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Agro

Arco apresenta avanços do Fundovinos em carne, lã e sanidade ovina no RS

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A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) realizou, nesta terça-feira (14), a prestação de contas das ações do Fundovinos durante reunião do conselho do Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura, na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), em Porto Alegre.

O encontro teve como objetivo atualizar os conselheiros sobre os projetos implementados e os resultados alcançados ao longo do último ano, fortalecendo a transparência e o acompanhamento das metas financiadas pelo fundo.

Quase todas as metas do projeto já foram atingidas

Segundo Lorena Riambau Garcia, gerente administrativa da Arco, o projeto superou as expectativas iniciais. “Das dez metas previstas, quase todas já foram atendidas, mesmo antes da conclusão do primeiro ano do projeto”, afirmou.

O projeto abrange diversas frentes de atuação, incluindo o fomento à produção e consumo da carne ovina, certificação da lã, além de ações sanitárias, de manejo e de melhoramento genético. Todas as iniciativas são realizadas em parceria com a Secretaria da Agricultura, com foco na qualificação e profissionalização do sistema produtivo de ovinos no Rio Grande do Sul.

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Impactos na cadeia produtiva e sustentabilidade

Lorena reforça que o projeto contribui para o fortalecimento das cadeias de carne e lã, promovendo ganhos de produtividade, eficiência e sustentabilidade no setor ovino. “Ficamos muito felizes em apresentar bons resultados e contar com a aprovação do conselho”, disse.

O termo de parceria do Fundovinos, assinado em novembro de 2024, prevê um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões ao longo de três anos, destinados ao fomento e desenvolvimento do setor ovino no estado.

Projetos e ações implementadas pelo Fundovinos

Entre as iniciativas já realizadas pela Arco estão:

  • Fomento às feiras de verão e eventos de promoção da carne ovina;
  • Apoio à Expointer, destacando a ovinocultura em nível nacional;
  • Parcerias com Centros de Pesquisa de Ovinos;
  • Programas voltados à sanidade ovina, manejo e melhoramento genético;
  • Incentivo à certificação e valorização da lã, promovendo ganhos econômicos e de qualidade para os produtores.

Essas ações reforçam o compromisso da Arco em desenvolver o setor de ovinos no RS, fortalecendo tanto a produção quanto a comercialização de carne e lã.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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