Paraná
Rede colaborativa de universidades oferece testes de detecção de metanol em bebidas
Laboratórios das universidades do Paraná estão atuando diretamente na prevenção de intoxicações por metanol em bebidas alcoólicas, por meio de análises realizadas no âmbito do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Ressonância Magnética Nuclear (RMN) — iniciativa fomentada pela Fundação Araucária, do Governo do Estado.
Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, já foram realizados mais de 300 testes laboratoriais em amostras coletadas pela população, todos com resultado negativo para contaminação por metanol. A ação conta também com a participação de equipes dos laboratórios de Ressonância Magnética Nuclear das Universidades Estaduais de Maringá (UEM), Londrina (UEL) e Ponta Grossa (UEPG), que integram a rede de pesquisa e inovação do NAPI.
O atendimento é gratuito e aberto à comunidade. Qualquer cidadão pode agendar o teste nas universidades participantes e levar amostras de bebidas para análise, com resultado imediato. “Somente realizando o teste químico é que podemos constatar a presença ou não de metanol. Utilizamos os espectrômetros de Ressonância Magnética Nuclear dos laboratórios e o resultado sai em um minuto”, explica o articulador do NAPI Ressonância Magnética Nuclear e professor da UFPR, Anderson Barison.
“A análise é feita colocando-se 0,5 ml da bebida em um tubo de RMN, que parece com uma caneta. Esse tubo com a amostra é colocado então no equipamento que fornece uma espécie de gráfico, chamado espectro de RMN, contendo informações de todas as substâncias presentes na amostra”, detalha o pesquisador.
Caso seja detectada contaminação, os procedimentos preveem o acionamento da Polícia Civil e da Polícia Federal, garantindo a rastreabilidade e a segurança pública.
CIÊNCIA A SERVIÇO DA SOCIEDADE – Fomentado pela Fundação Araucária, o NAPI Ressonância Magnética Nuclear atua de forma integrada com órgãos de controle, vigilância sanitária e forças de segurança, oferecendo análises que garantem a autenticidade, pureza e qualidade de produtos como alimentos, bebidas, defensivos agrícolas e medicamentos.
Além de prevenir riscos à saúde, o NAPI contribui para combater falsificações e fortalecer cadeias produtivas, garantindo que produtos seguros cheguem à população. O NAPI conta com laboratórios de ponta na UEM, UEL, UEPG e UFPR, com equipamentos de alta precisão e pesquisadores especializados.
“O fomento da Fundação Araucária garante que todos os espectrômetros de RMN do Estado estejam em pleno funcionamento e, com isso, possamos devolver o investimento a população na forma de serviços de alta qualidade”, enfatiza Barison.
Em situações de crise como na pandemia de Covid-19 e agora na intoxicação por metanol, o NAPI RMN oferece análises totalmente gratuitas à população, garantindo assim o uso seguro de bebidas e o uso eficiente de sanitizantes e medicamentos à base de álcool em gel no combate a proliferação doenças.
“O NAPI Ressonância Magnética é um exemplo de como a ciência e a tecnologia podem gerar benefícios diretos à população, ao mesmo tempo em que impulsionam a economia e a inovação”, enfatiza o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.
SERVIÇO – Laboratórios de Ressonância Magnética Nuclear que realizam o teste para verificação de contaminação por metanol gratuito à população, mediante agendamento. Em Curitiba na UFPR pelo e-mail [email protected] ou pelo (41) 92002-4838, também podem ser informados os contatos dos demais laboratórios.
NAPIS – Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação são redes colaborativas de ciência, tecnologia e inovação criadas pela Fundação Araucária e pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) para articular pesquisadores, universidades, empresas, órgãos públicos e a sociedade civil em torno de grandes desafios estratégicos do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná é o primeiro estado da força-tarefa brasileira a entrar em operação na Venezuela
A equipe de bombeiros paranaenses integrante da força-tarefa brasileira enviada à Venezuela foi a primeira a iniciar os trabalhos em campo na manhã deste sábado (27), em La Guaira, região de Vargas, uma das áreas mais afetadas pelo terremoto que atingiu o país na quarta-feira (24). Os militares do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), acompanhados de dois cães de busca, realizam o reconhecimento das estruturas atingidas, avaliando a estabilidade das edificações e localizando e sinalizando possíveis vítimas sob os escombros para orientar as operações de resgate.
O cenário encontrado pelos bombeiros é de destruição e grande comoção. Segundo relatos enviados pela equipe, milhares de pessoas permanecem nas ruas em busca de familiares e pedindo ajuda enquanto as equipes de resgate avançam entre edificações danificadas. Os trabalhos seguem de forma ininterrupta.
CHEGADA À VENEZUELA – A equipe brasileira desembarcou em Caracas na noite de sexta-feira (26), após uma escala para reabastecimento em Boa Vista (RR). Logo na chegada, os bombeiros passaram pelo Centro de Recepção e Partida (RDC), estrutura utilizada nas missões internacionais coordenadas pelo Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), que agiliza a entrada das equipes estrangeiras, dos cães de busca e dos equipamentos especializados, além de coordenar a distribuição das primeiras áreas de atuação.
Durante a madrugada, os bombeiros montaram a base operacional, incluindo acampamento e toda a estrutura logística necessária para garantir a autonomia da missão. Nas primeiras horas da manhã, a equipe do Paraná foi a primeira da força-tarefa brasileira a ser deslocada para o campo, iniciando os trabalhos na região de La Guaira.
MISSÃO INTERNACIONAL – A mobilização do Paraná teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. Na noite de quinta (25), o CBMPR enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. A equipe partiu em dois grupos, com embarques realizados no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, e em Guarapuava, seguindo para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde se reuniu aos demais integrantes da missão brasileira.
Nesta sexta (26), a força-tarefa embarcou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. A missão reúne bombeiros militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais, além de equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde, totalizando 44 integrantes.
Os bombeiros paranaenses integram o BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao INSARAG, órgão vinculado a ONU.
A preparação para esse padrão internacional é reforçada por treinamentos permanentes da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, que inclui também exercícios conjuntos com outros Estados.
O comando do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, em Curitiba, segue acompanhando a missão e a atuação da equipe brasileira conforme avançam as operações de busca e resgate.
Fonte: Governo PR
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