Agro
Dólar recua e Ibovespa registra leve alta com atenção a dados econômicos e projeções do Boletim Focus
Dólar inicia a semana próximo da estabilidade
O dólar começou a segunda-feira (20) com leve recuo frente ao real, após oscilar próximo da estabilidade nos primeiros negócios. Por volta das 10h15, a moeda americana caía 0,51%, sendo negociada a R$ 5,3772. O dólar à vista apresentava baixa de 0,03%, a R$ 5,4048, enquanto o contrato futuro de primeiro vencimento recuava 0,02%, cotado a R$ 5,4240 na B3.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana havia encerrado o pregão com queda de 0,68%, a R$ 5,4065, refletindo um início de semana com menor volatilidade cambial.
Banco Central promove leilões para rolagem de contratos
O Banco Central realiza nesta segunda dois leilões de linha, operações de venda de dólares com compromisso de recompra, para rolar vencimentos do dia 4 de novembro de 2025. Além disso, às 11h30, será feito um leilão de 40 mil contratos de swap cambial, referente ao vencimento de 3 de novembro, mantendo a liquidez no mercado e reduzindo a oscilação do câmbio.
Investidores atentos a indicadores econômicos e cenário internacional
O câmbio também é influenciado por indicadores internacionais. Dados da China mostram estabilidade no crescimento do PIB, mesmo diante da desaceleração econômica global. No Japão, acontecimentos políticos são acompanhados de perto pelo mercado.
No Brasil, os investidores observam o Boletim Focus, que traz projeções para inflação, crescimento e taxa Selic, fundamentais para nortear expectativas sobre a política monetária.
Desempenho acumulado do dólar e Ibovespa
- Dólar:
- Semana: -1,78%
- Mês: +1,55%
- Ano: -12,54%
- Ibovespa:
- Semana: +1,87%
- Mês: -2,00%
- Ano: +19,15%
Bolsa brasileira acompanha cenário cauteloso
Enquanto o dólar registra oscilações, o Ibovespa opera em leve alta, avançando 0,02%, aos 143.421 pontos, por volta das 10h15. O índice reflete a atenção do mercado aos indicadores domésticos, ao mesmo tempo em que mantém cautela diante das incertezas fiscais nos Estados Unidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Crédito rural entra em nova era com exigência de monitoramento remoto e pressão sobre bancos
A publicação da Resolução CMN nº 5.267/2025 marca uma mudança estrutural no modelo de fiscalização do crédito rural no Brasil. A nova regra amplia as exigências de monitoramento por sensoriamento remoto e impõe às instituições financeiras um novo padrão de controle técnico, rastreabilidade e conformidade nas operações agropecuárias.
Na avaliação de Vitor Ozaki, CEO da Picsel e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), a medida representa um divisor de águas para o setor, ao transformar o uso de imagens de satélite e inteligência geoespacial em requisito regulatório obrigatório para parte relevante das operações de crédito rural.
Segundo o Voto 78/2025-CMN, que fundamenta a resolução, a obrigatoriedade será aplicada, de forma cumulativa, às operações de custeio e investimento contratadas a partir de 1º de março de 2026, vinculadas a empreendimentos com área superior a 300 hectares.
O objetivo é ampliar o uso do sensoriamento remoto em operações nas quais a tecnologia já apresenta maior confiabilidade operacional, escala e redução de custos de observância para os agentes financeiros.
Nova regra amplia pressão operacional sobre instituições financeiras
Embora a exigência represente avanço regulatório, o sistema financeiro já vinha sendo preparado gradualmente para esse movimento. A Resolução nº 4.427/2015 autorizou o uso do sensoriamento remoto para fiscalização das operações de crédito rural e determinou o registro das coordenadas geodésicas dos empreendimentos financiados no Sicor.
Agora, porém, a principal mudança é que a tecnologia deixa de ser apenas uma possibilidade operacional e passa a integrar o conjunto obrigatório de mecanismos de fiscalização.
A medida amplia significativamente o peso operacional sobre bancos, cooperativas e demais instituições que atuam no financiamento do agronegócio brasileiro.
Risco de retração no crédito preocupa setor agropecuário
O cenário acende um alerta para possíveis impactos no acesso ao crédito rural, especialmente em regiões menos estruturadas tecnologicamente ou entre produtores com menor disponibilidade de dados georreferenciados.
O Plano Safra 2024/2025 anunciou R$ 400,59 bilhões para o crédito rural empresarial. No entanto, entre julho de 2024 e junho de 2025, o volume efetivamente concedido ficou em R$ 369,8 bilhões.
Para especialistas, a exigência de evidências técnicas contínuas pode tornar a concessão de crédito mais criteriosa e elevar os custos operacionais das instituições financeiras, aumentando o risco de retração em determinados perfis de operação.
A busca por maior transparência e rastreabilidade tende a fortalecer a governança do sistema, mas também pode ampliar desigualdades já existentes no acesso ao financiamento rural.
Tecnologia passa de diferencial competitivo para exigência regulatória
Com a nova resolução, o uso de dados satelitais, inteligência geoespacial e monitoramento digital deixa de ser um diferencial competitivo e passa a integrar o núcleo básico de conformidade regulatória.
Grandes instituições financeiras possuem maior capacidade para absorver investimentos em tecnologia e infraestrutura analítica. Já cooperativas de crédito e agentes menores tendem a depender de fornecedores externos especializados para atender às novas exigências do Conselho Monetário Nacional.
Esse movimento pode acelerar a concentração de mercado no sistema de crédito rural, historicamente sustentado pela diversidade de agentes financeiros.
Interpretação de dados será desafio estratégico no agro
O desafio, contudo, não está apenas na coleta de imagens por satélite. A interpretação correta dos dados, validação de ciclos produtivos, identificação de inconsistências e elaboração de relatórios técnicos confiáveis serão fatores decisivos para o cumprimento das novas regras.
Nesse contexto, empresas especializadas em inteligência geoespacial ganham relevância ao oferecer metodologias, integração de dados satelitais e modelos analíticos voltados à realidade do agronegócio brasileiro.
Mesmo assim, especialistas alertam que a adoção dessas soluções tende a ocorrer de forma desigual entre os diferentes agentes financeiros.
Regulação moderna expõe gargalos estruturais do crédito rural
Para Vitor Ozaki, a Resolução CMN nº 5.267/2025 moderniza o monitoramento do crédito rural ao incorporar critérios técnicos compatíveis com a complexidade do agronegócio nacional.
Por outro lado, a medida também evidencia uma contradição estrutural: o avanço regulatório ocorre antes da plena preparação operacional do sistema financeiro para executar as novas exigências em larga escala.
O resultado deverá ser um período de forte adaptação tecnológica e operacional, no qual instituições financeiras precisarão reformular processos internos rapidamente para evitar que uma medida criada para ampliar a transparência se transforme em uma nova barreira de acesso ao crédito rural brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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