Política Nacional
CDH debate direitos fundamentais do ser humano ainda em gestação
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) promove, nesta quarta-feira (8), às 14h30, uma audiência pública para discutir os direitos humanos fundamentais, com foco no direito à vida, à liberdade, à propriedade e à segurança, com especial atenção à proteção dos direitos do nascituro — termo jurídico que se refere ao ser humano já concebido e que ainda não nasceu.
O requerimento para a realização da audiência (REQ 11/2025 – CDH) foi apresentado pela presidente do colegiado, senadora Damares Alves (Republicanos–DF). Segundo a parlamentar, o debate é necessário para assegurar os direitos humanos fundamentais previstos na Constituição.
“O ciclo de audiências tem por objetivo debater os direitos humanos fundamentais, com foco no direito à vida, à liberdade, à propriedade e à segurança, em razão das denúncias que chegam constantemente a esta comissão, sendo esta uma pauta de grande relevância para toda a sociedade”, afirma Damares no requerimento.
De acordo com dados do Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), houve um aumento de 22,6% no número de denúncias de violações de direitos humanos em 2024, em comparação com 2023, quando foram registradas 657,2 mil ocorrências.
Já confirmaram presença no debate:
- conselheira federal suplente pelo estado de Sergipe e representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), Ana Jovina Barreto Bispo;
- advogado e mestre em direito pela Universidade Católica de Brasília José Miranda de Siqueira;
- advogada e presidente do Instituto Isabel (RJ), Andrea Hoffmann Formiga; e
- médica e coordenadora de assuntos bioéticos e científicos do Comitê Brasil Sem Aborto (RJ), Luciana da Silva Lopes.
Também foram convidados representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, do Ministério da Saúde e da Defensoria Pública da União, mas ainda não há confirmação das presenças.
Camily Oliveira, sob supervisão de Augusto Castro
Como participarO evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis. |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.
A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.
Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.
O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.
O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.
O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.
Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.
Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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