Agro
Moagem de cana no Centro-Sul recua 3,7% e produção de etanol cai quase 10% na safra 2025/26
Queda na moagem de cana-de-açúcar
De acordo com o relatório de acompanhamento da safra da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), o volume de cana moída na safra 2025/26 (abril a março) no Centro-Sul do Brasil registrou 450,014 milhões de toneladas entre 1º de abril e 16 de setembro. O número representa uma redução de 3,68% em relação às 467,199 milhões de toneladas processadas no mesmo período da safra 2024/25.
Produção de açúcar se mantém estável
Apesar da redução na moagem, a produção de açúcar permanece praticamente inalterada, totalizando 30,388 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 30,412 milhões de toneladas da safra anterior.
A proporção de cana destinada à produção de açúcar subiu para 52,85%, ante 48,95% na temporada passada, refletindo ajustes no planejamento industrial para equilibrar oferta e demanda.
Produção de etanol registra queda expressiva
A produção de etanol total caiu 9,5%, atingindo 20,813 bilhões de litros. Entre os tipos de etanol:
- Etanol anidro: recuo de 6,2%, para 7,788 bilhões de litros;
- Etanol hidratado: queda de 12%, totalizando 13,025 bilhões de litros.
O mix de cana destinado à produção de etanol também reduziu, passando de 51,05% para 47,15% nesta safra, acompanhando o movimento de priorização da produção de açúcar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.
O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.
Mercado interno recua e importações avançam
O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.
Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.
Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração
No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.
Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.
No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).
Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.
Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza
A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.
Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.
No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.
Perspectivas para 2026
Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.
Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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