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Exportações de grãos do Brasil mantêm estabilidade em outubro, aponta Anec

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou, nesta terça-feira (21), seu boletim semanal com as projeções de exportação de grãos do Brasil para outubro. Os números mostram poucas alterações em relação às estimativas da semana anterior, indicando estabilidade no ritmo dos embarques.

Exportações de soja devem somar 7,34 milhões de toneladas

De acordo com a Anec, a exportação de soja deve alcançar 7,34 milhões de toneladas neste mês, ligeiramente acima das 7,31 milhões de toneladas projetadas na semana passada. O resultado reflete a manutenção do forte fluxo de embarques do grão, que continua sendo o principal produto do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Milho mantém bom desempenho com previsão de 6,57 milhões de toneladas

Para o milho, a projeção da Anec foi ajustada para 6,57 milhões de toneladas, frente às 6,46 milhões estimadas anteriormente. O resultado reforça o bom desempenho das exportações do cereal neste segundo semestre, impulsionado pela forte demanda externa e pela competitividade do produto brasileiro.

Farelo de soja tem leve alta nas projeções de exportação

Já o farelo de soja também apresentou pequena elevação nas previsões. A Anec agora estima embarques de 2,09 milhões de toneladas, ante 2,01 milhões divulgadas na semana anterior. A demanda aquecida por produtos derivados da oleaginosa continua sustentando o crescimento do segmento.

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Cenário de estabilidade nas exportações

Com as projeções praticamente inalteradas, a Anec indica que as exportações de grãos brasileiros seguem em ritmo consistente, sem grandes surpresas em outubro. O desempenho do setor continua sendo sustentado pela forte safra nacional e pelo papel estratégico do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de soja e milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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