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Dólar abre em queda com foco no cenário político e fiscal

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Na sessão desta quarta-feira (22), o dólar comercial iniciou o pregão em queda, sendo cotado a cerca de R$ 5,3860 por volta das 9h10.} Conforme dados recentes, a cotação marcada gira em torno de R$ 5,3883.

Na véspera, a moeda havia encerrado em alta de +0,36%, cotada a R$ 5,3900.

Bolsa ainda não abriu e tende à moderação

O índice Ibovespa, principal termômetro do mercado acionário brasileiro, finalizou o pregão anterior aos 144.085 pontos, com queda de -0,29%.

Nesta manhã, a abertura ainda não havia sido registrada, com os investidores havendo sinalizado disposição a operar com cautela.

Cenário de mercado: combinação de fatores externos e domésticos

O cenário financeiro doméstico e externo orienta o início das negociações. Entre os principais fatores, destacam-se:

  • O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que desperta atenção dos mercados para possíveis impactos diplomáticos e comerciais.
  • A busca do governo brasileiro por medidas que compensem um rombo estimado de R$ 35 bilhões no Orçamento de 2026, o que gera apreensão sobre a trajetória fiscal.
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Esses dois eixos — diplomacia internacional e ajuste doméstico — dominam o humor de investidores locais e estrangeiros.

Desempenho acumulado do câmbio e do índice
  • Dólar (USD/BRL)
    • Semana: -0,28%
    • Mês: +1,27%
    • Ano: -12,78%
  • Ibovespa
    • Semana: +0,48%
    • Mês: -1,47%
    • Ano: +19,79%

Esses números refletem o movimento de queda moderada do dólar e a forte valorização acumulada da bolsa ao longo do ano.

Por que acompanhar este momento?

Um recuo no dólar pode sinalizar melhora no risco externo ou ajustes favoráveis à economia brasileira.

A performance da bolsa refletirá não apenas o ambiente internacional, mas sobretudo como o mercado avalia as propostas de cobertura fiscal e o impacto do diálogo diplomático entre Brasil – EUA.

Mudanças de tom ou surpresas em qualquer um desses componentes podem alterar significativamente a dinâmica das próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja sobe no mercado brasileiro com suporte de Chicago, dólar e prêmios firmes nos portos

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O mercado brasileiro de soja registrou uma semana de valorização moderada, com negócios pontuais e melhora nas cotações em diversas regiões produtoras. O movimento foi sustentado pela recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT), pela variação cambial favorável e pela firmeza dos prêmios nos portos brasileiros.

O cenário combinou fatores externos e internos que trouxeram maior sustentação aos preços, ainda que o ritmo de comercialização tenha permanecido contido em alguns momentos.

Preços avançam nas principais praças do país

As cotações da soja apresentaram alta em importantes regiões produtoras ao longo da semana. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 125,50 para R$ 127,00.

Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 121,00 para R$ 121,50, enquanto em Rondonópolis (MT) houve valorização mais expressiva, com a saca subindo de R$ 111,00 para R$ 113,00.

No Porto de Paranaguá (PR), uma das principais referências para exportação, os preços permaneceram estáveis na faixa de R$ 132,50 por saca, sustentados pela demanda externa e pelos prêmios portuários.

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Chicago interrompe queda e fecha semana em alta

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos de soja com vencimento em julho, os mais negociados, encerraram a semana com valorização de 0,76%, interrompendo uma sequência recente de perdas.

Na quinta-feira (18), o bushel foi cotado a US$ 11,22, refletindo um movimento de recuperação técnica e expectativas positivas em relação à demanda internacional.

O mercado foi influenciado pela percepção de retomada do interesse chinês por soja norte-americana, além de expectativas envolvendo novos acordos comerciais entre Estados Unidos e União Europeia.

Fundamentos seguem limitando altas mais fortes

Apesar da recuperação semanal, o mercado ainda encontra resistência no cenário fundamental, marcado por ampla oferta global e condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

Esse conjunto de fatores ajuda a conter movimentos mais consistentes de alta, mantendo o mercado em ambiente de volatilidade moderada.

Exportações brasileiras seguem firmes

De acordo com análise da Safras & Mercado, o Brasil continua operando com forte ritmo de exportações, sustentado por preços competitivos nos portos e demanda ativa no mercado internacional.

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O analista Rafael Silveira destaca que o cenário atual ainda favorece o escoamento da produção brasileira, pelo menos até meados de julho.

“Mercado volta a operar em alta diante das expectativas envolvendo a demanda chinesa e também de novos acordos comerciais entre EUA e União Europeia, fatores que trazem percepção de demanda mais forte para a soja”, avalia.

Segundo ele, a partir de agosto deve ocorrer mudança na dinâmica dos prêmios, com maior diferença entre os mercados brasileiro e norte-americano, o que pode influenciar a competitividade das exportações nacionais.

O mercado da soja segue, portanto, sensível ao comportamento da demanda internacional, ao câmbio e aos fundamentos globais de oferta, mantendo cenário de ajustes graduais nos preços internos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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