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MCTI e Inpe convidam a sociedade a escolher o nome do novo supercomputador

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acaba de receber um novo supercomputador, um equipamento de alto desempenho que representa um salto tecnológico para a ciência nacional. Essa poderosa ferramenta permitirá ao instituto gerar previsões de tempo e clima com precisão e antecedência ainda maiores, além de aprimorar o monitoramento ambiental em todo o território brasileiro.

Para batizar este marco tecnológico, o Inpe, juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), convidam toda a população para participar de uma enquete pública. A campanha Um Nome para o Futuro apresenta quatro opções, previamente selecionadas pela comunidade interna de servidores e pesquisadores do Instituto: Jaci, Arani, Aracy e Arandu. Todos os nomes têm origem em línguas de povos originários brasileiros, refletindo a riqueza cultural do País e seguindo o legado do Tupã, antigo supercomputador do instituto.

A enquete estará disponível nos perfis oficiais do Inpe e do MCTI no Instagram, no período de 16 a 26 de outubro. Para votar, basta acessar a rede social e escolher sua opção favorita nos cards de enquete que estarão publicados.

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O novo supercomputador, uma máquina HPE Cray, é o primeiro de quatro sistemas previstos no projeto Risc (Renovação da Infraestrutura de Supercomputação do Inpe). Com ele, o instituto ampliará sua capacidade de processamento em mais de dez vezes, possibilitando a operação do Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan), desenvolvido para as condições climáticas da América do Sul.

Significado dos nomes:

JACI: Jaci é a deusa da lua e parceira de Tupã na mitologia tupi-guarani. O mito apresenta Tupã e Jaci como forças complementares — o dia e a noite, o masculino e o feminino — cuja união simboliza o equilíbrio e a harmonia necessários para a existência. Jaci representa a sabedoria, a renovação e a proteção da natureza, sendo uma entidade feminina associada ao ciclo da noite e às forças cósmicas, o que representa bem a missão científica do Inpe.

ARANI: Em tupi, Arani é traduzido como relâmpago, remetendo a rapidez, energia e clareza. Se Tupã representa o trovão, Arani simboliza a luz que o acompanha, trazendo a ideia de continuidade e renovação. O nome associa força e velocidade (atributos essenciais de um supercomputador) e ainda valoriza a representatividade feminina.

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ARACY: Na tradição Tupi-Guarani, significa mãe do dia ou aurora. Simboliza renovação, clareza e a promessa de um novo começo. Assim como a aurora traz a luz após a escuridão, o supercomputador proporcionará conhecimento sem precedentes sobre clima, meteorologia e meio ambiente.

ARANDU: Em guarani, Arandu significa sabedoria. O termo resulta da junção de ára (tempo, espaço, cosmos) e andu (sentir, ouvir), remetendo à capacidade de compreender profundamente o tempo e o mundo. Representa o papel do supercomputador em transformar dados da atmosfera, do oceano e da Terra em conhecimento científico, ampliando a precisão de previsões e cenários climáticos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas

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O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.

A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.

Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.

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“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.

Articulação

Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.

Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.

“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.

O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).

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O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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