Connect with us


Paraná

Nova Agência do Trabalhador em Douradina vai fomentar geração de empregos na região

Publicado em

A população de Douradina passa a contar, a partir desta sexta-feira (19), com uma Agência do Trabalhador própria. Com esta nova unidade, o Paraná agora conta com 219 Agências espalhadas por todo o Estado. Ela funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. No primeiro momento, os serviços oferecidos serão voltados para intermediação de mão de obra, cadastro de empresas e trabalhadores, encaminhamento para vagas disponíveis e apoio para emissão da carteira digital.

O seguro-desemprego estará disponível após três meses de funcionamento, conforme previsto em norma de implantação. A estimativa é atender cerca de 50 pessoas por mês, número que pode crescer de acordo com a demanda da população e das empresas locais.

Douradina integra a regional de Umuarama, que esta semana teve 1.183 vagas de emprego abertas, com destaque para alimentador de linha de produção (529 vagas), abatedor (95), auxiliar de escritório em geral (92) e magarefe (44).

De acordo com o Caged, do Ministério do Trabalho, no acumulado de 2025 o município registrou 850 admissões e 629 desligamentos, com saldo positivo de 221 empregos formais. O setor que mais contrata é o de serviços (337 admissões), seguido pelo comércio (270) e pela indústria (152), o que demonstra a força da economia local mesmo em uma cidade de pequeno porte.

Um dos principais motivos para a cidade ganhar uma Agência do Trabalhador é demanda de grandes indústrias presentes na região. Entre eles está a Gazin Indústria e Comércio de Móveis e Eletrodomésticos S.A., uma das principais empresas do Paraná, atuando no setor de comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo. Com uma equipe de cerca de 10 mil funcionários, a empresa desempenha um papel significativo na economia local.

Leia mais:  Paraná supera em 20% a distribuição de mudas nativas durante a Semana da Árvore

Douradina também fica próxima de Umuarama (50km), que abriga um importante polo têxtil, fortalecendo ainda mais a posição da região como um centro industrial relevante no Paraná.

“O Governo do Estado trabalha para estar cada vez mais próximo das pessoas, inclusive nas cidades menores, que têm grande potencial de crescimento. Com a inauguração da Agência do Trabalhador de Douradina, os moradores terão mais facilidade para acessar serviços de emprego e intermediação, e as empresas ganham um canal direto para encontrar mão de obra. Essa é uma conquista que fortalece toda a região de Umuarama”, destacou o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná, Do Carmo.

INVESTIMENTO NAS AGÊNCIAS – Desde de janeiro de 2025, o Governo do Estado investiu mais de R$ 66 milhões. Desse montante, mais de R$ 14 milhões foram utilizados para melhorar a estrutura física e tecnológica das unidades, além de promover treinamentos voltados ao atendimento humanizado, inclusivo e conectado às novas ferramentas digitais.

Na qualificação o aporte passou de R$ 52 milhões em cursos por todo o Estado, por meio do Projeto Qualifica Paraná, que oferece 14 cursos em diferentes áreas como Panificação, Soldagem, Mecânica Industrial e Automotiva, Confecção, entre outros.

Os cursos têm carga horária de 96 horas e são ofertados em parceria com o Senai/PR, por meio de 48 carretas-escola equipadas para aulas práticas e teóricas. Cada participante recebe ainda uma bolsa-auxílio de até R$ 1.008, o que contribui para cobrir despesas com alimentação e transporte ao longo do curso.

Leia mais:  Estudo registra populações de grandes mamíferos em áreas da Copel na Serra do Mar

EMPREGOS NO ESTADO EM 2025 – O Paraná é o líder nacional na intermediação de mão de obra formal em 2025 por meio das Agências do Trabalhador. Entre janeiro e agosto, foram 118.675 contratações efetivadas, segundo levantamento do Ministério do Trabalho. O número representa 28%, quase um terço, de todas as colocações no Brasil via Sistema Nacional de Emprego (Sine).

O desempenho é amplamente superior ao dos demais estados. O Ceará, segundo colocado, registrou 40.539 contratações no mesmo período, 10% do total nacional. São Paulo, em terceiro lugar, contabilizou 32.336 colocações, representando 8% do total no país.

A consistência do trabalho desenvolvido no Paraná é evidenciada pelos resultados mensais. Desde janeiro, o Estado mantém um patamar elevado de contratações, com destaque para os meses de fevereiro (16.690) e julho (16.170). Em agosto, foram formalizadas 15.934 contratações.

“Isso comprova que o volume não é pontual, mas fruto de uma política pública contínua e estruturada pelo Governo do Estado”, disse o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda. “Esse êxito está ligado à atuação da Secretaria, que investe em inovação, projetos, ampliação de serviços e aproximação com o setor produtivo e população”.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

Published

on

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

Acesse álbum de fotos

Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

Leia mais:  Piana participa da abertura da maior feira de fornecedores automotivos do Paraná

O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

Leia mais:  Sanepar apresenta avanços e inovações em fórum empresarial de Ponta Grossa

Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262