando: Polícia Científica do Paraná tem novo diretor-geral
A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) realizou nesta segunda-feira (27) a cerimônia de transmissão do cargo de diretor-geral da instituição. Ciro José Cardoso Pimenta, até então diretor operacional da PCIPR, assume a diretoria-geral, nomeado por decreto do governador Carlos Massa Ratinho Júnior. Ele substitui a Luiz Rodrigo Grochocki, que esteva à frente da corporação desde 2019.
O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, afirmou que o ato representa um importante marco na liderança da Polícia Científica, com foco na continuidade da qualidade dos serviços prestados à sociedade paranaense.
O novo diretor-geral afirmou que assume com o desafio de conduzir a Polícia Científica em um momento de crescente demanda por segurança pública e eficiência nos processos periciais. “Pretendemos manter o bom trabalho que já vem sendo feito. Continuar com os investimentos, tanto em equipamentos como pessoal e também no desenvolvimento de novas metodologias”, disse Pimenta.
“Estamos recebendo novos servidores neste fim de ano e pretendemos continuar contribuindo com o sistema de segurança pública e com o sistema de justiça, mantendo a equipe sempre integrada, trabalhando com as demais forças de segurança”, afirmou o novo diretor-geral.
A gestão de Luiz Rodrigo Grochocki, lembrou o secretário da Segurança Pública, conduziu a corporação em um período de avanços significativos e consolidação da instituição como referência em ciências forenses. “Até então, a corporação, que não tinha reconhecimento e perdia talentos para outros estados por questão de remuneração, mudou completamente. Hoje, a Polícia Científica é uma das mais valorizadas”, disse o secretátio.
“Temos 20 unidades da PCIPR distribuídas pelo Estado, mais quatro postos avançados e seguimos expandindo”, afirmou. “Grochocki liderou o processo da Lei de Organização Básica das polícias científicas no País e deixou um legado importante. Tenho muito orgulho de ter trabalhado com ele, de tê-lo conhecido e tenho certeza de que, acima de tudo, fica a amizade entre nós”.
“Grandes expoentes pioneiros da Polícia Científica do Paraná passaram o bastão dessa instituição centenária para mim. Agora, com muita honra, estou passando esse legado, que não é um legado de uma gestão, mas um legado institucional”, afirmou Grochocki. “A Polícia Científica é construída de pessoas, e várias pessoas passaram ao longo do tempo por essa instituição, que continuará iluminando os caminhos daqueles que buscam a verdade e a justiça pela ciência”.
AVANÇOS E PIONEIRISMO – De 2019 para cá, a Polícia Científica do do Paraná conquistou avanços significativos na estrutura e no desempenho da instituição. O efetivo da corporação cresceu 43%, garantindo maior capacidade operacional, enquanto a remuneração dos servidores também foi ampliada, aumentando em 180% para peritos e 137% para técnicos. O número de viaturas e equipamentos foi reforçado, acompanhando os investimentos em tecnologia de ponta, que ultrapassaram R$ 43 milhões, tornando a PCIPR referência em inovação forense.
O Paraná foi, ainda, pioneiro na adoção do Sistema Nacional de Análises Balísticas (Sinab), em 2022, registrando o primeiro “hit” do sistema. Em 2025, a instituição recebeu homenagem da Interpol, consolidando o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido.
No campo legislativo, a gestão acompanhou mudanças estruturantes e a aprovação de leis importantes, como a Lei 21.117/2022, que instituiu a Lei Orgânica da Polícia Científica do Paraná; a Lei Complementar 258/2023, sobre a estruturação das carreiras da instituição; e a Lei 21.640/2023, que instituiu o Código de Ética da Polícia Científica, fortalecendo a governança e a profissionalização dos servidores.
CARREIRAS – Ciro Pimenta na PCIPR começou em 2009, quando atuou na Unidade de Execução Técnico-Científica de Foz do Iguaçu e na Seção de Perícias de Local de Crime de Curitiba, que chefiou até 2015, além de realizar plantões em Cascavel, Umuarama e Guarapuava. Em 2015 assumiu como diretor de Interior, onde permaneceu por um ano. Após esse período, voltou à chefia da Seção de Perícia de Local de Crime e, em 2019, assumiu a Direção Técnica da Capital.
De 2020 a 2022 atuou como assessor da Polícia Científica na Secretaria da Segurança Pública e, posteriormente, assumiu a direção do extinto Instituto de Criminalística. Com a concretização da Lei Orgânica da Polícia Científica através da Lei 21.117/2022, passou a ocupar o cargo de diretor operacional da PCIPR.
Já a trajetória de Grochocki é marcada por experiência e liderança no cenário nacional de segurança pública. Há cinco anos atua como membro do Conselho Nacional de Segurança Pública e presidiu o Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica. Também integra o Comitê Gestor da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e o Comitê Gestor da Rede Integrada do Banco de Perfis Genéticos, reforçando sua contribuição estratégica para políticas nacionais e proteção à sociedade.
Além disso, nos últimos dois anos, Grochocki presidiu a Academia Brasileira de Ciências Forenses, consolidando seu papel como referência no setor e contribuindo para a formação de profissionais e a difusão de boas práticas. Sua trajetória demonstra compromisso com a inovação, a excelência técnica e a consolidação da Polícia Científica do Paraná como instituição referência na segurança pública do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Bombeiros realizam simulado de descarrilamento de trem com múltiplas vítimas na Serra do Mar
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou nesta quinta-feira (14) um simulado de descarrilamento de trem de passageiros com múltiplas vítimas na Estação Férrea do Marumbi, em Morretes, na Serra do Mar. O treinamento reuniu bombeiros militares, equipes de atendimento pré-hospitalar e instituições parceiras em um cenário de difícil acesso, com o objetivo de aperfeiçoar a atuação integrada em ocorrências ferroviárias de grande complexidade.
A simulação previu o descarrilamento de uma composição com 10 vítimas no interior do vagão. Durante o exercício, as equipes aplicaram protocolos de triagem de vítimas, atendimento pré-hospitalar e gerenciamento de crise utilizados em ocorrências classificadas como Incidente com Múltiplas Vítimas (IMV), cenário em que o número de feridos supera a capacidade de resposta local imediata. Também foi empregado o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), utilizado para coordenar as ações das equipes envolvidas.
Participaram da atividade bombeiros dos quartéis de Morretes, Antonina e Paranaguá, tripulação do helicóptero Arcanjo 01, além de equipes do SIATE, SAMU, concessionária Rumo Logística, empresa Serra Verde Express e Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo). Também foram acionados, em caráter comunicativo, as Polícias Militar, Civil e Científica, o Instituto Água e Terra (IAT) e a Defesa Civil. No total, entre participantes diretos e indiretos, mais de 100 pessoas participaram da simulação.
Segundo o comandante do 8º Batalhão de Bombeiro Militar, tenente-coronel Douglas Martim Konflanz, o principal objetivo do treinamento foi preparar as equipes para um ambiente operacional com características diferentes das ocorrências urbanas tradicionais. “Em determinados pontos da malha ferroviária, o acesso só é possível pela própria linha férrea ou por trilhas. O simulado permite que as equipes treinem em um ambiente bastante adverso e aperfeiçoem a chegada até as vítimas de maneira mais rápida e segura”, afirmou.
Durante a operação, os bombeiros utilizaram autos de linha da Rumos, veículos adaptados para circulação sobre os trilhos e frequentemente empregados em atendimentos na região da Serra do Mar. Os equipamentos permitiram o deslocamento das equipes e a remoção simulada de vítimas em trechos de acesso restrito. O Arcanjo 01 também foi mobilizado para simular o transporte aeromédico de pacientes em estado grave.
Além de testar protocolos operacionais, o treinamento teve como foco a avaliação do tempo-resposta das equipes e da comunicação entre os órgãos envolvidos.
De acordo com o tenente-coronel Douglas, o cenário ferroviário exige planejamento específico devido ao fluxo de passageiros e às características geográficas da região. “A ligação ferroviária entre Curitiba e Morretes movimenta milhares de passageiros aos finais de semana. Em uma ocorrência dessa natureza, a integração entre instituições públicas e privadas é fundamental para garantir uma resposta rápida e organizada”, destacou.
Os simulados de IMV são utilizados como ferramenta de capacitação para preparar equipes de emergência diante de ocorrências complexas e de grande porte. Em ambientes controlados, os profissionais conseguem aperfeiçoar técnicas de atendimento, corrigir falhas operacionais e fortalecer a atuação conjunta entre os diferentes órgãos de resposta.
MORRETES – Há alguns dias, moradores do bairro Floresta, em Morretes, também participaram de um exercício simulado, mas nesse caso de resposta a um cenário crítico de inundação e deslizamento. A atividade envolveu mais de 40 profissionais da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Corpo de Bombeiros Militar e prefeitura do município.
Foram reproduzidas situações com resgate a moradores com problemas de saúde, emissão de cell broadcast, evacuação de casas e abertura de abrigo em espaço seguro. A população local foi previamente avisada sobre todas as atividades. O exercício permitiu a revisão de protocolos e correção de eventuais falhas para o aprimoramento de procedimentos.
Fonte: Governo PR
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