Brasil
Pela primeira vez, Círio de Nazaré terá R$ 2 milhões de investimentos federais para incrementar festividade
O Círio de Nazaré 2025 terá um reforço importante neste ano. Pela primeira vez, a tradicional festa de fé da Amazônia contará com R$ 2 milhões de recursos federais. Os investimentos do Ministério do Turismo são destinados à Diretoria da Festa de Nazaré, responsável pela organização da celebração, garantindo infraestrutura adequada para receber os visitantes e potencializar o turismo religioso na região. O anúncio foi feito nesta terça-feira (23.09) pelo ministro do Turismo, Celso Sabino, durante evento em Belém. (PA).
“O Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, está destinando R$ 2 milhões para o Círio de Nazaré, posicionando-se como um dos maiores patrocinadores da festa este ano. Esse é um momento histórico, porque o Círio é a maior manifestação religiosa do país e movimenta não apenas a fé, mas também a economia, o turismo e a geração de emprego e renda para Belém e para todo o Pará. Queremos que o Círio deste ano seja ainda maior e mais estruturado, fortalecendo a devoção, o turismo e a economia local”, afirmou o ministro.
O segmento religioso tem movimentado destinos brasileiros em todo o país. Cidades como Aparecida (SP) e Juazeiro do Norte (CE), Santana do Cariri (CE) são exemplos de como a fé aliada ao turismo promove renda e geração de empregos. O ministro destaca a potencializada da atividade na atração de visitantes de todo o mundo. “O turismo religioso tem sido um dos segmentos que mais crescem no Brasil, movimentando a economia e gerando emprego e renda para a população. E, agora, com o investimento no Círio de Nazaré, queremos ampliar, ainda mais, o impacto desse setor em todo o país”, destacou Celso Sabino.
IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL – Em 2024, o Círio de Nazaré reuniu cerca de 2 milhões de pessoas em Belém, com impacto econômico superior a R$ 190 milhões. Para 2025, a expectativa é superar esse número, ampliando os benefícios para setores como hospedagem, transporte, gastronomia, comércio e serviços.
O diretor coordenador do Círio 2025, Antônio Souza, ressaltou que a parceria marca um novo capítulo para a celebração. “Recebemos com grande emoção o apoio histórico do Governo Federal ao nosso Círio de Nazaré. Pela primeira vez, graças à sensibilidade e à visão do ministro Celso Sabino, o Círio conta com o incentivo direto do Governo Federal e de grandes patrocinadores, valorizando ainda mais esta manifestação que é patrimônio do Brasil e orgulho da Amazônia. Essa parceria começou a ser desenhada no ano passado e hoje vemos esse sonho se tornar realidade.”
Representando as igrejas, o padre Paulo de Tarso destacou a dimensão espiritual do evento. “O momento de evangelização, de levar a presença de Deus pelas ruas, com esse povo que se reúne aqui com tanto sacrifício — muitos vindos de longe — é de uma importância imensa. Espero que, quando o Sol retornar, possamos ver juntos a nossa Basílica totalmente restaurada, tão bela quanto merece ser. Que Deus abençoe a todos.”
Com essa ação, o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, reforça sua política de apoio ao turismo religioso no Brasil, alinhando investimentos à estratégia nacional de desenvolvimento do setor. A meta é não apenas ampliar a infraestrutura e a promoção de destinos de fé, mas também fortalecer a economia local, gerando emprego e renda e melhorando a experiência dos milhões de fiéis e turistas que participam dessas celebrações em todo o país.
Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Inteligência climática ganha força no Brics e orienta decisões estratégicas
Informações qualificadas, cooperação internacional e uso estratégico da ciência são caminhos para enfrentar desafios climáticos e orientar políticas públicas mais eficientes. Com esse foco, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoveu nesta quinta-feira (16) o Seminário OCTI — Panorama da Produção Científica e Inteligência Climática no Brics. O evento reuniu especialistas para discutir tendências, capacidades e oportunidades de atuação do Brasil no cenário global.
O encontro integra a programação dos 25 anos do CGEE e tem como objetivo qualificar a tomada de decisão com base em evidências. A iniciativa também amplia o debate sobre cooperação científica entre países do Brics, bloco que reúne economias emergentes com papel crescente na produção de conhecimento e no desenvolvimento tecnológico.
Durante a abertura, o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MCTI, Carlos Matsumoto, destacou o papel estratégico da informação na articulação internacional. “Acho que esse trabalho de levantar informação, de se conhecer mais e de ter muita clareza sobre o que nós queremos de benefício nessas cooperações é fundamental”, afirmou.
O seminário é um desdobramento do Boletim Anual OCTI 2024, publicado em 2025, que analisa a evolução da produção científica em inteligência climática no contexto do Brics. A programação incluiu debates sobre potencial de colaboração em ciência, tecnologia e inovação, além da apresentação de indicadores e estudos recentes.
Para o presidente do CGEE, Anderson Gomes, o desafio vai além da produção de dados e envolve sua aplicação prática. “Temos capacidade para gerar bons estudos e disseminá-los amplamente, mas ainda enfrentamos dificuldades para fazer com que esse conhecimento chegue, de fato, a quem precisa utilizá-lo na tomada de decisão. Temos intensificado o nosso trabalho junto aos ministérios e outros demandantes para contribuir cada vez mais com políticas baseadas em evidências”, disse.
Composto atualmente por 11 países, o Brics representa mais de 40% da população mundial e cerca de 41% do PIB global em paridade de poder de compra. Nesse cenário, o fortalecimento da cooperação científica e o uso de evidências ganham relevância para enfrentar desafios comuns, como as mudanças climáticas, e ampliar a capacidade de resposta dos países do Sul Global.
Novo Informe do OCTI
Durante o seminário, foi lançada a oitava edição do Informe OCTI, que aprofunda as análises sobre inteligência climática e reforça o uso de dados na definição de estratégias públicas e na atuação internacional do Brasil.
O estudo aponta um campo em rápida expansão, impulsionado pela integração entre ciência do clima, inteligência artificial e tecnologias energéticas. De 2022 a 2025, foram publicados 32.040 artigos sobre o tema, dos quais 17.460 contam com participação de países do Brics, o equivalente a 54,5% da produção global. No período, o volume anual de publicações mais que dobrou, indicando o avanço dessa agenda em áreas como engenharia, ciências ambientais e modelagem climática.
O levantamento também mostra que o Brasil tem presença relevante em temas como bioenergia, agricultura resiliente e estudos sobre biomas como Amazônia e Cerrado. Ao mesmo tempo, evidencia a concentração da produção científica em poucos países e a baixa cooperação entre membros do bloco, sinalizando espaço para ampliar parcerias e desenvolver soluções conjuntas diante dos desafios climáticos.
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