Brasil
Programa Hackers do Bem abre inscrições para 25 mil novas vagas em cibersegurança
Estão disponíveis 25 mil novas vagas gratuitas para capacitação em cibersegurança do programa Hackers do Bem. Interessados podem se inscrever pela internet. Ao final dos cursos, os alunos recebem certificação e acesso ao Hub Hackers do Bem, espaço virtual que conecta estudantes, especialistas e empresas, promovendo integração, projetos colaborativos e atualização constante na área de cibersegurança.
As novas vagas contemplam os cursos de nivelamento (80 horas) e básico (64 horas). No primeiro, os participantes têm contato com conteúdos introdutórios de hardware, redes, internet e lógica de programação. Já o curso básico aprofunda temas como computação em nuvem, identificação de ameaças cibernéticas, vulnerabilidades digitais, criptografia, governança e compliance.
A ação é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no âmbito do Programa Prioritário em Informática (PPI) da Softex, e executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).
O programa, lançado em janeiro de 2024, já certificou mais de 36 mil alunos e se consolidou como referência nacional e internacional na formação de profissionais para o setor de cibersegurança. Voltada a qualquer pessoa que tenha concluído ou que esteja cursando o ensino médio, a iniciativa oferece formação gratuita e on-line, com aulas e atividades interativas organizadas pela Escola Superior de Redes (ESR), unidade de capacitação da RNP.
Segundo o diretor-adjunto da ESR, Leandro Guimarães, os números do programa demonstram o impacto positivo e a sua relevância para o fortalecimento das competências digitais no Brasil. “Esse sucesso permitiu a abertura de novas vagas, ampliando o acesso de jovens e profissionais às oportunidades de capacitação e inserção no mercado de trabalho em cibersegurança. Seguimos firmes no compromisso de fortalecer a segurança digital no País e preparar talentos para um futuro mais seguro e conectado”, avalia.
Formação em cibersegurança
De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Programa Hackers do Bem no Domínio Cibernético tem como missão estruturar um ecossistema nacional de segurança digital, integrando formação, pesquisa e inovação. A iniciativa contempla desde cursos online e ambientes de experimentação até o estímulo à criação de startups na área, além da implantação de um hub nacional de cibersegurança que aproxima a academia do setor produtivo. Já foram destinados cerca de R$ 34 milhões em recursos, no âmbito da Lei de Informática, para garantir a continuidade das ações de capacitação e pesquisa.
Segundo o coordenador-geral de Inovação Digital do MCTI, Rubens Caetano Barbosa de Souza, o programa tem caráter estratégico para o País. “O Hackers do Bem tem o objetivo de ser contínuo e realizado em diferentes níveis, contribuindo para que o Brasil fortaleça uma indústria de segurança cibernética inovadora, apoiada por pesquisas e por produções científicas de alto nível, capaz de reter talentos que possam contribuir com a indústria nacional e realimentar o ciclo de produção do conhecimento”, explicou.
Brasil
Tecnologia social apoiada pelo MMA é uma das vencedoras do 13º Prêmio da Fundação BB
O “Projeto Fitoterápicos: Uso Sustentável e Inovador de Recursos da Biodiversidade” foi um dos grandes vencedores do 13º Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A cerimônia de premiação ocorreu na última sexta-feira (29/05), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Apoiada e coordenada tecnicamente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a iniciativa foi reconhecida por seu alto impacto socioambiental e garantiu um prêmio de R$ 200 mil para investimento na tecnologia social.
Desenvolvido pela organização Humana Brasil no bioma Mata Atlântica entre 2022 e 2024, o projeto foi viabilizado a partir de um edital lançado pelo MMA, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O projeto espelha a estratégia nacional de transição ecológica, articulando conservação ambiental, geração de renda e valorização de saberes tradicionais. As ações incluíram desde assistência técnica até a implantação de quintais produtivos e sistemas agroflorestais com espécies nativas da Mata Atlântica e plantas medicinais.
A Secretária Nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, explica que o reconhecimento reforça a missão de saúde e bem-estar do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia e mostra que o caminho para uma bioeconomia forte e soberana no Brasil passa obrigatoriamente pela valorização das comunidades tradicionais e da agricultura familiar.
“Esta tecnologia social prova que a conservação ambiental e a geração de renda não são excludentes, mas sim interdependentes. Por exemplo, os fitoterápicos estão no PNDBIO como forma de promover saúde por meio da inovação e da valorização do patrimônio genético brasileiro O papel do MMA é justamente induzir e apoiar esses modelos replicáveis, que mantêm a floresta em pé e transformam a sociobiodiversidade em soluções sustentáveis de desenvolvimento para o país”, declarou Carina.
O trabalho atendeu e fortaleceu organizações comunitárias em quatro estados: a Associação Comunitária dos Agricultores Familiares Quilombolas de Cangula (Bahia), a Cooperativa de Produção e Comercialização de Plantas Medicinais (Cooplantas), de São Paulo, a Associação de Agricultura Orgânica do Paraná (AOPA) e a Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste Catarinense (APACO), de Santa Catarina.
O projeto investiu em equipamentos, infraestrutura, capacitação técnica e fortalecimento organizacional, além da criação de redes de colaboração entre produtores.
A premiação coroa uma metodologia com alto potencial de replicação no país. Isso ocorre porque o projeto sistematizou um modelo flexível e adaptável a diferentes biomas: a iniciativa une o conhecimento tradicional das comunidades à assistência técnica especializada para o plantio sustentável. Ao criar um passo a passo claro — que vai desde a implantação de quintais produtivos até a organização comunitária para a geração de renda a partir da produção de fitoterápicos —, o formato torna-se uma solução modelo para ser aplicada em outros territórios brasileiros que buscam fortalecer a economia da sociobiodiversidade.
As iniciativas implementadas pelo projeto integram conservação ambiental, saúde e geração de renda, reconhecendo o papel central dos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.
A 13ª edição do Prêmio da Fundação Banco do Brasil contou com mais de mil inscrições e etapas rigorosas de avaliação, que incluíram defesa técnica perante jurados e votação popular. O prêmio é considerado a principal vitrine do país para a identificação e certificação de soluções inovadoras que representam efetivas alternativas para a transformação social no Brasil.
Sobre o Projeto Fitorerápicos
O “Projeto Fitoterápicos: Uso Sustentável e Inovador de Recursos da Biodiversidade” é uma iniciativa coordenada tecnicamente pela Secretaria Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Seu objetivo é ampliar os benefícios da biodiversidade brasileira a partir do uso sustentável, acessível e inovador de plantas medicinais, fortalecendo cadeias de valor de fitoterápicos com base no conhecimento tradicional de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. O projeto atua em conformidade com o regime de Acesso e Repartição de Benefícios (ARB) e com critérios de sustentabilidade ecológica, conectando conservação ambiental, geração de renda e valorização de saberes tradicionais em diferentes biomas do país.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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