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MMA fortalece diálogo entre comunidades e fomenta políticas públicas no Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros

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Com foco na valorização dos saberes tradicionais e na implementação de políticas públicas efetivas para o Cerrado, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou do XXV Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, realizado em São Jorge (GO), entre os dias 13 e 20 de setembro. Na oportunidade, a pasta apoiou a primeira programação socioambiental do evento, realizada nos dias 15 e 16, chamado seminário Natureza e Cultura.

A participação promoveu o diálogo direto com agricultores familiares, populações tradicionais da região e povos indígenas com atividades que aproximaram as experiências comunitárias dos diversos municípios do Cerrado Goiano.

A analista ambiental da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, pasta que liderou a realização do seminário Natureza e Cultura, Marília Viotti destacou a importância desse tipo de evento para impulsionar o alinhamento das políticas públicas às necessidades locais. “A presença de representantes do MMA nos territórios do Cerrado, em eventos protagonizados pelos povos e comunidades tradicionais, transcende a mera formalidade. Representa uma estratégia fundamental para a construção de políticas públicas efetivas e duradouras. Essa proximidade permite não apenas uma escuta qualificada das demandas e dos saberes locais, mas também a apresentação transparente de iniciativas governamentais, criando um canal de mão dupla essencial”, pontuou.

A programação incluiu a realização de duas mesas temáticas e uma oficina de troca de experiências sobre cadeias da sociobiodiversidade e agroextrativismo sustentável e gestão territorial da paisagem, temas que integram o Projeto GEF Áreas Privadas – Conservando Biodiversidade em Paisagens Rurais, também coordenado pela SBio.

Cadeias da sociobiodiversidade e agroextrativismo

A primeira mesa, realizada no dia 15 de setembro, debateu os desafios e oportunidades das cadeias produtivas do Cerrado, com foco no fortalecimento do agroextrativismo e na valorização de produtos nativos como baru, pequi e jatobá. A atividade foi executada pelo coordenador do Eixo de Agroextrativismo do Projeto GEF Áreas Privadas, Gustavo Assis, que desenvolveu com as cooperativas e associações da região um planejamento com as prioridades dos empreendimentos.

Já durante as mesas, o secretário-executivo da Cooperativa Central do Cerrado, Luis Carrazza, destacou a relevância das organizações coletivas para alavancar o desenvolvimento das cadeias produtivas locais. “As comunidades do Cerrado têm o conhecimento e a prática do extrativismo sustentável. Quando conseguimos nos articular em rede, mostramos que é possível gerar renda, conservar o bioma e inserir esses produtos no mercado nacional e internacional”.

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A mesa também ressaltou a importância da gestão e da autonomia comunitária como caminho para fortalecer empreendimentos locais, como a Cooperfrutos do Paraíso e a Copabase, que atuam diretamente na comercialização e beneficiamento de produtos da sociobiodiversidade.

Para a coordenadora de monitoramento do Projeto GEF Áreas Privadas, Márcia Coura, o debate reforçou o papel das comunidades no futuro do Cerrado. “Conservar a paisagem é também garantir a harmonia entre natureza e pessoas. O agroextrativismo mostra que é possível aliar saberes tradicionais, geração de renda e conservação, ampliando a voz das comunidades nas políticas públicas”.

Gestão territorial e ambiental

No dia 16, a segunda mesa apresentou a proposta de reconhecimento do Mosaico de Áreas Protegidas Veadeiros-Paranã, iniciativa estratégica que articula mais de 70 áreas protegidas entre unidades de conservação federais, estaduais e municipais, territórios quilombolas, terra indígena e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), totalizando cerca de 1,6 milhão de hectares no nordeste goiano.

A mesa teve a participação gestores públicos, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil. O debate reforçou que a criação do mosaico permitirá a ampliação da governança territorial e a integração de programas públicos como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas), com benefícios sociais, culturais, financeiros e ambientais.

A Chapada dos Veadeiros está localizada em uma área de grande relevância ecológica para a conservação da biodiversidade. O analista ambiental do Departamento de Áreas Protegidas da SBIO/MMA, Samuel Schwaida, enfatizou a relevância dos instrumentos de gestão territorial da paisagem para fomentar a integração do território.

“O mosaico possibilita que o gestor da área enxergue o entorno como um todo e não só a sua área específica. Dessa forma, comunidades e gestores públicos pensam o território e fazem a gestão de forma conjunta. Já a trilha pode ser uma dessas linhas que costuram o território e promovem a conectividade da paisagem”, reforçou Scwaida.

A coordenadora de gestão territorial do projeto GEF Áreas Privadas no âmbito da Fundação Pró-Natureza (Funatura), instituição co-executora da ação no Cerrado, Verônica Theulen , reforçou que “mais do que um mapa, o Mosaico é um território vivo, pulsante e diverso, onde comunidades, governos e sociedade civil se reconhecem como corresponsáveis pelo futuro do Cerrado”.

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O debate também trouxe experiências de ecoturismo de base comunitária, como o Caminho dos Veadeiros, que movimenta a economia de comunidades locais e demonstra o potencial do turismo como vetor de conservação e valorização cultural.

Blitz Ambiental

Paralelamente às mesas, o encontro contou com a realização da Blitz Ambiental, ação educativa vinculada ao Projeto GEF Áreas Privadas, em parceria com brigadas voluntárias e comunidades locais.

A iniciativa integrou duas campanhas: “Desacelere pela Vida”, que busca reduzir atropelamentos de fauna silvestre nas rodovias e apoiar o resgate de animais, e “Fogo no Cerrado é prejuízo de fato”, voltada à prevenção e ao combate às queimadas, em articulação com a Rede Contrafogo, a Brigada Voluntária de Cavalcante (Brivac) e a Brigada Voluntária de São Jorge (BVSJ).

As ações reforçaram a importância do engajamento comunitário na proteção do Cerrado, sensibilizando turistas e moradores sobre a convivência harmoniosa com a natureza e os riscos dos incêndios florestais.

Conexão com políticas públicas

As mesas da programação socioambiental do evento falaram sobre diversos temas e destacaram algumas políticas públicas, entre elas, o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), o Restaura Amazônia, que apoiará a recuperação do Cerrado e do Pantanal, e do Floresta Viva.

“Nesses espaços, o governo pode elucidar as oportunidades de programas de recuperação ambiental, proteção de recursos hídricos, mitigação das mudanças do clima, garantia de segurança alimentar e empoderamento comunitário. Mais do que informar, existe a oportunidade criar soluções pactuadas para os problemas locais”, conclui Marília Viotti, analista ambiental do MMA.

GEF Áreas Privadas

Coordenado pelo MMA, o Projeto GEF Áreas Privadas é financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com gestão financeira do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). A Fundação Pró-Natureza (Funatura) é co-executora no Cerrado. Os principais objetivos do projeto são contribuir para a conservação da biodiversidade, fortalecer a provisão de serviços ecossistêmicos e ampliar o manejo sustentável da paisagem em áreas privadas no Brasil.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministério da Saúde avança com novas obras e entrega de UBSI em Roraima

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Nesta quinta-feira (30), o Ministério da Saúde inaugurou mais uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI), desta vez no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste de Roraima (RR). A unidade recebeu investimento de R$ 606 mil e vai beneficiar diretamente mais de 50 pessoas. Do tipo I, a UBSI conta com tecnologia avançada, incluindo equipamentos para exames rápidos e telemedicina, e será a principal referência de atenção primária à saúde para a aldeia Milho, do povo Macuxi. 

A entrega faz parte de um conjunto recente de obras de saneamento e infraestrutura na saúde indígena, que somam investimento de R$ 9,3 milhões e já beneficiaram mais de 5 mil pessoas. Nesse pacote, também foram entregues três Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) no DSEI Alto Rio Solimões e, nos DSEI Médio Rio Solimões, Cuiabá e Leste de Roraima, três UBSIs, respectivamente. 

Os recursos são do Novo PAC Saúde, que, pela primeira vez, destinou uma carteira exclusiva de investimentos em infraestrutura para a saúde indígena, no valor de R$ 335,9 milhões. 

Segundo o diretor do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena, Bruno Cantarella, as entregas fazem parte da estratégia do Governo do Brasil para fortalecer a saúde nos territórios indígenas. 

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“Cada UBSI entregue representa mais do que uma obra concluída — é a presença concreta do governo nos territórios, garantindo acesso digno à água de qualidade e contribuindo para o enfrentamento de doenças. Também assegura melhores condições de trabalho para as equipes de saúde e mais conforto para os pacientes”, destacou.  

Para o primeiro semestre de 2026, estão previstas 38 obras em 19 DSEI, com impacto direto na vida de cerca de 30,9 mil pessoas. Dessas, 12 já foram concluídas e entregues. O investimento total é de R$ 48,3 milhões. 

“Os investimentos do Novo PAC Saúde marcam uma mudança de escala na infraestrutura da saúde indígena. Estamos avançando com planejamento e respeito às especificidades locais para levar água de qualidade, saneamento e unidades de atendimento que transformam a realidade de milhares de pessoas”, concluiu. 

Programa Nacional de Saneamento Indígena 

No início de abril, mês dedicado aos povos indígenas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, o lançamento do Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), voltado à ampliação do acesso à água potável e ao saneamento básico nas aldeias. Para 2026, a estimativa é de R$ 132 milhões para abastecimento de água, R$ 36 milhões para esgotamento sanitário e R$ 19 milhões para manejo de resíduos sólidos, totalizando R$ 187 milhões.  

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Por meio da Secretaria de Saúde Indígena, o Ministério da Saúde é responsável pelas ações de saneamento básico e ambiental nos territórios indígenas, como a preservação de fontes de água, a construção de poços e sistemas de captação em comunidades sem acesso à água potável. As ações também incluem obras de saneamento, projetos de infraestrutura, educação em saúde, destinação adequada de resíduos e controle da poluição de nascentes. 

O trabalho envolve diretamente as comunidades, com iniciativas de educação em saneamento e troca de conhecimentos, respeitando as realidades locais e fortalecendo a saúde ambiental no território. 

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde  

Fonte: Ministério da Saúde

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