Paraná
Aumento de 22%: Paraná já recebeu 826 mil turistas estrangeiros em 2025
O Paraná teve, mais uma vez, um aumento no número de turistas internacionais no mês. Dados do painel Chegadas Internacionais da Embratur mostram que, em setembro, 62.087 visitantes estrangeiros foram registrados nas alfândegas paranaenses. O número representa um aumento de 16% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando 53.403 estrangeiros entraram no Estado.
Em setembro, os maiores emissores de turistas ao Paraná foram Argentina (21.339), Paraguai (21.148), Uruguai (3.204) e Chile (2.111). Os mesmos países aparecem na lista dos quatro maiores emissores de turistas internacionais ao Paraná durante todo 2025, na mesma ordem.
Somando o ano todo, de janeiro a setembro, o Paraná registrou aumento de 22% em turistas internacionais, em relação ao mesmo período de 2024. Neste ano, 826.725 visitantes internacionais entraram no Paraná, frente aos 675.108 registrados no ano passado. O Paraná é o quarto principal destino, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O diretor presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, ressalta a representatividade do Estado no Brasil, que teve um total de 7,09 milhões de turistas estrangeiros registrados.
“O Paraná representa 11% de todos os turistas internacionais que entraram no País. Isso é reflexo de um grande trabalho de promoção que estamos realizando, em diversas frentes”, diz Cortes.
Nesta semana, por exemplo, ele apresenta o potencial turístico do Paraná aos participantes do evento IMEX, que acontece em Las Vegas (EUA). A participação do Estado ocorre no estande da Embratur, com rodadas de negócios entre empresas do ramo do turismo internacional. “Desde o ano passado, já estivemos presentes em 17 eventos internacionais, apresentando o melhor do turismo paranaense e com forte atuação de networking”, completou.
“De acordo com dados do Banco Central, os turistas internacionais injetaram, no ano passado, mais de R$ 5,8 bilhões na economia do Brasil. Levando em conta que temos mais turistas neste ano, podemos imaginar que o setor está tendo cada vez mais crescimento graças às ações de promoção dos nossos destinos, especialmente fora do país”, destacou o secretário do Turismo, Leonaldo Paranhos.
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AUMENTO MENSAL – Em nove meses do ano de 2025, sete tiveram aumento no registro de turistas estrangeiros no Estado, em comparação com os respectivos meses do ano passado. Somente março e junho registraram menos entradas internacionais.
2025
Janeiro: 206.861
Fevereiro: 142.547
Março: 77.018
Abril: 104.018
Maio: 53.580
Junho: 43.086
Julho: 82.849
Agosto: 53.931
Setembro: 62.087
2024
Janeiro: 164.530
Fevereiro: 106.601
Março: 89.266
Abril: 51.872
Maio: 50.884
Junho: 44.407
Julho: 66.020
Agosto: 48.125
Setembro: 53.403
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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