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Banco Mundial é confirmado como administrador e anfitrião interino do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF)

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Nesta terça-feira (21/10), o conselho diretor do Banco Mundial autorizou o banco a atuar como administrador e a hospedar interinamente o Secretariado do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), uma iniciativa inovadora global, liderada pelo Brasil e criada para proteger e conservar as florestas tropicais do mundo para as futuras gerações.

O Banco Mundial fornecerá ao TFFF uma estrutura administrativa robusta, incluindo supervisão fiduciária e relatórios de transparência, garantindo que o TFFF opere com os mais altos padrões de governança, responsabilidade e previsibilidade. O Banco também atuará como trustee, repassando recursos gerados pelos TFFF aos governos, de acordo com as diretrizes do TFFF.

Esse arranjo permitirá que o TFFF avance com confiança e eficiência em sua missão: mobilizar e sustentar patamares inéditos de financiamento para a proteção, restauração e gestão de longo prazo das florestas tropicais em todo o mundo.

O TFFF, projetado para se tornar o maior fundo florestal global da história, tem como objetivo garantir financiamento contínuo e baseado em desempenho para países e comunidades que conservam com sucesso as florestas tropicais, reconhecendo seu papel essencial na regulação do clima, preservação da biodiversidade e promoção do desenvolvimento sustentável.

“A decisão de hoje do Banco Mundial transforma o TFFF de uma ideia em uma realidade plenamente operacional”, de acordo com Fernando Haddad, ministro da Fazenda. “Esse marco reflete o compromisso do Banco Mundial — e a liderança pessoal do presidente Ajay Banga, o que eu gostaria de reconhecer. Por meio de um processo técnico rigoroso e transparente, o Banco forneceu a credibilidade e a estrutura necessárias para tornar essa inovação possível. Com essa base estabelecida, o TFFF está agora pronto para que outros países sigam o exemplo do Brasil, fazendo seus próprios aportes, transformando essa iniciativa no mecanismo de investimento mais inovador e eficaz para a proteção das florestas na história do financiamento climático.”

Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, “estimamos que o mundo precisa investir cerca de US$ 282 bilhões por ano para proteger a natureza, mas hoje contamos com apenas um quarto desse valor. Para mudar essa realidade, precisamos de soluções ousadas e colaborativas. O TFFF é uma dessas soluções”. “Liderado pelo Brasil, junto a dez países parceiros, ele pode beneficiar mais de 70 nações tropicais. Não estamos falando de doação, mas de investimento no futuro do planeta. O TFFF busca garantir recursos contínuos para conservar nossos ecossistemas e valorizar os serviços que eles oferecem, reconhecendo o papel essencial dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Quando estiver em operação, poderá gerar cerca de US$ 4 bilhões por ano — quase três vezes o volume atual de financiamento internacional para florestas. O anúncio do Banco Mundial fortalece esse caminho coletivo e inovador, que coloca a natureza no centro da agenda global.”

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O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, afirmou que “o Brasil recebeu com satisfação a decisão do Conselho Executivo do Banco Mundial, que cria a base institucional para a iniciativa e viabiliza seu lançamento durante a Cúpula do Clima de Belém”. O Chanceler destacou que o TFFF é uma proposta inovadora do Sul Global e reflete a consolidação de uma ordem internacional crescentemente multipolar. “O Presidente Lula anunciou que o Brasil investirá US$ 1 bilhão no TFFF. Esperamos que, em Belém, outros países também se comprometam a investir, abrindo caminho para o início das operações desse mecanismo transformador”, declarou. Vieira ressaltou que o TFFF “é prova de que o multilateralismo pode se renovar e oferecer soluções concretas e transformadoras aos desafios do nosso tempo”. Acrescentou, ainda, que a governança do Fundo será exercida por um Conselho Diretor próprio, composto por 18 países, com igualdade de representação entre países com florestas tropicais e países investidores.

Para a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, “o Banco Mundial foi um importante e decisivo parceiro para a construção do mecanismo de financiamento direto aos povos indígenas. Sua experiência em trabalhar com as organizações e compromisso para viabilizar projetos com protagonismo indígena serão fundamentais para darmos sequência neste novo e importante instrumento”.

“TFFF recebeu contundente apoio no Board, o Brasil foi reconhecido pela liderança no projeto e aplaudido pelos países membros por levar adiante um projeto ambicioso, inovador e que poderá mudar de forma decisiva a forma pela qual protegemos florestas no mundo”, afirma Marcos Vinicius Chiliatto, Diretor Executivo representando o Brasil no Banco Mundial. “Ser uma entidade anfitriã do TFFF está totalmente alinhado com a missão do Banco Mundial de acabar com a pobreza em um planeta habitável. Florestas tropicais saudáveis são fundamentais para alcançar esse objetivo.”

Como anfitrião interino do Secretariado do TFFF, o Banco Mundial também apoiará as operações iniciais do mecanismo, bem como funções de coordenação e de relatórios, enquanto uma sede institucional permanente será estabelecida. A estrutura de governança do TFFF contará com um Conselho Diretor, do qual participarão tanto países florestais tropicais e como países investidores. Para assegurar inclusividade dos debates, prevê-se também a criação de um conselho consultivo de povos indígenas e comunidades locais e de um painel técnico e científico.

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O Fundo Florestas Tropicais para Sempre representa um passo ousado rumo a um financiamento duradouro e escalável para a conservação florestal, unindo governos, investidores e comunidades em um compromisso compartilhado de proteger os ecossistemas tropicais para sempre.

Sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O TFFF é uma iniciativa liderada pelo Brasil, anunciada na COP28, em Dubai, e construída em diálogo com outros dez países – cinco florestais (Colômbia, Indonésia, Malásia, Gana e República Democrática do Congo) e cinco potenciais apoiadores –, dezenas de organizações da sociedade civil e representações de povos indígenas e comunidades tradicionais de todo o mundo.

Em setembro, durante evento na ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil vai investir US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5,3 bilhões) na fatia de países soberanos. O aporte do Brasil é condicionado ao apoio de outros países ao fundo.

Diferentemente de outros mecanismos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropias e empresas em um fundo. O capital total será, então, aplicado em uma carteira diversificada de ativos de renda fixa de longo prazo, com grau de classificação de risco, administrada por gestores internacionais – de acordo com a Nota Conceitual do TFFF, ficam vedados investimentos que causem impacto ambiental significativo (como desmatamento ou emissões de gases de efeito estufa), o que inclui não investir em atividades relacionadas a carvão, turfa, petróleo e gás. 

Rendimentos dos investimentos gerados por esta carteira serão canalizados para os países com florestas tropicais elegíveis, desde que cumpridos os critérios de elegibilidade, como taxa de desmatamento abaixo da média global. Estima-se que esses pagamentos possam representar mais de duas vezes o financiamento concessional internacional para conservação de florestas atualmente e dezenas ou até centenas de vezes mais do o valor atualmente pago pelo mercado voluntário de carbono para florestas. 

O TFFF também busca beneficiar os atores que diretamente contribuem para a conservação das florestas. Para serem elegíveis a receber pagamento, os países se comprometem a canalizar pelo menos 20% do pagamento anual para povos indígenas e comunidades tradicionais (PICTs). Esse mecanismo foi desenhado em diálogo com representantes dos PICTs, representados pela Aliança Global de Comunidades Territoriais (GATC).

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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OMS e Unicef destacam avanço do Brasil em vacinação

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Dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil. 

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.   

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.   

O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.   

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Cenário internacional   

Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.   

O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.   

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.   

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Destaque nas Américas   

Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.   

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.   

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil. 

Vanessa Aquino e João Vitor Moura
Ministério da saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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