Connect with us


Agro

Soja inicia semana com preços firmes no Brasil e volatilidade em Chicago por fatores climáticos e comerciais

Publicado em

O mercado da soja no Brasil começou a semana com preços firmes em diferentes regiões, sustentados tanto pela demanda interna quanto pelo ritmo das exportações.

No Rio Grande do Sul, principal exportador brasileiro para a China, 56% do volume de 2024 foi destinado ao país asiático, totalizando US$ 6,33 bilhões, segundo a TF Agroeconômica. Para pagamento em 15/10 com entrega ainda em outubro, os preços no porto foram cotados a R$ 135,00/saca, enquanto no interior os valores se mantiveram próximos de R$ 130,00/saca em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz. Em Panambi, o mercado físico apresentou maior resistência, com a saca cotada a R$ 120,00.

Em Santa Catarina, os preços se mantêm firmes devido ao suporte da demanda interna. No porto de São Francisco, a soja foi cotada a R$ 137,19/saca (+0,34%). Já no Paraná, houve alta expressiva, destacando Paranaguá com R$ 139,55 (+0,37%), Cascavel R$ 128,42 (+0,50%) e Maringá R$ 128,88 (+0,35%).

O Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso enfrentam incertezas climáticas devido ao fenômeno La Niña, que afeta a germinação e o ritmo de plantio. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,80 (-1,77%), enquanto em Campo Verde foi cotado a R$ 121,82 (+0,31%). Lucas do Rio Verde e Nova Mutum registraram R$ 119,55 (+0,85%), refletindo ligeiras variações locais.

Leia mais:  Frísia expande operações no Paraná com aquisição de esmagadora de soja em Ponta Grossa
Soja recua na Bolsa de Chicago com ausência de compras chinesas

O mercado internacional mostrou volatilidade nesta semana. Na terça-feira (14), a soja registrava queda em Chicago (CBOT), pressionada por fundamentos e fatores políticos. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), o contrato de janeiro estava cotado a US$ 10,20/bushel, e o de maio a US$ 10,49/bushel, refletindo a ausência de compras chinesas e o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Analistas destacam que o plantio acelerado no Brasil também contribui para a pressão de baixa, embora o clima na América do Sul continue sendo um fator decisivo para o mercado. Condições muito adversas seriam necessárias para reverter o cenário baixista até o momento.

Leve recuperação após recuo devido a tensões comerciais

Na segunda-feira (13), a soja havia encerrado o pregão com leve alta em Chicago, impulsionada pela diminuição temporária das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. O contrato para novembro fechou a US$ 1.007,75/bushel (+0,10%) e o de janeiro a US$ 1.025,25 (+0,20%). O farelo recuou 0,34%, a US$ 266,50/tonelada curta, enquanto o óleo subiu 1,30%, a US$ 50,04/libra-peso.

Leia mais:  Soja no Brasil e em Chicago: Mercado Lateralizado e Expectativa por Novidades

O mercado reagiu parcialmente à ameaça do ex-presidente Donald Trump de impor tarifas de 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro, e às novas tarifas portuárias mútuas entre EUA e China, que entraram em vigor na terça-feira (14). Declarações do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sobre a manutenção da reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping na Coreia do Sul ajudaram a aliviar parte da pressão negativa.

Perspectivas para os próximos dias

O mercado brasileiro permanece firme em função da demanda interna e do fluxo de exportações, enquanto o mercado internacional segue volátil, influenciado por fatores climáticos na América do Sul e pela disputa comercial entre EUA e China. Qualquer sinal de avanço nas negociações comerciais deve impactar diretamente as cotações da soja, dada a importância da China como maior importador mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Published

on

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia mais:  Mercado reduz projeções de inflação e eleva expectativa de crescimento do PIB para 2025 e 2026
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia mais:  Preço da mandioca sobe pela 8ª semana seguida com oferta restrita e menor interesse do produtor
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262