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Agro

Safra de trigo do Rio Grande do Sul mantém alto potencial produtivo em 2025, aponta Emater

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A safra de trigo do Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal no Brasil, apresenta bom desenvolvimento em 2025, com elevado potencial produtivo, conforme boletim divulgado nesta quinta-feira pela Emater.

Segundo o relatório semanal da empresa de assistência técnica vinculada ao governo gaúcho, 10% das áreas já estão em maturação, estágio final antes da colheita. A maior parte das lavouras se encontra em floração (37%) e enchimento de grãos (40%), fases essenciais para definir a produtividade final.

“Esse avanço para a fase de maturação indica elevado potencial produtivo nesta safra, mas as lavouras ainda dependem de condições climáticas favoráveis até o final do ciclo para confirmação”, ressaltou a Emater.

Condições climáticas favoráveis beneficiam o trigo

O tempo seco e a boa luminosidade têm contribuído para o desenvolvimento das lavouras, garantindo crescimento uniforme e qualidade dos grãos. A Emater destaca que a evolução das culturas dependerá da manutenção de condições climáticas adequadas até a colheita.

Área cultivada e projeção de produção

O Rio Grande do Sul cultivará aproximadamente 1,2 milhão de hectares de trigo em 2025, uma redução de 10% em relação a 2024. A produtividade média estimada é de 2.997 kg/ha, o que deve resultar em uma produção total de cerca de 3,59 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 3,7 milhões de toneladas registradas no ano passado.

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Avanço da semeadura de milho

Além do trigo, o clima também tem favorecido o avanço da semeadura de milho no estado, que já alcançou 72% da área prevista para plantio em todas as regiões do Rio Grande do Sul, segundo a Emater.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Etanol despenca com avanço da safra de cana e registra menor preço de 2026 no Brasil

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O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil já começa a provocar impactos diretos no mercado de combustíveis. Com aumento da oferta de biocombustível, o preço do etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor patamar de 2026.

Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mostra que o litro do etanol caiu 3,83% em relação à última semana de abril, passando para R$ 4,48 na média nacional.

O movimento reforça a pressão baixista provocada pela intensificação da moagem de cana-de-açúcar e pela maior disponibilidade do produto no mercado interno.

Etanol amplia vantagem frente à gasolina

Enquanto o etanol apresentou forte retração, os demais combustíveis tiveram comportamento mais moderado no período analisado.

A gasolina comum recuou 0,27%, para R$ 6,76 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 1,27%, chegando a R$ 7,21 por litro.

Preços médios nacionais – 2ª semana de maio de 2026
  • Gasolina comum: R$ 6,76/litro (-0,27%)
  • Etanol hidratado: R$ 4,48/litro (-3,83%)
  • Diesel S-10: R$ 7,21/litro (-1,27%)

Desde o pico registrado em meados de abril, o etanol já acumula queda próxima de 7%, com redução de R$ 0,34 por litro no período.

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Além de aliviar parcialmente o bolso do consumidor, o movimento também aumentou a competitividade do biocombustível frente à gasolina.

A relação de preços entre etanol e gasolina caiu de 71,7% no fim de abril para 69,7% na segunda semana de maio, retornando ao nível considerado economicamente vantajoso para veículos flex.

Tradicionalmente, o mercado utiliza o percentual de 70% como referência para indicar quando o etanol se torna mais atrativo em relação à gasolina, embora a eficiência varie conforme o modelo do veículo e as condições regionais.

Centro-Sul lidera queda nos preços do etanol

Os maiores recuos no preço do etanol foram observados em estados ligados diretamente à produção sucroenergética do Centro-Sul brasileiro.

Estados com maiores quedas no preço do etanol
  • Goiás: -R$ 0,24 por litro (-4,9%)
  • Distrito Federal: -R$ 0,22 (-4,6%)
  • São Paulo: -R$ 0,21 (-4,7%)
  • Minas Gerais: -R$ 0,20 (-4,2%)
  • Mato Grosso: -R$ 0,19 (-4,1%)

A presença de importantes polos produtores entre as maiores quedas reforça o impacto direto da ampliação da moagem de cana sobre os preços finais ao consumidor.

Safra de cana aumenta pressão sobre o mercado

O mercado acompanha de perto a evolução da safra 2026/27 no Centro-Sul, principal região produtora de cana-de-açúcar do país.

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Com o avanço da colheita e da moagem nas usinas, cresce a disponibilidade de etanol hidratado, ampliando a pressão baixista sobre o combustível renovável.

Além da safra brasileira, investidores e agentes do setor monitoram outros fatores que influenciam os preços:

  • comportamento do petróleo no mercado internacional;
  • oscilações do dólar;
  • demanda doméstica por combustíveis;
  • estratégia das usinas entre produção de açúcar e etanol.

A definição do mix de produção continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor sucroenergético, especialmente diante das oscilações nos preços globais do açúcar e da energia.

Mercado de combustíveis segue em ajuste

Analistas avaliam que o comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá principalmente do ritmo da safra no Centro-Sul e das condições internacionais do petróleo.

Caso a oferta de etanol continue avançando acima da demanda, o mercado pode registrar novas reduções nos preços do biocombustível ao longo do segundo trimestre.

Para o consumidor, o atual cenário aumenta a competitividade do etanol e reforça a importância do biocombustível na matriz energética brasileira, especialmente em um momento de maior volatilidade no mercado global de energia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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