Agro
MBRF estreia na B3 e apresenta nova estrutura organizacional após fusão entre Marfrig e BRF
A fusão entre Marfrig e BRF foi oficialmente concluída, dando origem à MBRF, uma das maiores empresas de alimentos multiproteínas do mundo, com faturamento anual de aproximadamente R$ 160 bilhões. A partir desta terça-feira (23), as ações da companhia passam a ser negociadas na B3 sob o ticker MBRF3, em um marco histórico para o setor de alimentos e para o mercado de capitais brasileiro.
Estrutura organizacional simplificada
A nova organização foi desenhada com foco em simplicidade, agilidade e eficiência, garantindo maior sinergia entre áreas, otimização de processos e maximização de resultados.
Miguel Gularte, executivo com ampla experiência no setor, foi nomeado CEO da MBRF e terá como missão conduzir a integração das operações, fortalecer a cultura organizacional e liderar o crescimento sustentável da companhia. Ele se reportará ao Chairman Marcos Molina, fundador da Marfrig e controlador da nova empresa.
Comitê Executivo da MBRF
O Comitê Executivo será composto por oito vice-presidências:
- José Ignácio Scoseria Rey – Finanças, Relações com Investidores, Gestão e Tecnologia;
- Fábio Mariano – Mercado Halal;
- Manoel Martins – Mercado Brasil e Marketing;
- Leonardo Dall’Orto – Mercado Internacional e Supply Chain, além dos negócios no Chile;
- Alisson Navarro – Bovinos, incluindo operações no Uruguai e Argentina;
- Heraldo Geres – Jurídico, Tributário, Assuntos Corporativos e Gente;
- Artemio Listoni – Operações Industriais e Logística;
- Fabio Stumpf – Agro e Qualidade.
Um marco para a indústria de alimentos
Para Marcos Molina, o nascimento da MBRF representa o início de uma nova era para o setor global de alimentos. Segundo ele, a companhia combina escala, inovação, tecnologia e marcas consolidadas, com presença em 117 países.
“Estamos preparados para acelerar nossa jornada de crescimento sustentável, gerando valor para clientes e acionistas, e mantendo o legado de confiança do mercado”, destacou Molina.
O CEO Miguel Gularte reforçou que a fusão une o melhor das duas companhias. “A MBRF nasce com o compromisso de ser mais simples, ágil e eficiente, contando com a experiência de nossa liderança e a força de 130 mil colaboradores ao redor do mundo”, afirmou.
Portfólio e presença global
A MBRF reúne algumas das marcas mais conhecidas do setor alimentício, como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit, consolidando-se como uma potência multiproteínas.
Com 38% de seu portfólio composto por produtos processados, a companhia amplia a competitividade, diversifica opções para clientes e fortalece a capacidade de inovação para atender às novas demandas de consumo em escala global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Dólar Index deve permanecer entre 95 e 100 pontos, mas cenário geopolítico pode mudar tendência, aponta Barchart
O dólar americano continua sendo uma das principais referências para os mercados globais, mas sua trajetória nos próximos meses deverá permanecer dentro de uma faixa relativamente estável. Essa é a avaliação de Andrew Hecht, analista da Barchart, empresa global especializada em tecnologia financeira, dados de mercado e inteligência para os setores financeiro, de mídia e commodities.
Segundo o especialista, embora o dólar index (DXY) possa registrar novas mínimas ao longo do tempo, a expectativa é que o indicador permaneça dentro de uma ampla faixa de negociação nos próximos meses, refletindo o equilíbrio entre fatores de alta e de baixa que influenciam a moeda norte-americana.
Dólar index mede força da moeda americana frente às principais divisas globais
O dólar index, conhecido pela sigla DXY, é um dos indicadores mais acompanhados pelos mercados financeiros internacionais. Ele mede o desempenho do dólar dos Estados Unidos em relação a uma cesta composta por seis moedas de grande relevância econômica: euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço.
De acordo com Hecht, o índice estava cotado em 97,78 pontos em abril deste ano e se aproximou dos 100 pontos em junho de 2026, demonstrando uma recuperação moderada ao longo do período.
O analista destaca que o DXY registrou mínima de 95,55 pontos em 27 de janeiro de 2026 e atingiu máxima de 100,64 pontos em 31 de março do mesmo ano.
“Durante os últimos 12 meses, o índice oscilou dentro de uma faixa relativamente estreita de 4,18 pontos, com o ponto de equilíbrio próximo de 98,50 pontos”, observa.
Indicadores apontam estabilidade no curto prazo
Na avaliação da Barchart, os fatores técnicos e os fundamentos macroeconômicos indicam que o dólar index tende a permanecer entre 95 e 100 pontos no curto e médio prazo.
A análise sugere que o mercado segue sem catalisadores suficientemente fortes para provocar uma ruptura consistente dessa faixa, embora alguns eventos possam alterar esse cenário.
Para o especialista, o comportamento do índice continuará sendo influenciado pela dinâmica econômica global, pela política monetária dos principais bancos centrais e pelos fluxos internacionais de capital.
Avanço da desdolarização pode pressionar o dólar
Entre os fatores de baixa para o DXY, Hecht chama atenção para o processo de desdolarização observado em diversas economias ao redor do mundo.
Segundo ele, uma eventual aceleração desse movimento poderá fortalecer outras moedas de referência, especialmente o euro, que representa 57,6% da composição do dólar index.
Caso a moeda europeia ganhe relevância no comércio e nas reservas internacionais, o impacto tende a ser negativo para o indicador.
“O fortalecimento do euro frente ao dólar americano teria potencial para pressionar o DXY para níveis mais baixos”, avalia o analista.
Crises globais continuam favorecendo a moeda americana
Por outro lado, o dólar segue sendo considerado um dos principais ativos de proteção em momentos de incerteza econômica e geopolítica.
Historicamente, episódios de grande instabilidade internacional costumam direcionar fluxos de capital para os Estados Unidos, fortalecendo a moeda norte-americana.
Hecht lembra que o dólar ganhou força durante a pandemia de Covid-19 em 2020 e voltou a registrar valorização significativa após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
Mais recentemente, os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã também contribuíram para impulsionar o índice, que alcançou sua máxima de 2026 no final de março.
Mercado acompanha riscos geopolíticos e econômicos
A avaliação da Barchart reforça que o dólar permanece em uma posição estratégica dentro do sistema financeiro global, especialmente em períodos de aversão ao risco.
Dessa forma, qualquer deterioração do ambiente econômico internacional, novos conflitos geopolíticos ou eventos inesperados com impacto sobre os mercados poderá estimular a busca por ativos considerados seguros, beneficiando diretamente o dólar americano.
Enquanto isso, investidores, exportadores, importadores e agentes do agronegócio seguem atentos aos movimentos do DXY, uma vez que as oscilações da moeda norte-americana influenciam preços de commodities, fluxos comerciais e a competitividade das exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Agro6 dias agoLeite nacional busca ganho de eficiência em meio à pressão de importações
-
Paraná5 dias agoAlunos paranaenses do ensino médio participam da Genius Olympiad, nos EUA
-
Agro6 dias agoCoamo acelera construção de usina de etanol de milho no Paraná e projeto deve gerar até 2 mil empregos
-
Esportes7 dias agoAncelotti testa Rayan e Léo Pereira em último ensaio antes de amistoso contra o Egito
-
Agro6 dias agoBrasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar
-
Agro6 dias agoEtanol despenca 5,6% em maio com avanço da safra de cana e lidera queda dos combustíveis no Brasil
-
Agro5 dias agoDesenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar
-
Polícial5 dias agoComandante-Geral da PMPR recebe o Secretário de Segurança Pública e encontro é marcado por entrega de condecorações
