Connect with us


Brasil

Mais de 500 pessoas participaram dos grupos de debates do novo Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro

Publicado em

Em dois dias de atividade coletiva, mais de 500 participantes do XV Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (Encogerco) contribuíram com os grupos de discussão dos quatro eixos que deverão moldar o novo Plano nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC). As diretrizes receberam propostas sobre vulnerabilidade costeira e adaptação à mudança do clima, ordenamento territorial integrado, conservação e recuperação dos ecossistemas marinhos e participação social na gestão costeira. O evento foi concluído na última quinta-feira (2/10), em Fortaleza (CE).

A participação resultou em centenas de propostas elaboradas pelos 24 subgrupos que debateram a estratégia. Entre os apontamentos discutidos pelo eixo da vulnerabilidade, que reuniu 150 pessoas, há a criação de zonas de amortecimento junto às comunidades costeiras e de sistemas de alerta para condições adversas. Outra sugestão envolve a criação de um programa de dados com o mapeamento das vulnerabilidades costeiras, chamado informalmente de Procosta.

No eixo do ordenamento territorial, as propostas sugerem o desenvolvimento de cartografias sociais para os territórios tradicionais e a criação de um organismo institucional que represente os 17 estados costeiros do Brasil. Também sugere uma aproximação da ciência com a sociedade, para difundir o tema da emergência climática em relação ao oceano.

Leia mais:  Resultado preliminar dos finalistas do Prêmio Nacional do Turismo 2025 está disponível!

O terceiro eixo, que tratou da conservação e recuperação dos ecossistemas costeiros, priorizou a participação das comunidades tradicionais no processo, com pagamento por serviços ambientais e demarcação dos territórios. Além disso, destacou o turismo regenerativo e a reestruturação da cadeia de pesca artesanal como alternativas de enfrentamento aos danos costeiros. Os participantes sugeriram ainda a criação de um fundo para garantir recursos ao gerenciamento costeiro.

No último grupo, que tratou de participação social, foi destacada a participação paritária nos níveis de decisão, como comitês e comissões, além de um processo de consulta regular e periódico sobre gerenciamento costeiro. Como no eixo dois, os participantes do quarto bloco também sugeriram a criação de um mecanismo institucional de representação dos estados costeiros, um fundo orçamentário para implantação das políticas de participação e legislação específica para resguardar práticas sustentáveis das comunidades tradicionais. 

A organização do Encogerco garantiu espaço para novas propostas, que serão incorporadas ao relatório final do encontro. O documento, que será disponibilizado na íntegra para todos os participantes, servirá como subsídio para o processo de elaboração da nova PNGC, que deve estar concluída até o final de 2026.

Leia mais:  Das águas da Amazônia para o mundo: Especial Natal Brasil revela a magia ribeirinha e a força cultural de Belém

No encerramento do XV Encogerco, o coordenador-geral do Departamento de Oceano e Gerenciamento Costeiro da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, João Luiz Nicolodi, ressaltou “a diversidade dos subsídios para o novo plano de gerenciamento costeiro” que foram recebidos.

A pluralidade na construção do processo também foi enfatizada pela secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Freire. “É um marco que vai ficar para a história. Receber comunidades, sociedade, poder judiciário, academia, que representa muitas vozes, para construir um novo plano para nortear os 17 estados costeiros do país. Um plano participativo, em que todo mundo vai se ver”, afirmou.

Iniciado no dia 29 de setembro, o XV Encogerco teve patrocínio da Petrobras e do BNDES. Também foram patrocinadores do evento o Banco do Nordeste; o Instituto Clima e Sociedade; a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), do governo do Ceará; o Projeto TerraMar/GIZ e a International Climate Initiative (IKI).

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook

Brasil

Dia Mundial de Luta contra a Malária reforça prevenção e avanços no Brasil

Published

on

O Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da malária. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos registros causados por Plasmodium falciparum, forma mais grave da enfermidade, além de diminuição de 28% nos óbitos.

Os resultados positivos ganham ainda mais relevância neste 25 de abril, data em que é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Malária. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007, a mobilização reforça a importância da prevenção, do diagnóstico oportuno e do tratamento adequado, além de reconhecer o trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e comunidades no combate à doença.

Como reconhecimento aos avanços obtidos nos territórios prioritários, o Ministério da Saúde entregou, durante a 18ª ExpoEpi, os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária” aos municípios de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari, em Rondônia. A iniciativa valoriza experiências exitosas, fortalece a vigilância em saúde e incentiva novos resultados rumo à eliminação da doença no país.

Outra medida estratégica foi a ampliação do acesso ao diagnóstico por teste rápido, especialmente em regiões remotas e de difícil acesso. O país também avançou na oferta da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária por Plasmodium vivax, cuja implementação ocorre desde março de 2024. Em março de 2026, iniciou-se a disponibilização da formulação pediátrica para crianças, com prioridade para populações indígenas. O Brasil é o primeiro país do mundo a ofertar a tafenoquina no sistema público de saúde.

Leia mais:  Aviação na Região Norte supera mais de 9,1 milhões de passageiros em 2025

“A eliminação da malária exige vigilância permanente, inovação e compromisso coletivo. O Brasil tem avançado de forma consistente, mas seguimos mobilizados para ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento oportuno e às ações de prevenção, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou muriçoca. Não há transmissão direta entre pessoas.

Prevenção, diagnóstico e cuidado contra a malária

A maior parte dos casos registrados concentra-se na região amazônica, formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo. Náuseas, vômitos, cansaço e perda de apetite também podem ocorrer. Em casos graves, a doença pode provocar convulsões, alteração da consciência, hemorragias, dificuldade respiratória e choque. Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez apresentam maior risco de agravamento, especialmente nas infecções por Plasmodium falciparum.

Leia mais:  Das águas da Amazônia para o mundo: Especial Natal Brasil revela a magia ribeirinha e a força cultural de Belém

A malária tem cura e o tratamento é simples, eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após a confirmação do diagnóstico, o paciente recebe atendimento ambulatorial com medicamentos específicos. Casos graves devem ser hospitalizados imediatamente. O diagnóstico oportuno, seguido do início rápido do tratamento adequado, é a principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão e reduzir complicações e mortes.

As medidas de prevenção individual incluem o uso de mosquiteiros, roupas que protejam braços e pernas, telas em portas e janelas e aplicação de repelentes. Já entre as ações coletivas estão a borrifação residual intradomiciliar, a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida, pequenas obras de saneamento, drenagem de criadouros, limpeza de áreas alagadas e melhoria das condições de moradia e trabalho.

Conheça a campanha de combate à malária e entenda como reduzir os riscos de transmissão

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262