Política Nacional
Câmara aprova criação do Selo Compromisso com a Primeiríssima Infância para premiar municípios
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o Selo Compromisso com a Primeiríssima Infância para premiar municípios com políticas na área para garantir o acesso à creche e para valorizar a carreira de profissionais de creches públicas. A proposta será enviada ao Senado.
De autoria da deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), o Projeto de Lei 625/25 foi aprovado nesta terça-feira (14) na forma de substitutivo da relatora, deputada Denise Pessôa (PT-RS). “Muitas prefeituras, especialmente as de menor arrecadação, podem ver no selo um objetivo tangível e de grande apelo social, mobilizando esforços para adequar sua legislação”, afirmou a relatora.
Critérios
Segundo o texto, poderão receber o selo os municípios que comprovarem:
- a realização de ações objetivas de valorização, remuneração adequada, melhoria das condições de carreira, de trabalho e de formação permanente dos profissionais que atuam nas creches, desempenhando funções de cuidado e educação;
- a implementação de políticas públicas voltadas à qualidade e à integralidade do atendimento na primeiríssima infância, em articulação com as áreas de saúde e assistência social;
- a existência de mecanismos de fiscalização, monitoramento e transparência na aplicação das normas e dos recursos relacionados à creche;
- a redução do déficit de vagas em creches no município para crianças de 0 a 3 anos.
O selo será concedido a cada dois anos pelo Executivo federal em parceria com os órgãos competentes e após avaliação técnica e documental dos municípios interessados.
Um cadastro nacional dos municípios contemplados com o selo deverá estar disponível ao público na internet.
O selo será utilizado pela União como um dos critérios para o planejamento e a execução de ações de assistência técnica e financeira para a educação infantil. Já os municípios poderão utilizá-lo em campanhas de comunicação e divulgação.
Objetivos
O Selo Compromisso com a Primeiríssima Infância tem como objetivos:
- valorizar a atuação das profissionais que trabalham diretamente com crianças na faixa etária de 0 a 3 anos;
- incentivar a qualificação e a profissionalização do atendimento educacional na primeira infância;
- promover a equidade e a qualidade no desenvolvimento infantil;
- reconhecer os municípios que adotam boas práticas na valorização de profissionais de educação e na garantia dos direitos das crianças;
- promover o desenvolvimento integral da criança dessa faixa etária por meio de ações coordenadas de educação, saúde e assistência social;
- incentivar políticas municipais que priorizem o atendimento a crianças em situação de vulnerabilidade social, racial ou econômica, contribuindo para a redução das desigualdades;
- promover a expansão da oferta de vagas em creches, com o objetivo de zerar o déficit.
A autora da proposta, Professora Luciene Cavalcante, criticou, no entanto, a retirada do texto do dispositivo que condicionava o selo aos municípios que enquadrassem os profissionais atuantes em creches na carreira do magistério. “Muitos municípios ainda não enquadraram as profissionais da educação que estão na função docente. Isso se chama exploração da mão de obra”, declarou.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
Voto feminino é vital para a democracia, lembra Nelsinho Trad
Durante pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (14), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) lembrou que as mulheres não precisam de permissão de ninguém para pensar e que o voto feminino no Brasil já existe há quase 100 anos.
— Há um assunto que me incomodou muito nos últimos dias, que foi a fala de uma pessoa de que mulher não deveria votar, que deveria seguir o marido. Olha, eu sou médico, já passei anos trabalhando em pronto-socorro e vi mulheres chegando com crianças no colo, doentes, tomando decisões sozinhas na madrugada, coisa que homem nenhum teria coragem de fazer no lugar delas. Aliás, a mulher não precisa de permissão para pensar, nunca precisou.
No final de junho, o jornalista Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos, declarou no final de junho que “mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras; as casadas costumam acompanhar o marido”.
Nelsinho destacou que muitas mulheres lutaram para conquistar o direito ao voto e que, atualmente, são metade do eleitorado brasileiro. E acrescentou que “quem coloca isso em dúvida não é um conservador; é um atrasado. As mulheres estão à frente de mais da metade dos lares brasileiros”.
— Eu fui criado por uma mulher, uma professora forte. Tenho uma companheira que me inspira todos os dias. Sou pai de meninas e sei exatamente o que o mundo poderia ser se a mulher não votasse: a democracia não teria a essência que tem. Mulher tem de liderar, mulher tem de decidir — afirmou ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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