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Brigadas Escolares chega a todo o Paraná na Semana de Redução de Risco de Desastres

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O Programa Brigadas Escolares – Defesa Civil na Escola participou nesta ano da Semana de Redução de Risco de Desastres (RRD), com atividades alinhadas ao tema definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2025: “Financiar a resiliência, não os desastres”. As ações integraram o calendário oficial do mês de RRD desenvolvido pela Defesa Civil do Paraná. O programa é implantado nas instituições de ensino públicas estaduais, municipais e da modalidade de educação especial.

A iniciativa foi possível graças à parceria entre a Defesa Civil e a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR), os Núcleos Regionais de Educação (NRE) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar). Ao todo, 2.478 instituições foram convidadas, incluindo escolas com alunos do ensino fundamental (anos iniciais e finais), ensino médio da rede pública estadual e da modalidade de educação especial. A ação alcançou todas as regiões do Estado.

Para o desenvolvimento das atividades, foram produzidos diversos materiais com o objetivo de apoiar o trabalho pedagógico, entre eles, caderno orientativo para educadores, folder, slides e vídeos. A prática foi organizada como um ciclo de oficinas, baseada em estações temáticas distribuídas conforme a capacidade da instituição. Cada turma participou de todas as estações, com atividades interativas e educativas sobre prevenção, mitigação e preparação para riscos relacionados a chuvas intensas, alagamentos, enchentes, enxurradas e tempestades.

DEDICAÇÃO – A integrante da coordenação estadual do programa na Defesa Civil Estadual, professora Juliana Saldanha, celebrou os resultados e destacou a dedicação dos professores e servidores. “É com alegria e orgulho que celebramos o sucesso da nossa ação educativa. Enfatizamos o trabalho de todos os professores e servidores que, com sua dedicação e criatividade, tornaram possível a realização de atividades tão impactantes”, afirmou Juliana. “E, claro, um agradecimento especial aos nossos alunos, cujo engajamento e qualidade dos trabalhos realizados foram inspiradores. Eles nos surpreenderam com a criatividade e a beleza de suas criações, mostrando que a prevenção de desastres começa, de fato, na escola.”

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A professora Sonia Domingos de Oliveira, do Colégio Estadual Papa João Paulo II, de Assis Chateaubriand, disse que os alunos reconheceram a importância dos conhecimentos adquiridos. “Após o término das ações, os estudantes disseram que as atividades trouxeram muitos aprendizados, úteis tanto para o ambiente escolar quanto para situações de risco.”

ALERTA DA DEFESA CIVIL – Para o brigadista pedagógico do NRE de Francisco Beltrão, Mauricio Cirilo Hister, acompanhou as atividades no Centro Estadual de Educação Profissional do Sudoeste do Paraná (CEEP Sudoeste) e explicou que estiveram presentes diretores, professores, funcionários e alunos. “Entre os módulos trabalhados, esteve o da apresentação e confecção de cartazes relacionados aos temas e o cadastramento de toda a comunidade escolar no WhatsApp de Alerta da Defesa Civil, uma ação que os estudantes replicaram com suas famílias”, contou. “O colégio recebe alunos de diversas regiões do Sudoeste que enfrentam enchentes, vendavais e outras situações de desastres. Foi muito bacana, eles contribuíram com muitos relatos pessoais.”

A ampla adesão das escolas foi o ponto mais destacado pelo brigadista de edificações do NRE Francisco Beltrão, Alzemiro Prando. “Nosso objetivo foi que todos os colégios e APAEs do nosso núcleo desenvolvessem as atividades propostas. Criamos um formulário de registro, e com as devolutivas das escolas teremos documentado tudo o que foi realizado. Já é possível mensurar que o resultado está sendo muito positivo e satisfatório.”

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O professor Vicente Paulo de Souza, responsável pelo Programa Brigadas Escolares do NRE Paranaguá, esteve presente no Colégio Estadual Cívico-Militar Hélio Antônio de Souza, em Pontal do Paraná. “Foi muito bacana a forma como a instituição organizou as oficinas, realizadas na quadra. Os ministrantes foram os estudantes do grêmio estudantil e os brigadistas da escola, com a participação dos bombeiros. Muito gratificante ver o protagonismo dos alunos e os feedbacks positivos sobre a ação.”

CONSCIENTIZAÇÃO – Já a importância da conscientização e do cuidado coletivo foi um dos grandes resultados da ação, na opinião da diretora Edimara das Graças Aguirre Zanocini, da Escola Estadual de Educação Especial Lucy Requião, de Curitiba. “Participar com todos os profissionais e estudantes desta ação de conscientização é muito importante. Precisamos construir soluções rápidas e seguras e saber a quem recorrer em situações de risco. Participar de mais uma ação envolvendo Secretaria da Educação e seus Núcleos Regionais,Fundepar e Defesa Civil mostra o quanto há preocupação com todos. Nos sentimos honrados com este momento ímpar de cuidado e zelo com nossa comunidade.”

CONHEÇA MAIS SOBRE O PROGRAMA – O Programa Brigadas Escolares – Defesa Civil na Escola é uma política pública de Estado voltada à segurança escolar, implantada nas instituições de ensino públicas estaduais, municipais e da modalidade de educação especial.

As ações são articuladas entre a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (CEDEC), a Secretaria de Estado da Educação (SEED) e a Secretaria da Segurança Pública (SESP), por intermédio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR).

Fonte: Governo PR

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Encontro de Agroecologia do IDR-PR reforça a importância dos bioinsumos na agricultura

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A importância dos bioinsumos na agricultura como caminho para garantir a sustentabilidade no campo e a redução da dependência externa de fertilizantes químicos foi o tema principal do 4º Encontro de Agroecologia, realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), nesta semana.

O evento, que reuniu 320 pessoas, entre agricultores, estudantes de colégios agrícolas e do ensino superior, além de profissionais da área de ciências agrárias da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral, ofertou também oficinas sobre práticas de bioinsumos e minicurso sobre o tema.

Moacir Darolt, assessor de Agroecologia do IDR-Paraná, afirmou que o uso de bioinsumos é uma estratégia para uma agricultura mais sustentável, resiliente e alinhada aos desafios atuais de produção. “A programação do encontro foi pensada para gerar reflexões e mostrar, na prática, o uso dessa tecnologia para fortalecer a autonomia produtiva das famílias de agricultores”, afirmou.

Realizado por meio do projeto Casa da Agroecologia, o evento aconteceu no Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia e na Estação de Pesquisa em Agroecologia do IDR-Paraná, em Pinhais. A abertura contou com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (AOPA) e do Colégio Newton Freire Maia.

“Os bioinsumos trazem a possibilidade de reduzirmos a dependência externa que temos dos fertilizantes químicos, pois os custos são alterados sempre que acontecem questões como as guerras em países que produzem esses insumos”, disse o pesquisador Arnaldo Colozzi, do IDR-Paraná.  “Uma estratégia é termos uma produção de bioinsumos nacional que possa suprir as necessidades da nossa agricultura e também ser mais agroecológico”, afirmou.

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Consultor em bioinsumos, mircrobiologia e controle biológico, o engenheiro agrônomo e pesquisador Celso Tomita discorreu sobre a produção “on farm”, sistema pelo qual o produtor rural multiplica insumos biológicos (bactérias, fungos) dentro da própria propriedade. Ele também abordou a questão da capacitação e aplicação de bioinsumos no campo. Uma mesa-redonda reuniu pesquisadores e produtores para discutir experiências práticas com bioinsumos, além dos desafios e oportunidades para a agricultura familiar.

PRÁTICAS DE BIOINSUMOS – Durante o encontro foram realizadas nove oficinas, que exploraram diferentes práticas utilizando bioinsumos: Multiplicação “on farm”; Biodigestor; Microalgas; Controle biológico de pragas; Biofertilizantes líquidos (biofertilizantes, ácido lático, chá de húmus e bokashi); Compostagem – CompostBio (composto enriquecido com microrganismos); Minhocultura e produção de húmus; Microrganismos benéficos e óleos essenciais; e Caldas e bioinsumos.

A agricultora Carmencita de Souza, de Bocaiúva do Sul, esteve no evento em busca de conhecimentos para ampliar a produção de alimentos orgânicos e participou das oficinas de “on farm”, microalgas, biofertilizantes líquidos e minhocário. Ela destacou que foi possível aproximar os ensinamentos das oficinas à sua realidade.

“O minhocário achei muito interessante, porque pode-se usar o esterco da vaca, que é uma matéria que temos disponível e não sabíamos como fazer. Eu vim em busca desse conhecimento e encontrei”, contou a agricultora, que voltou para casa cheia de ideias.

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MINICURSO – Os participantes tiveram também acesso a um minicurso ministrado por Celso Tomita. O consultor aprofundou o conteúdo apresentado na palestra, falando sobre o método TMT, que foca na produção de bioinsumos e biofertilizantes diretamente na lavoura, promovendo a regeneração microbiológica do solo e a sustentabilidade no campo. Participaram técnicos do IDR-Paraná, do Programa Paraná Mais Orgânico – Núcleo de Curitiba e agricultores.

Ícaro Petter foi um dos extensionistas participantes do minicurso. Ele também levou outros cinco agricultores para participar da atividade. “Foi muito proveitoso. Existem momentos na vida que recebemos uma injeção de ânimo e conhecimento e esse foi um deles. Nos faz pensar, mudar conceitos e repensar nosso cotidiano de serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural para aplicar imediatamente o que foi repassado no nosso cotidiano aqui na RMC”, afirmou.

Além da parceria com o Colégio Newton Freire Maia, o 4.º Encontro de Agroecologia contou com a colaboração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da empresa Ambiente Livre e com o apoio da Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa).

Fonte: Governo PR

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