Paraná
Mutirão de Limpeza das Praias da Ilha do Mel recolhe quase 11 toneladas de resíduos
Nativos, moradores e visitantes da Ilha do Mel retiraram quase 11 toneladas de resíduos durante o 3º Mutirão de Limpeza das Praias, realizado neste sábado. Garrafas, isopor, redes de pesca e até eletrodomésticos foram os principais materiais coletados nas regiões das praias da Ponta Oeste, da Fortaleza e de Brasília. A Portos do Paraná apoiou a iniciativa, criada pela própria comunidade, fornecendo embarcação, luvas, sacolas e sacochilas para os voluntários.
Uma equipe da Diretoria de Meio Ambiente e da Cia Ambiental, empresa prestadora de serviços para a Portos do Paraná, também participou da ação, que começou na manhã deste sábado (04) e se estendeu até a tarde.
“Quando a comunidade se mobiliza, vemos que a educação ambiental está surtindo efeito. Um dos principais objetivos do nosso trabalho é justamente ser parceiro das comunidades, para que elas sejam protagonistas de ações que transformam suas próprias vidas”, destacou o coordenador de Comunicação Social, Educação Ambiental e Sustentabilidade da Portos do Paraná, Pedro Pisacco.
Segundo ponto turístico mais visitado do Paraná, a Ilha do Mel recebe resíduos gerados por moradores e turistas, além de grande volume trazido pelas marés. “As sacolas plásticas são um dos principais problemas para a natureza, porque podem ser facilmente confundidas pela fauna marinha com alimentos, como as algas. A tartaruga, por exemplo, que ingere uma sacola plástica, sente saciedade, deixa de se alimentar e acaba morrendo”, explicou Pisacco.
Roberto Santana Gonçalves, de 65 anos, morador da Ilha, acompanhou a evolução da consciência ambiental na ilha. “Trinta anos atrás, a gente enterrava o lixo, não tinha essa visão ambiental. Hoje mudou, a maioria está bem consciente. Quase 70 pessoas estão participando”, contou Gonçalves, uma das lideranças do mutirão.
A nativa Francielle Santos do Rosário levou a família para participar da ação. “A poluição é muito ruim, principalmente porque a Ilha do Mel é um ponto turístico e fica feia. E aqui é o ambiente onde a gente convive. É muito importante limpar”, afirmou.
Já a moradora Maria Auxiliadora participou pela segunda vez do mutirão. “Quem mais sofre com o lixo é o animal marinho. A gente tem mecanismos para se cuidar, já os animais não. A maré sempre traz algum bicho enrolado em rede”, relatou.
Uma das etapas do mutirão foi a coleta de aparelhos eletrônicos, móveis e grandes objetos guardados pelos moradores para o descarte correto. O marinheiro Emanuel Vieira da Silva ajudou na retirada de garrafas, cadeiras e até uma churrasqueira de uma pousada. “O trabalho coletivo em prol da natureza é o que mais me motiva a participar.” Todo o material recolhido foi destinado à Associação Municipal dos Coletores de Resíduos Sólidos de Pontal do Paraná.
Durante o evento, Roberto Gonçalves fez um apelo aos turistas: “Quem vem para a ilha, não jogue lixo nas trilhas, nas praias. Leve o seu lixo de volta e deixe apenas as pegadas”.
OUTROS MUTIRÕES DE LIMPEZA – Em setembro, a Portos do Paraná apoiou mais dois mutirões de limpeza, que retiraram 1.830 quilos de resíduos dos de Paranaguá e Antonina. Nas duas ações, a empresa participou por meio da Cia Ambiental e forneceu luvas e sacos de lixo para os voluntários. Os manguezais são ecossistemas costeiros ricos em biodiversidade e de extrema importância para o equilíbrio ambiental.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná esclarece sobre interrupção de sessão do Tribunal do Júri de Curitiba ocorrida nesta quinta-feira, 10 de setembro
A respeito dos fatos ocorridos nesta quinta-feira, 10 de setembro, em sessão do Tribunal do Júri realizada em Curitiba (Autos 0001590-19.2022.8.16.0196), o Ministério Público do Paraná informa:
O Conselho de Sentença, que atuava desde quarta-feira, 9 de setembro, na sessão de julgamento de um acusado pelos crimes de homicídio qualificado consumado e sete tentativas de homicídio, ocorridos em Curitiba em maio de 2022, foi dissolvido ontem, quinta-feira, 10, por decisão do Juízo da 1ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida de Curitiba, após um evento ocorrido no interior da carceragem, envolvendo o réu, que foi atendido por bombeiro civil do Tribunal do Júri e depois pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o atendimento, ficou constatado que “(…) o réu não apresentava lesões no pescoço e seus sinais estavam normais, sendo possível o retorno à unidade prisional de origem sem a necessidade de atendimento hospitalar (…)”, de acordo com o boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Militar.
O Ministério Público do Paraná, por meio do Promotor de Justiça que atua no caso e sua respectiva equipe, procurou, de pronto, depois de observar que a situação na carceragem se mostrava controlada, prestar atendimento a uma das vítimas do caso, que acompanhava a sessão de julgamento, bem como à testemunha que prestava depoimento no momento do ocorrido.
Foi determinada a instauração de inquérito policial para apurar o ocorrido e o Ministério Público requereu avaliação psiquiátrica do acusado por médicos do Complexo Médico Penal, onde ele se encontra custodiado, a fim de subsidiar a apuração.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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