Agro
Tiplam registra maior embarque histórico de cargas após aumento do calado do terminal
Embarque recorde de açúcar VHP
O navio MV SASEBO GLORY, o maior a atracar no Tiplam, foi carregado com 82.840 toneladas de açúcar VHP da bp bioenergy, uma das líderes do setor de bioenergia no Brasil, com destino ao Oriente Médio. Esse volume recorde foi possível após a conclusão das obras de dragagem no terminal, elevando o calado máximo de 13,35 m para 14,10 m, ampliando em cerca de 10% a capacidade de carga dos navios.
Além desse marco, em julho, o terminal já havia registrado recorde de recebimento e descarga de fertilizantes, com 72,6 mil toneladas em um único navio.
Ampliação do calado e impactos na logística
Segundo Marcelo Cardoso, diretor de operações do Corredor Sudeste da VLI, “os recordes obtidos desde o aumento do calado do Tiplam refletem nossa estratégia de maximizar a utilização dos ativos e gerar ganhos de produtividade em toda a cadeia logística.”
Ricardo Carvalho, diretor comercial da bp bioenergy, reforça que a infraestrutura ampliada permite embarcar volumes maiores, reduzir custos logísticos e abrir novas oportunidades no mercado internacional.
Tiplam e sua importância estratégica
O Tiplam é responsável por cerca de 25% do açúcar exportado em Santos, atuando como ponto central para os fluxos de importação e exportação do Corredor Sudeste da VLI, que atende estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal. O terminal movimenta principalmente açúcar, grãos e fertilizantes, com transbordo em Uberaba (MG) e Guará (SP) para o sistema ferroviário.
Sustentabilidade e benefícios regionais
O terminal também gera impactos positivos na Baixada Santista, pois todo o transporte de exportação é feito por ferrovia. Isso reduz o trânsito local e diminui significativamente as emissões de gases de efeito estufa, já que o modal ferroviário emite 1/6 das emissões por tonelada transportada em comparação ao rodoviário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.
As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:
- Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
- Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.
O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.
Exportações caem em relação a 2025
Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.
O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:
- Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
- Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
- Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
- Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Estado mantém posição no ranking nacional
Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.
O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.
Diversificação de destinos marca exportações gaúchas
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.
Os principais compradores foram:
- União Europeia: 12,2% das exportações;
- China: 9,2%;
- Estados Unidos: 7,3%.
Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.
Egito e Filipinas ganham destaque nas compras
Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.
Destacam-se:
- Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
- Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.
Cenário internacional pressiona comércio exterior
O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.
As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.
No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.
Perspectivas indicam cenário desafiador
Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.
O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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