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Agro

Feira Pró-Genética em Novo Planalto promove melhoria genética na pecuária goiana

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A Emater Goiás, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), realizará no dia 18 de outubro a Feira do Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino Brasileiro (Pró-Genética). O evento acontece a partir das 8h, na Fazenda Nelore Machadinho, localizada na Rodovia GO-244, Km 35, Zona Rural de Novo Planalto, unidade da regional Rio Vermelho da Emater Goiás.

Objetivo do programa Pró-Genética

O programa busca estimular a produção de carne e leite no Estado, beneficiando especialmente pequenas e médias propriedades rurais. A feira proporciona aos produtores acesso facilitado a touros PO com registro genealógico e exames andrológicos positivos, garantindo qualidade genética e melhoramento dos rebanhos.

“Essa ação traduz o compromisso da Emater Goiás em fortalecer o pequeno e médio agropecuarista. Ao facilitar o acesso a tecnologias e genética de qualidade, promovemos mais produtividade, qualidade e renda no campo, impulsionando a pecuária goiana”, destacou o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia.

Expectativa da regional Rio Vermelho

Para a coordenadora regional da Emater Goiás, Esmeralda Aguiar, o evento deve atrair grande público de produtores interessados em adquirir animais geneticamente superiores. “A feira vai impulsionar o desenvolvimento e o melhoramento da pecuária na nossa regional”, afirma.

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Programação técnica do evento

Durante a feira, especialistas apresentarão palestras sobre temas estratégicos para a pecuária local:

  • 9h – Uso de telas de sombreamento no conforto animal, com Fábio Takatsuka (Ginegar)
  • 9h20 – Retorno da utilização de touros melhoradores e manejo do reprodutor, com Leonardo Figueiredo Neto (ABCZ)
  • 10h – Manejo de pastagem e suplementação estratégica, com Elieny Maria de Abreu (Emater Goiás)
  • 10h30 – Linhas de crédito para aquisição de semoventes, com Clizeide Rezende Oliveira (Emater Goiás)
Importância do programa para o setor

A Feira Pró-Genética fortalece a pecuária goiana ao oferecer touros PO com registro definitivo e exames sanitários que garantem capacidade reprodutiva e ausência de doenças como brucelose e tuberculose. Estudos indicam que aproximadamente 75% da herança genética do rebanho provém do touro, reforçando a importância do uso de animais geneticamente melhorados como principal ferramenta para avanço genético e aumento da rentabilidade na pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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