Política Nacional
Izalci critica programas sociais e aponta falhas na educação
Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Izalci Lucas (PL-DF) declarou que a dependência de programas sociais do governo agrava a falta de qualificação profissional no país. O parlamentar ressaltou que setores como tecnologia, agricultura e comércio já enfrentam dificuldades para contratar.
Izalci defendeu a implementação de políticas públicas que priorizem a geração de empregos, a valorização da educação e o estímulo à ciência e tecnologia. Para ele, auxílios como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia não podem substituir oportunidades de estudo e trabalho.
— Ninguém nasceu para viver de cesta básica, as pessoas querem dignidade. Dignidade é emprego, é geração de emprego, educação de qualidade, que infelizmente não temos mais. O governo quer que todo mundo seja dependente dele, vivendo de miséria, vivendo de cesta básica, vivendo de programas sociais. O que este país precisa fazer é se desenvolver, investir em ciência e tecnologia — afirmou.
O senador também criticou a situação da educação, apontando a falta de infraestrutura nas escolas, a baixa valorização dos professores e a descontinuidade de políticas públicas. O parlamentar citou dados que, segundo ele, revelam a gravidade da situação.
— Os jovens saem do ensino médio, 70% sem saber matemática, 60% sem saber português. Os professores hoje se formam em EaD [educação a distência], não conseguem ter a prática como tinham antigamente, vão direto para a sala de aula, onde não se respeita mais o professor, e aí querem que esses jovens vençam na vida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Relator acredita no fim da escala 6×1 ainda neste ano
O relator da proposta sobre o fim da escala de trabalho 6×1 (PEC 221/19), deputado Leo Prates (Republicanos-BA), disse aos participantes de audiência pública do programa Câmara pelo Brasil em Florianópolis que a medida deverá vigorar ainda neste ano.
Ele ponderou, porém, que a existência de transição para redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, ou a duração dessa transição, vai depender da mobilização da sociedade.
“Não haverá concessões inegociáveis. Agora, o tamanho das concessões para aprovar o texto que nós teremos depende de cada um de vocês: da mobilização, da pressão. Eu vim do movimento social e é disso que se trata. Nós precisamos de 308 votos, e não é fácil. Na média, temos 114 votos”, disse.
Os sindicalistas presentes pediram ao deputado Leo Prates que institua a escala com dois dias de descanso e 40 horas semanais de maneira imediata.
O deputado Pedro Uczai (PT-SC) sugeriu que o prazo para a entrada em vigor das mudanças seja de apenas 60 dias.
A coordenadora do Movimento Vida Além do Trabalho, Vanessa Brasil, pediu que o deputado não inclua a transição no texto final.
“Estamos há 40 anos em transição. 40 anos sem uma conquista real para a classe trabalhadora”, salientou Vanessa Brasil.

Acordo coletivo
Pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Carlos Kurtz defendeu que a jornada e a escala sejam definidas por negociação coletiva. Segundo ele, a indústria nacional pode perder competitividade.
“Que possa ser preservada a possibilidade de se fazer 44 horas. Porque isso pode determinar não só uma dificuldade muitas vezes intransponível para as empresas, mas pode determinar – e vai determinar em muitos casos – aumento de custo de vida para o próprio trabalhador e em alguns casos, se não o desemprego, a não geração de emprego, o que será importante aqui em Santa Catarina.”
O relatório sobre a redução da jornada será apresentado nesta segunda-feira (25) para votação na comissão especial no dia 27. O Plenário da Câmara deverá votar o texto até o final da semana.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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