Connect with us


Agro

Mercado Brasileiro de Trigo Mantém Negociações Lentas com Foco na Colheita e no Congresso da Abitrigo

Publicado em

O mercado brasileiro de trigo registrou mais uma semana de baixa liquidez e negociações lentas, influenciado pela entrada gradual da safra nacional e pela pressão das cotações internacionais em queda. Compradores e indústrias adotaram uma postura cautelosa diante do cenário de incerteza.

De acordo com Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, os compradores seguem em compasso de espera, avaliando o momento ideal para retomar as aquisições. A indústria moageira, ainda bem abastecida, optou por se manter fora do mercado na maior parte da semana, aguardando o avanço da colheita e novas definições sobre o comportamento dos preços.

“A cautela dos moinhos também foi influenciada pela participação no 32º Congresso Internacional da Indústria da Abitrigo, evento que mobilizou o setor e reforçou a expectativa por maior clareza quanto à oferta e à qualidade da safra”, destacou Bento.

Produtores Resistentes à Queda de Preços

Enquanto os compradores esperam um recuo adicional nas cotações, os produtores mantiveram pedidas acima de R$ 1.100 por tonelada, demonstrando resistência à desvalorização. Segundo Bento, os preços atuais não agradam nem aos agricultores nem às indústrias, que aguardam maior pressão da colheita para novas movimentações.

Leia mais:  Açúcar inicia abril em queda com pressão global e recuo no mercado brasileiro

Durante a semana, as atenções no campo permaneceram concentradas nas atividades de colheita e armazenamento dos grãos, especialmente no Sul do país.

Colheita Avança em Ritmos Diferentes no Sul

No Paraná, o avanço foi significativo, com cerca de 80% da área colhida e resultados positivos em qualidade e produtividade. Já no Rio Grande do Sul, o progresso foi bem mais lento, alcançando apenas 4% a 5% da área plantada até meados da semana. O atraso é reflexo do excesso de chuvas durante o período de plantio, que comprometeu o calendário agrícola.

As primeiras análises de qualidade no estado gaúcho acenderam um sinal de alerta. A combinação de umidade e neblina afetou os grãos, com destaque para o baixo teor de glúten, variando entre 25 e 27, abaixo da faixa ideal de 30 a 32 desejada pelos moinhos.

Cotações Estáveis no Paraná e Pressão no Rio Grande do Sul

No Paraná, os preços se mantiveram estáveis, com indicações CIF moinhos variando entre R$ 1.220 e R$ 1.230 por tonelada, para retirada em novembro e pagamento em dezembro.

Leia mais:  Finados impulsiona setor de flores com expectativa de alta nas vendas em 2025

No Rio Grande do Sul, a liquidez continuou reduzida e as indicações FOB interior oscilaram entre R$ 1.000 e R$ 1.030 por tonelada, refletindo a cautela do mercado. Já o mercado de exportação no porto de Rio Grande (RS) se manteve relativamente firme, com referências entre R$ 1.155 e R$ 1.170 por tonelada sobre rodas, dependendo do tipo e da data de pagamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Café ganha suporte com avanço da colheita no Brasil, mas mercado monitora qualidade da safra e pressão da oferta

Published

on

O mercado global de café iniciou esta quarta-feira (10) atento ao avanço da colheita brasileira, fator que segue ditando o comportamento dos preços internacionais. Após as cotações do arábica em Nova York atingirem os menores níveis dos últimos 19 meses, os contratos voltaram a registrar recuperação técnica nas primeiras negociações do dia, enquanto produtores e compradores acompanham de perto a evolução da safra brasileira.

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, entra em um período decisivo para a definição da qualidade e do tamanho efetivo da produção de 2026. Embora as perspectivas apontem para uma safra volumosa, o mercado ainda busca respostas sobre o rendimento dos grãos e o padrão de qualidade dos lotes que começam a chegar ao mercado.

Colheita ganha ritmo após atraso provocado pelas chuvas

Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a colheita vem acelerando nas principais regiões produtoras do país neste início de junho.

Até a segunda quinzena de maio, os trabalhos avançavam lentamente devido às chuvas frequentes e à maturação irregular dos frutos em diversas lavouras. Com o retorno do tempo mais seco nas últimas semanas, as condições passaram a favorecer tanto a maturação dos grãos quanto o desempenho das operações de campo.

Nas principais áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, produtores relatam melhora no ritmo da colheita, permitindo maior entrada de café novo no mercado.

Qualidade da safra entra no radar do mercado

Apesar da evolução dos trabalhos, começam a surgir as primeiras preocupações relacionadas à qualidade da produção.

Produtores do Sul de Minas e da Mogiana Paulista demonstram apreensão com o tamanho dos grãos colhidos até o momento. Os relatos indicam que a peneira do café estaria abaixo da observada na safra anterior, o que pode impactar a formação dos lotes destinados aos mercados mais exigentes.

Leia mais:  Turquia habilita nove fábricas brasileiras de gelatina e colágeno

No entanto, especialistas destacam que ainda é prematuro tirar conclusões definitivas. Apenas uma pequena parcela da safra foi beneficiada até agora, e os resultados iniciais podem não refletir o desempenho final da produção brasileira.

O comportamento climático das próximas semanas será determinante para consolidar uma avaliação mais precisa sobre a qualidade dos cafés da temporada.

Nova York atinge menor patamar em 19 meses

Enquanto a colheita avança no Brasil, as bolsas internacionais seguem ajustando os preços diante da expectativa de aumento da oferta global.

Na sessão anterior, o contrato setembro do café arábica em Nova York chegou a ser negociado abaixo dos 239 centavos de dólar por libra-peso, atingindo o menor nível para a posição desde novembro de 2024.

A pressão baixista reflete a percepção de que a safra brasileira poderá ampliar significativamente a disponibilidade global de café, especialmente de arábica.

O mercado avalia que a produção brasileira desta temporada pode superar os volumes registrados no ano passado, fortalecendo as expectativas de recomposição dos estoques mundiais após anos de oferta apertada.

Além da entrada da nova safra, a queda dos preços do petróleo também contribuiu para o movimento de baixa observado recentemente nas commodities agrícolas.

Por outro lado, a redução contínua dos estoques certificados nas bolsas internacionais continua oferecendo suporte ao mercado e limita movimentos mais intensos de queda.

Preços voltam a subir nesta quarta-feira

Após as perdas registradas nos últimos pregões, os contratos futuros iniciaram a quarta-feira em recuperação.

No mercado do arábica, o contrato com vencimento em julho avançava para 246,00 cents de dólar por libra-peso. O setembro operava em 242,10 cents/lb, enquanto o dezembro era negociado a 235,25 cents/lb.

Leia mais:  Exportação de açúcar do Brasil soma 3,7 milhões de toneladas e cresce no mês de outubro

Em Londres, o café robusta também registrava valorização. O contrato julho era negociado acima de US$ 3.360 por tonelada, refletindo a continuidade da demanda internacional e a expectativa de uma oferta mais ajustada para essa variedade.

O desempenho do robusta tem mostrado maior resistência em relação ao arábica, uma vez que a produção brasileira de conilon nesta temporada deve permanecer mais próxima dos volumes observados em 2025.

Comercialização avança com produtores aproveitando preços

Outro fator importante para o mercado é o comportamento dos produtores brasileiros diante da entrada da nova safra.

Com os preços ainda em patamares historicamente atrativos, muitos cafeicultores têm aproveitado a colheita para realizar vendas e reforçar o fluxo de caixa das propriedades.

Esse movimento tem contribuído para manter um ritmo consistente de comercialização, mesmo diante das incertezas relacionadas à qualidade final da safra.

Perspectivas para o mercado

Nas próximas semanas, os preços do café deverão continuar reagindo principalmente a três fatores:

  • Evolução da colheita brasileira;
  • Confirmação do potencial produtivo da safra 2026;
  • Qualidade efetiva dos grãos colhidos.

O mercado segue dividido entre a pressão provocada pela expectativa de maior oferta e os riscos relacionados ao padrão de qualidade da produção.

Para produtores, exportadores e indústrias, o momento exige atenção redobrada. A velocidade da colheita e os resultados das primeiras classificações dos lotes poderão definir os rumos das cotações internacionais ao longo do segundo semestre.

Enquanto isso, o Brasil continua no centro das atenções do mercado global, com a safra 2026 sendo considerada o principal fator para a formação dos preços do café nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262