Brasil
Nova política nacional orienta ações do Governo Federal para proteção de migrantes, refugiados e apátridas
Brasília, 08/10/2025 – O Governo Federal lançou a Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), marco que orienta a implementação das ações públicas voltadas a acolhida, integração e proteção de pessoas migrantes e refugiadas. A política foi instituída por decreto presidencial e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (08). A partir dela, serão elaboradas políticas públicas setoriais pelos órgãos federais competentes, além de orientar as políticas já em execução.
Como instrumento de implementação da PNMRA, também será elaborado o 1º Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, que detalhará ações, metas e indicadores para os próximos quatro anos. O plano definirá, ainda, estratégias para operacionalizar a política, consolidando o compromisso do Estado brasileiro com a gestão humanitária e sustentável da migração, a partir da implementação de políticas públicas baseadas em evidências.
O decreto que instituiu a PNMRA regulamenta especificamente o art. 120 da Lei nº 13.445/2017 (Lei de Migração) ao dispor sobre a implementação das ações dos órgãos federais para a garantia de direitos dos migrantes, refugiados e apátridas, bem como ao estabelecer os mecanismos de pactuação interfederativa e da participação social.
Hoje, a Lei já é regulamentada do ponto de vista da regularização migratória, por meio do Decreto 9.199/2017, que institui o regime de fluxos – entrada, saída e permanência de migrantes no território nacional.
A nova política reconhece a complexidade crescente dos fluxos migratórios contemporâneos, caracterizados por deslocamentos forçados em larga escala, diversidade de nacionalidades e movimentos muitas vezes súbitos, motivados por crises humanitárias, econômicas, ambientais e políticas. O Brasil, que hoje abriga pessoas de diversas nacionalidades, reforça, com a medida, seu compromisso humanitário e sua tradição de acolhimento, e fortalece a promoção de uma sociedade plural, participativa e inclusiva.
Pautada em uma abordagem transversal, a Política articula órgãos e entidades da União, Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para garantir a inclusão do público migrante em ações e programas – como nos Sistemas Únicos de Saúde (SUS) e de Assistência Social (SUAS), de educação – além de incentivar iniciativas de geração de emprego e renda e de atração de investidores para o Brasil, entre outras políticas.
A coordenação da PNMRA é de responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), que atuará em parceria com os ministérios do Trabalho e Emprego; Educação; Saúde; Relações Exteriores; Direitos Humanos e da Cidadania; e Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, além de outros ministérios e órgãos quando necessário.
Estrutura de governança
A governança está organizada em três eixos centrais:
1) Coordenação governamental, com a criação de instâncias permanentes de planejamento, monitoramento e avaliação;
2) Participação social, assegurando o protagonismo de migrantes, refugiados, apátridas e organizações da sociedade civil;
3) Articulação interfederativa, por meio do diálogo e da cooperação entre União, estados e municípios para implementação integrada das ações.
O decreto também cria dois mecanismos institucionais principais: o Comitê Executivo Federal, responsável pela articulação entre órgãos do Executivo, e o Conselho Nacional de Migração (CMIg), instância colegiada com participação social paritária.
Brasil
Brasil Contra o Crime Organizado faz operação em 15 estados para identificar celulares em presídios
Brasília, 18/5/26 – Foi deflagrada, nesta segunda-feira (18), a 11ª fase da Operação Mute, realizada simultaneamente em 15 estados, com foco no combate à comunicação do crime organizado em presídios. A ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), integra o programa do Governo Federal Brasil Contra o Crime Organizado.
A iniciativa tem como principal objetivo retirar celulares e outros itens proibidos das unidades prisionais, interrompendo comunicações ilícitas realizadas de dentro dos presídios. “Combater a comunicação ilícita nos presídios é fundamental no processo de asfixia do crime organizado, uma das diretrizes da nossa gestão”, declara o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
As ações contam com o emprego de tecnologias e equipamentos especializados, adquiridos com investimento de R$ 59 milhões, como bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar, utilizado na identificação de estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga.
Histórico
Desde o início da Operação Mute, em 2023, já foram retirados 7.966 aparelhos celulares de unidades prisionais em todo o Brasil. Além da apreensão de eletrônicos, as ações combatem diversos ilícitos dentro dos estabelecimentos penais, fortalecendo o controle estatal e enfraquecendo a atuação de organizações criminosas. Com o Brasil Contra o Crime Organizado, essas operações serão intensificadas, em integração com as polícias penais dos estados.
Ao todo, mais de 38 mil policiais penais estaduais participaram das ações, e mais de 37 mil celas foram revistadas. Além da apreensão de eletrônicos, as iniciativas também combatem diferentes tipos de irregularidades nos estabelecimentos prisionais, fortalecendo o controle interno e enfraquecendo a atuação das organizações criminosas.
Na última semana, as ações Mute e Operação Modo Avião, no Tocantins (TO), contaram com o trabalho conjunto de mais de 70 policiais penais estaduais e federais. Na Bahia (BA), a primeira fase da Operação Mute estadual alcançou nove unidades de Salvador.
-
Esportes6 dias agoCruzeiro vence o Goiás e garante vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil
-
Esportes5 dias agoJuventude elimina o São Paulo da Copa do Brasil
-
Esportes5 dias agoSantos vence o Coritiba fora de casa e avança às oitavas da Copa do Brasil
-
Paraná7 dias agoPrograma Caixa d’Água Boa: Sanepar entrega reservatórios a famílias de Laranjeiras do Sul
-
Política Nacional5 dias agoComissão debate proposta de redução da maioridade penal; participe
-
Esportes5 dias agoPalmeiras atropela Jacuipense e avança às oitavas da Copa do Brasil
-
Agro6 dias agoAcordo começa a valer e Brasil amplia exportações de carne e cachaça com tarifa zero
-
Esportes6 dias agoFluminense supera o Operário-PR no Maracanã e avança às oitavas da Copa do Brasil
