Agro
Exportações de milho do Brasil crescem 12% em outubro e atingem 40% do total embarcado em 2024
As exportações brasileiras de milho começaram outubro com desempenho acima do registrado no mesmo período de 2024.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país exportou 2,6 milhões de toneladas de milho não moído (exceto milho doce) nos oito primeiros dias úteis do mês, volume que já representa 40,7% do total embarcado em todo o mês de outubro do ano passado, quando foram enviadas 6,4 milhões de toneladas ao exterior.
Média diária de exportações cresce 12% em relação a 2024
A média diária de embarques atingiu 326,05 mil toneladas, avanço de 12% em comparação com as 219,13 mil toneladas registradas por dia útil no mesmo período de 2024.
Apesar do ritmo mais acelerado, analistas destacam que o resultado não reflete necessariamente um cenário favorável para o setor.
Alta nos embarques não garante otimismo, avalia analista
Para Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, o aumento nas exportações é consequência direta da alta produção nacional, o que obriga o país a vender mais para o mercado externo.
“Temos uma produção muito alta, então há necessidade de exportar mais. Mesmo repetindo ou superando levemente os volumes do ano passado, quando analisamos o período oficial de exportações — de fevereiro a setembro —, o desempenho está praticamente no mesmo nível de 2024. Isso não é positivo diante do tamanho da nossa safra”, explica Fernandes.
Receita com exportações cresce 18,5% no mês
No acumulado de outubro, o Brasil já faturou US$ 549,57 milhões com as exportações de milho, frente a US$ 1,27 bilhão obtidos em todo o mês de outubro de 2024.
A média diária de receita cresceu 18,5%, passando de US$ 57,97 milhões para US$ 68,69 milhões.
Preço médio do milho exportado sobe 5,8%
O preço médio pago por tonelada do milho brasileiro também apresentou alta. O valor subiu de US$ 199,10 em outubro de 2024 para US$ 210,70 no mesmo mês de 2025, um avanço de 5,8%.
O resultado reflete a boa demanda internacional, mesmo com o cenário de oferta elevada no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre
As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.
No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.
Embarques crescem mais de 32% em um ano
De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.
O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.
O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico
O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.
Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.
Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.
China responde por mais de 60% das compras
A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.
O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.
A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.
Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações
Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.
Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.
Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.
Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção
O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.
Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.
Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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