Política Nacional
Pré-COP30 em Brasília reforça compromisso global por combustíveis sustentáveis
A Pré-COP30, realizada em Brasília nos dias 13 e 14 de outubro, terminou com novas metas e projeções otimistas sobre a produção e o uso de combustíveis sustentáveis no mundo.
O evento foi a última grande rodada de negociações antes da 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para novembro em Belém (PA).
Com base em relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), Brasil, Índia, Itália e Japão anunciaram o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis — também chamado Belém 4x — que pretende quadruplicar a produção e o uso de hidrogênio e seus derivados, biogases, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.
O lançamento oficial está previsto para a cúpula de chefes de Estado, em Belém.
Avanços brasileiros
No Brasil, o anúncio coincide com o primeiro ano completo de vigência das leis dos combustíveis do futuro (Lei 14.993/24) e do hidrogênio de baixa emissão de carbono (Lei 14.948/24), sancionadas em outubro de 2024.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou que o país é referência mundial em biocombustíveis, desde a criação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) pela Lei 13.576/17.
“É importante ter a mais respeitada agência de energia do mundo defendendo a multiplicação dos combustíveis sustentáveis, um tema que o Brasil domina há muito tempo”, afirmou Corrêa do Lago.

Transição energética e economia verde
O presidente da Comissão Especial sobre Transição Energética da Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ressaltou que as leis aprovadas pelo Congresso são fundamentais para a descarbonização da economia e a redução do uso de combustíveis fósseis.
“O biodiesel substitui o diesel; o combustível sustentável de aviação (SAF) substitui o querosene; e o biobunker, o diesel marítimo, um dos mais poluentes. É o Brasil mostrando que é possível cuidar da natureza e promover o desenvolvimento”, disse o parlamentar.
Relatórios internacionais
A Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) também apresentou relatório inédito sobre energias renováveis e eficiência energética.
O documento mostra que, embora a capacidade mundial de geração renovável tenha alcançado 582 GW em 2024, ainda é necessário ampliar em 1.122 GW por ano até 2030 para cumprir as metas climáticas.
A Irena recomenda investimento global anual de US$ 1,4 trilhão, mais que o dobro dos US$ 624 bilhões aplicados em 2024.
Consensos e desafios
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, avaliou positivamente a repercussão internacional da proposta brasileira de criação do Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que deve apoiar países na preservação de florestas nativas.
“O TFFF foi celebrado, mas também surgiram novos instrumentos econômicos para valorizar a natureza. Há consenso de que esta deve ser uma COP de implementação e soluções”, afirmou.
Segundo Ana Toni, outros consensos envolvem o reforço do multilateralismo e o avanço na adaptação às mudanças climáticas, que deve ganhar maior protagonismo sem competir com as metas de mitigação.
Ela informou que grupos de países com diferentes posições sobre financiamento climático já estão em mesas conjuntas de negociação, preparando propostas para a cúpula de 6 e 7 de novembro, em Belém.
“Só um país saiu do Acordo de Paris, o que mostra que os demais seguem comprometidos com o regime global climático”, completou.
Atuação da Câmara
Além de promover audiências públicas em diversas comissões temáticas, a Câmara dos Deputados mantém uma subcomissão permanente de acompanhamento da COP30, presidida pela deputada Duda Salabert (PDT-MG). O grupo monitora os preparativos para o evento e discute as contribuições do Parlamento brasileiro para o debate climático internacional.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
Comissão aprova regras gerais para o diagnóstico precoce de câncer de pulmão no SUS
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece diretrizes nacionais para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta tem como objetivo reduzir as taxas de mortalidade e aumentar a sobrevida dos pacientes por meio da detecção antecipada da doença, que é a principal causa de morte por câncer no Brasil.
Para a autora do projeto, deputada Flávia Morais, a medida é urgente devido ao impacto econômico e social do diagnóstico tardio, que eleva custos assistenciais e causa perdas significativas de produtividade.
Texto aprovado
Foi aprovada a versão do relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que ajustou a proposta original – Projeto de Lei 2550/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO) – para adaptar o texto à legislação já existente.
O substitutivo estabelece como diretrizes o desenvolvimento de ações educativas, a capacitação permanente de profissionais de saúde, o uso de estratégias de saúde digital e o estímulo à busca ativa de grupos de alto risco na atenção primária.
A principal mudança em relação à proposta original é a flexibilização dos critérios técnicos no texto da lei. Enquanto o projeto recomendava especificamente a realização anual de tomografia computadorizada de baixa dose para indivíduos de alto risco entre 50 e 80 anos, o substitutivo aprovado removeu esse detalhamento operacional.
A intenção, segundo o relator, é evitar o “engessamento” da prática médica e permitir que as ações a serem adotadas simplesmente sigam protocolos clínicos e processos de incorporação de tecnologias em saúde do Ministério da Saúde.
O texto também prevê a integração das ações de identificação precoce com programas de cessação do tabagismo, em consonância com a Política Nacional de Controle do Tabaco.
Próximas etapas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, o texto precisa da aprovação da Câmara e do Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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