Connect with us


Agro

Preços do frango sobem no mercado interno e exportações mantêm ritmo positivo

Publicado em

O mercado brasileiro de carne de frango registrou avanços nos preços ao longo da última semana, tanto no mercado vivo quanto no atacado. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a valorização foi consequência de uma oferta mais ajustada frente à demanda.

Além disso, cresce a expectativa com a chegada de uma delegação chinesa ao Brasil na próxima semana, que deve avaliar a possível retomada das exportações para o país asiático.

Custos de produção favorecem margens

De acordo com Maia, os custos com nutrição animal permanecem em níveis favoráveis, o que contribui para margens positivas dos produtores. A demanda interna também segue firme, especialmente pela competitividade da carne de frango em relação às proteínas concorrentes, como bovina e suína.

Cotações do frango no atacado e na distribuição

O levantamento semanal da Safras & Mercado mostrou reajustes nos preços dos cortes congelados e resfriados de frango no mercado paulista:

  • Congelados – Atacado/SP:
    • Peito: de R$ 9,70 para R$ 9,90/kg
    • Coxa: de R$ 6,90 para R$ 7,30/kg
    • Asa: de R$ 9,90 para R$ 10,80/kg
  • Congelados – Distribuição/SP:
    • Peito: de R$ 9,90 para R$ 10,00/kg
    • Coxa: de R$ 7,10 para R$ 7,50/kg
    • Asa: de R$ 10,10 para R$ 11,00/kg
  • Resfriados – Atacado/SP:
    • Peito: de R$ 9,80 para R$ 10,00/kg
    • Coxa: de R$ 7,00 para R$ 7,40/kg
    • Asa: de R$ 10,00 para R$ 10,90/kg
  • Resfriados – Distribuição/SP:
    • Peito: de R$ 10,00 para R$ 10,10/kg
    • Coxa: de R$ 7,20 para R$ 7,60/kg
    • Asa: de R$ 10,20 para R$ 11,10/kg
Leia mais:  Fertilizantes: queda de 32% na ureia não destrava compras e importações recuam no Brasil em 2026
Preços regionais do frango vivo

As principais praças de comercialização do país também registraram alta no preço do frango vivo:

  • Minas Gerais: de R$ 5,35 para R$ 5,75/kg
  • São Paulo: de R$ 5,70 para R$ 6,20/kg
  • Mato Grosso do Sul: de R$ 5,30 para R$ 5,70/kg
  • Goiás: de R$ 5,30 para R$ 5,70/kg
  • Distrito Federal: de R$ 5,35 para R$ 5,75/kg
  • Pernambuco: de R$ 5,80 para R$ 7,00/kg
  • Ceará: de R$ 6,00 para R$ 7,50/kg
  • Pará: de R$ 6,15 para R$ 7,25/kg

Já nas integrações, os preços permaneceram estáveis: Santa Catarina (R$ 4,75/kg), Oeste do Paraná (R$ 4,90/kg) e Rio Grande do Sul (R$ 4,75/kg).

Exportações seguem em crescimento

Os embarques de carne de aves e miudezas comestíveis (frescas, refrigeradas ou congeladas) somaram US$ 415,1 milhões em setembro (até o dia 13, com 10 dias úteis).

  • Volume exportado: 234,4 mil toneladas
  • Média diária: 23,4 mil toneladas
  • Preço médio da tonelada: US$ 1.771

Na comparação com setembro de 2024, houve alta de 0,7% no valor médio diário e crescimento de 9,1% no volume médio diário exportado, embora com queda de 7,7% no preço médio.

Leia mais:  Orbia lança Esquenta Agrofriday com benefícios exclusivos para produtores rurais

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Restrições da União Europeia acendem alerta para reforço da defesa agropecuária brasileira

Published

on

As recentes restrições impostas pela União Europeia a estabelecimentos brasileiros exportadores de produtos de origem animal reacenderam o debate sobre a necessidade de fortalecer a estrutura de defesa agropecuária no Brasil. Na avaliação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), o episódio evidencia a importância de ampliar o quadro de Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) e garantir recursos compatíveis com as exigências cada vez mais rigorosas do comércio internacional.

Segundo a entidade, os questionamentos relacionados aos controles sanitários, à rastreabilidade e ao monitoramento de resíduos já vinham sendo apontados em auditorias internacionais realizadas nos últimos anos. Por isso, o sindicato defende investimentos contínuos para preservar a credibilidade do sistema brasileiro de inspeção e certificação agropecuária.

Credibilidade sanitária é fundamental para manter mercados

Para o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, a presença do Brasil nos mercados mais exigentes do mundo foi construída com base na confiança internacional no sistema de defesa agropecuária nacional.

“O Brasil conquistou espaço nos mercados mais exigentes graças à credibilidade de seu sistema de fiscalização e certificação. Manter essa posição exige investimentos permanentes em auditoria, inspeção, rastreabilidade e controle sanitário”, afirma.

De acordo com a entidade, eventuais embargos ou restrições comerciais não estão relacionados à qualidade dos produtos brasileiros, amplamente reconhecida pelos compradores internacionais, mas à necessidade de comprovar continuamente a eficiência dos mecanismos oficiais de controle sanitário.

Leia mais:  Fertilizantes: queda de 32% na ureia não destrava compras e importações recuam no Brasil em 2026
Déficit de auditores preocupa setor

O sindicato alerta que a estrutura de defesa agropecuária enfrenta desafios históricos, especialmente relacionados à insuficiência de servidores e às limitações orçamentárias.

Na avaliação da entidade, a recomposição do quadro de Auditores Fiscais Federais Agropecuários é uma medida estratégica para garantir a capacidade operacional do sistema brasileiro de inspeção e atender às exigências dos parceiros comerciais.

Além disso, o Anffa Sindical considera essencial a existência de orçamento estável e previsível para assegurar a continuidade das ações de fiscalização, certificação e monitoramento sanitário em todo o país.

Perda de mercados gera impactos econômicos relevantes

O presidente da entidade destaca que os investimentos destinados à defesa agropecuária devem ser tratados como estratégicos para a economia nacional.

Segundo ele, o custo para recuperar a confiança de um mercado internacional após restrições comerciais é significativamente superior aos recursos necessários para manter uma estrutura robusta de fiscalização e controle.

“O investimento em defesa agropecuária protege mercados, preserva empregos e fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro”, ressalta.

Debate sobre fiscalização ganha força

Outro ponto destacado pelo sindicato é a discussão sobre a redução da participação do Estado nas atividades de fiscalização agropecuária.

Leia mais:  Mapa informa disponibilização de mais de 3,1 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em junho

Enquanto alguns segmentos defendem modelos com menor presença da fiscalização oficial, os principais mercados importadores vêm ampliando as exigências relacionadas à certificação sanitária, rastreabilidade e auditorias independentes.

Para o Anffa Sindical, a confiança internacional nos produtos brasileiros está diretamente ligada à existência de controles oficiais sólidos, conduzidos por autoridades públicas com autonomia técnica e capacidade de fiscalização.

Defesa agropecuária é estratégica para o agronegócio

Na avaliação da entidade, o episódio envolvendo as restrições europeias reforça a necessidade de fortalecer o sistema nacional de defesa agropecuária para garantir a manutenção dos mercados já conquistados e abrir novas oportunidades comerciais.

O sindicato destaca que a modernização dos processos de fiscalização tem tornado os procedimentos mais digitais, eficientes e ágeis, sem comprometer o rigor dos controles sanitários.

Para o Anffa Sindical, a combinação entre fiscalização qualificada, rastreabilidade eficiente e certificação confiável continuará sendo um dos principais pilares para sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262