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Após chuvas nos últimos dias, Dia das Crianças terá novas tempestades no Paraná

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A semana foi chuvosa no Paraná e, após um rápido momento de sol no sábado, as chuvas mais fortes voltarão no domingo ao Estado. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), temporais são previstos para a faixa Oeste já na madrugada do Dia das Crianças e feriado em homenagem a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. 

Entre segunda (06) e quinta-feira (09), os acumulados de chuva somados chegaram a 74,2 mm em Antonina, 66,6 mm em Guaraqueçaba, 38,8 mm em Palmas e 31,4 mm em Curitiba. Em outras cidades o acumulado foi menor, porém muito significativo: Cornélio Procópio em outubro registrou um volume acumulado de 17,2 mm de chuva, sendo 15,4 mm apenas nesta semana – a cidade não registrava essa quantidade de chuva desde 27 e 28 de julho, quando teve 30,2 mm.

Durante todo o período depois do dia 28/07 até o fim de setembro, juntando todos os dias, a chuva em Cornélio Procópio não havia somado um acumulado superior a 16 mm. 

A chuva continua no Paraná nesta sexta-feira (10) do Leste ao Litoral, e com menor intensidade em parte do Norte. “Nos Campos Gerais, Norte Pioneiro, Norte e Norte Novo, as pancadas de chuva são mais irregulares, principalmente no período da manhã, mas, durante a tarde, a chuva fica um pouco mais consistente nessas áreas também”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

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Por conta da nebulosidade, as temperaturas seguem amenas entre a Capital, o Litoral e a região de Ponta Grossa, que não terão máximas acima de 20°C. Já no Interior, com predomínio de sol no Noroeste, Oeste e Sudoeste, as temperaturas chegam a 26°C. 

No sábado (11), finalmente o sol aparece na Capital, mas ainda de forma tímida, principalmente no período da tarde. A temperatura máxima pode se aproximar dos 20°C. Na maioria das regiões do Paraná o sol predomina e as temperaturas chegam a 30°C na faixa norte, e a 28°C no Oeste. No Litoral, entretanto, o céu continua encoberto e há possibilidade de chuvisco ocasional. 

No domingo (12), as condições do tempo mudam e se agravam principalmente na faixa Oeste do Paraná. “Mais uma frente fria associada a um ciclone extratropical sobre o oceano atlântico traz risco de temporais no estado, começando pelas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste já na madrugada. Estão previstas pancadas de chuva e trovoadas, além de rajadas de vento acima de 50 km/h, podendo ter alguns picos de até 70 km/h ao longo do dia”, ressalta Jacóbsen.

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A instabilidade começa a afetar essas regiões mais próximas de fronteira com Paraguai e Argentina e de divisa com Mato Grosso do Sul e, ao longo do domingo, o tempo muda rapidamente nas outras regiões paranaenses, como o Centro-Sul, Norte, Leste e Litoral, porém com chuvas de menor intensidade em comparação ao previsto para a faixa Oeste.

O tempo volta a ficar estável em todo o Paraná apenas a partir de terça-feira.  

SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas.

Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Com educação digital integrada ao currículo, Paraná se antecipa às diretrizes nacionais

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Com a melhor educação do Brasil, de acordo com o Ideb, o Paraná também sai na frente quando o foco é a educação digital. Desde 2020, na rede estadual de ensino ela já está integrada ao currículo escolar por meio de diversas ferramentas e estratégias, uma diretriz que se antecipa ao novo Plano Nacional de Educação (PNE).

O PNE – assinado na semana passada e que vai vigorar até 2036 – prevê o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação. O avanço atende à Política Nacional de Educação Digital (PNED), que reconhece o tema como direito de todos os estudantes e define diretrizes como inclusão digital, formação docente e uso pedagógico das tecnologias.

A Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) já estruturou nos últimos anos um conjunto de políticas e ferramentas que incorporam a tecnologia ao cotidiano escolar, articulando acesso, qualidade e equidade, um dos pilares que orientam o novo plano nacional.

“O Paraná já trabalha desde 2020 com a integração estruturada da tecnologia ao currículo. Não se trata apenas de disponibilizar ferramentas, mas de garantir que elas estejam a serviço da aprendizagem, com programas voltados ao desenvolvimento da leitura, da escrita, do raciocínio matemático, da aprendizagem de idiomas e do pensamento computacional”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Entre as iniciativas em curso, destacam-se recursos que conectam tecnologia ao desenvolvimento de habilidades essenciais, como leitura e escrita. O Leia Paraná, biblioteca digital da rede, amplia o acesso a livros e audiolivros e incentiva o protagonismo dos estudantes na construção de repertório cultural. Em 2025, o programa registrou mais de 1,44 milhão de livros concluídos e mais de 50 milhões de atividades realizadas.

Já o Redação Paraná utiliza inteligência artificial para apoiar a produção textual dos alunos, oferecendo feedback automatizado com base nos critérios do Enem e de vestibulares. A ferramenta permite que o estudante revise seus textos e acompanhe sua evolução ao longo do tempo. O recurso já faz correções mediadas por IA para textos dissertativo-argumentativos no modelo do Enem. Em 2025, mais de 6 milhões de redações foram concluídas, com média de 7,7 textos por aluno.

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Em 2026, a tecnologia foi ampliada para os gêneros conto, crônica e relato, dentro de um modelo que favorece maior objetividade e padronização nas avaliações.

A chefe do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Seed-PR, Ane Carolina Chimanski, destaca que o avanço da educação digital no Estado passa, necessariamente, pela formação docente.

“Até o final de 2025, cerca de 16,7 mil professores concluíram formações relacionadas à educação digital, com temas que vão de pensamento computacional à inteligência artificial. Isso garante que o uso das tecnologias esteja alinhado ao currículo e às práticas pedagógicas visando a melhoria da aprendizagem e a preparação dos estudantes para os desafios impostos pelos contextos educacionais atuais”, explica.

Segundo ela, programas como o Formadores em Ação e a estratégia de professores embaixadores fortalecem a disseminação dessas práticas nas 32 regionais de ensino. Ao mesmo tempo, explica Ane, os recursos digitais são capazes de gerar dados sobre o desempenho dos estudantes, permitindo a identificação, o acompanhamento e o progresso das aprendizagens. A partir desses dados, é possível aprimorar estratégias para potencializar as práticas de ensino.

Outras frentes ampliam essa estratégia ao incorporar a tecnologia em diferentes áreas do conhecimento. O programa Matemática Paraná utiliza o Khanmigo, assistente baseado em inteligência artificial que apoia o desenvolvimento do raciocínio lógico por meio de metodologia socrática, conduzindo o estudante com perguntas e pistas. Entre janeiro e setembro de 2025, o uso da ferramenta alcançou 93,77% dos alunos, com média de 31 interações por estudante e mais de 4,8 milhões de registros.

Já o Inglês Paraná trabalha com trilhas adaptativas que integram listening, speaking, reading e writing, oferecendo atividades personalizadas e ampliando o tempo de contato com o idioma, com acompanhamento contínuo por meio de relatórios de desempenho.

Complementando esse ecossistema, o Programação Paraná incentiva o pensamento computacional desde o Ensino Fundamental, articulando programação, robótica e cultura digital em projetos conectados ao contexto dos alunos e voltados à resolução de problemas.

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Ela ressalta que o conjunto de ações já implementadas coloca o Paraná em um estágio avançado de maturidade na área. “Há uma integração consistente entre currículo, formação docente, avaliação e uso pedagógico das tecnologias a favor da aprendizagem. Isso se reflete tanto no engajamento dos estudantes quanto em indicadores educacionais e na preparação para avaliações nacionais e internacionais, como o PISA”, diz Ane Carolina.

INVESTIGAÇÃO DIGITAL – Essa abordagem também se materializa em programas como o Desafio Paraná, voltado à recomposição e ao fortalecimento das aprendizagens na rede estadual e que atende cerca de 867 mil estudantes. A iniciativa articula metodologias ativas, gamificação, integração entre componentes curriculares, uso pedagógico de tecnologias digitais e a pesquisa como princípio educativo.

Entre essas ações está o Projeto Investigação, que mobiliza estudantes na análise de desafios socioambientais de seus municípios – uma experiência que já resultou em mais de 400 propostas, algumas transformadas em leis municipais.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Attilio Codato, em Cambé, o Projeto Investigação envolveu oito turmas de estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio no ano passado. A iniciativa, voltada à temática da sustentabilidade, integrou disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática e Biologia em atividades interdisciplinares mediadas por tecnologias digitais. Com metodologias ativas, os alunos participaram de pesquisas, experimentos, produção de vídeos, podcasts e simulações de telejornais, além de utilizarem recursos digitais para atividades e minissimulados semanais.

Pedagoga da escola, Alessandra Cristina Mazia Bocate acompanhou a implementação da iniciativa. “O Projeto Investigação tem promovido aprendizagens mais significativas, ao integrar teoria e prática e desenvolver competências como pensamento crítico, autonomia e trabalho em equipe. A tecnologia entra como meio para ampliar essas possibilidades”, relata.

Os resultados incluem maior engajamento dos estudantes, fortalecimento das competências digitais e desenvolvimento de habilidades de pesquisa e resolução de problemas – todas essas aprendizagens que estão alinhadas às demandas contemporâneas.

Fonte: Governo PR

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