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VLI abre inscrições para Programa de Trainee 2026 com foco em futuros líderes operacionais

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A VLI, companhia de soluções logísticas que atua em ferrovias, portos e terminais, lançou o Programa Trainee de Operações 2026, voltado para a formação de futuros líderes na área operacional. O programa oferece 15 vagas nos estados de Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, abertas a candidatos de todo o país, desde que tenham disponibilidade para mobilidade.

As inscrições podem ser feitas até 17 de outubro pelo site: vli-logistica.com.br/trainee-2026.

Requisitos e perfil dos candidatos

Podem se candidatar profissionais com graduação nas engenharias Mecânica, Elétrica, Automação ou Civil, formados entre julho de 2020 e julho de 2025, e com mínimo de dois anos de experiência em operações (indústria ou logística). Estágios e programas de aprendizagem também são contabilizados como experiência.

De acordo com Rute Melo Araujo, diretora executiva de Gente, Serviços e Sustentabilidade da VLI:

“Buscamos pessoas que valorizam sua localidade, mas estão abertas a mudanças. Quem participa do programa precisa ter interesse técnico, vontade de ‘colocar a mão na massa’, identificar melhorias e contribuir para inovações no dia a dia da operação.”

Além da experiência prática, é desejável inglês intermediário, curiosidade, resiliência, adaptabilidade e capacidade de tomar decisões estratégicas alinhadas à operação.

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Estrutura do programa e desenvolvimento profissional

O programa terá duração de 12 meses e inclui formação acadêmica em pós-graduação reconhecida pelo Ministério da Educação, em parceria com a universidade corporativa da VLI.

Operação nacional da VLI

A VLI integra portos, ferrovias e terminais, oferecendo serviços logísticos para setores estratégicos da economia, como agronegócio, siderurgia e construção civil.

A companhia controla a Ferrovia Centro-Atlântica e o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, contando com nove terminais intermodais. Além disso, possui operações em sete terminais portuários em locais estratégicos, incluindo Santos, Vitória e São Luís.

Atualmente, a VLI atua em Maranhão, Tocantins, Sergipe, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal, empregando cerca de 7.000 profissionais. No último ano, movimentou aproximadamente 60 milhões de toneladas em ferrovias e 43 milhões de toneladas nos portos.

Benefícios oferecidos

Entre os principais benefícios do programa estão:

  • Alimentação: cartão-refeição e vale-alimentação;
  • Transporte: vale-transporte e/ou ônibus fretado, conforme localidade;
  • Saúde e bem-estar: assistência médica e odontológica; acesso à plataforma Wellhub;
  • Educação: pós-graduação reconhecida pelo MEC, em parceria com a universidade corporativa;
  • Outros: cesta de Natal, previdência complementar, Programa Apoiar (assistência jurídica, financeira, psicológica e social), rede de descontos em lojas e restaurantes;
  • Salário: compatível com o mercado, informado ao longo do processo seletivo.
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Programa Trainee de Operações 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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