Brasil
Reunião do CNSP propõe debate e fortalecimento de políticas públicas de segurança no país
Brasília, 23/09/2025 – O Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (CNSP) iniciou, nesta terça-feira (23), em Brasília (DF), a sua 12ª Reunião Ordinária. Durante dois dias, representantes do governo, da sociedade civil e especialistas da área debatem os desafios atuais e os avanços na construção de políticas públicas de segurança mais eficientes, integradas e democráticas. A abertura do encontro foi conduzida pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, e pelo secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen), André Garcia. “Nossa visão sempre foi trabalhar em conjunto, de forma articulada, com diversas representações, inclusive, da sociedade, para que, ao final, o esforço de todos nós, individual e coletivo, faça parte de uma agenda positiva para o nosso país”, disse Garcia.
Mario Sarrubbo reconheceu a importância do colegiado na construção um norte seguro para uma segurança pública mais democrática e mais eficiente. “Um trabalho fundamental para o fortalecimento de um sistema e de uma política de segurança pública que se pautem efetivamente por evidências, especialmente evidências científicas, visando à construção de um modelo de segurança que reafirme a autonomia e a soberania do nosso país, e que seja capaz de alcançar todas as camadas sociais da população brasileira”, destacou.
A programação do encontro prevê painéis, exposições de projetos e espaço para debates. O secretário nacional de Segurança Pública pontuou o caráter colaborativo da reunião, incentivando a participação ativa dos membros do Conselho. “Será, sim, uma reunião de prestação de contas, mas será, também, uma oportunidade para ouvirmos críticas e trabalharmos no aperfeiçoamento da nossa missão em contato com o sistema de segurança.”
Na ocasião, serão apresentadas políticas públicas implementadas por estados brasileiros que podem servir de modelo para outras unidades da federação. A proposta, segundo o secretário, é compartilhar boas práticas e construir soluções em conjunto. “Elegemos aqui algumas políticas públicas que nós consideramos importantes, que serão apresentadas para que vocês possam ter conhecimento e possam, evidentemente, explodir Brasil afora, mas mais do que isso: criticar, aperfeiçoar. Enfim, juntos construirmos as melhores políticas”, complementou Sarrubbo.
Para encerrar, ele também reforçou que o espírito da reunião é o diálogo, conforme orientação direta do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e destacou a necessidade de união entre todos os atores envolvidos no sistema de segurança. “É preciso sentarmos à mesa, todos nós. Polícias ostensivas, polícias judiciárias, guardas municipais, governos, sociedade civil organizada. Precisamos, juntos, olharmos para o nosso país e construirmos a melhor política. Trago a mensagem do ministro Lewandowski agradecendo a dedicação e a presença de cada um de vocês aqui. E a esperança de que, nesses dois dias, possamos construir políticas e avançar nas políticas de segurança pública”, declarou.
Projetos no legislativo
Sarrubbo reforçou o compromisso do ministro Lewandowski com a área da segurança e citou uma série de ações em andamento, como propostas de alterações legislativas já encaminhadas ao Congresso, o aperfeiçoamento da Lei das Organizações Criminosas e medidas de combate ao mercado de receptação de produtos ilícitos. “Ministro Lewandowski e seu gabinete já propuseram alterações legislativas importantes, algumas delas, inclusive, já aprovadas no Congresso Nacional. Como, por exemplo, o olhar para os receptadores. Uma alteração legislativa pontual, mas necessária para olharmos para a segurança urbana, para a segurança das pessoas mais vulneráveis e do cidadão brasileiro como um todo”, disse.
Ele também revelou que está em fase final de elaboração, dentro do Ministério da Justiça, um novo projeto para o enfrentamento do crime organizado, com foco em inteligência financeira e recuperação de ativos. “O projeto se limita muito pouco a aumentos de pena. Ele se debruça, sobretudo, sobre a criação de um sistema, sobre um olhar para recuperação de ativos, medidas cautelares e, efetivamente, um olhar para aquilo que todos nós sabemos ser necessário hoje: o enfrentamento do fluxo financeiro que alimenta as organizações criminosas e sacrifica, em especial, a população mais vulnerável do nosso país”, concluiu o secretário.
Brasil
PRF apreende 25 fuzis em maior ação da história da corporação
Brasília, 17/6/2026 – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na tarde desta quarta-feira (17), a maior apreensão de fuzis da história da corporação. A ação ocorreu na BR-277, em Santa Terezinha do Iguaçu (PR), próximo à fronteira entre Brasil e Paraguai, e integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a operação, os policiais encontraram 25 fuzis e 16 pistolas escondidos em um caminhão carregado com insumos para ração animal. Até então, a maior apreensão de fuzis da PRF havia sido registrada no Rio de Janeiro, em agosto de 2020.
O veículo era conduzido por um homem de 28 anos e transportava uma carga de insumos para ração animal que seguia da Argentina para Minas Gerais. Durante a abordagem, o motorista demonstrou nervosismo e informou aos policiais que transportava armas. Na vistoria, foram localizados armamentos e peças ocultos na cabine do caminhão.
Após a retirada e a montagem do material apreendido, foram contabilizados:
• 25 fuzis (22 calibre 5,56 mm e três calibre 7,65 mm);
• 898 munições de calibre 7,62 mm;
• 16 pistolas (14 calibre 9 mm e duas calibre .40);
• 4.150 munições calibre 9 mm;
• 127 carregadores.
Entre as armas apreendidas, destacam-se dois fuzis AK-47, armamento de infantaria utilizado por grupos guerrilheiros, forças paramilitares e organizações criminosas. Em razão da confiabilidade e do baixo custo de produção, esse modelo se tornou uma das armas militares mais difundidas no mundo e também uma das mais utilizadas pelo crime organizado.
Diante dos fatos, o motorista foi preso e encaminhado à Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), onde foi registrada a ocorrência por tráfico internacional de arma de fogo, crime cuja pena pode chegar a 16 anos de reclusão.
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado é uma estratégia federal voltada ao enfraquecimento financeiro e operacional das facções criminosas, por meio de ações integradas de controle, investigação e combate destinadas a desarticular a logística dessas organizações.
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