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Exportações de carne bovina do Brasil somam 209,6 mil toneladas em setembro e já superam receita de 2024

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As exportações brasileiras de carne bovina in natura, fresca e congelada alcançaram 209,6 mil toneladas até a terceira semana de setembro de 2025, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (22). O resultado mantém o ritmo aquecido dos embarques e já aponta faturamento superior ao registrado em todo o mês de setembro do ano passado.

Comparativo com 2024 e influência da demanda chinesa

Em setembro de 2024, o Brasil exportou 251,6 mil toneladas de carne bovina. A expectativa do setor é de que a forte demanda da China continue sustentando os volumes embarcados neste mês, podendo até superar o desempenho do ano anterior.

Média diária cresce 16,6% em relação ao ano passado

A média diária exportada ficou em aproximadamente 13,9 mil toneladas, representando avanço de 16,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando a média foi de 11,9 mil toneladas.

Receita já supera todo o faturamento de setembro/24

O faturamento acumulado até a terceira semana de setembro foi de US$ 1,179 bilhão, ultrapassando os US$ 1,135 bilhão registrados em setembro de 2024.

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A média diária da receita ficou em US$ 78,63 milhões, um crescimento de 45,4% frente ao observado no mesmo mês do ano passado, quando a média diária era de US$ 54,08 milhões.

Preço da carne bovina sobe mais de 24% em um ano

Os preços médios da carne bovina exportada atingiram US$ 6.626 por tonelada até a terceira semana de setembro, alta de 24,6% em comparação com setembro de 2024, quando a média estava em US$ 4.514 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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