Agro
Crédito rural e políticas públicas impulsionam crescimento da agropecuária brasileira
O crédito rural e programas públicos voltados à agricultura têm desempenhado papel estratégico no desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro, contribuindo para o aumento da produção, segurança alimentar e geração de empregos. A análise é destacada na publicação “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2025/26”, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Banco do Brasil (BB).
Crescimento expressivo na produção de grãos
Nos últimos 20 anos, a produção brasileira de grãos cresceu 205,3%, passando de 114,7 milhões de toneladas na safra 2004/05 para 350,2 milhões de toneladas no ciclo 2024/25, segundo dados da Conab. Entre os fatores que impulsionam esse crescimento estão o acesso ao crédito agrícola e a implementação de políticas públicas voltadas à agricultura.
O crédito rural é apontado como um dos principais instrumentos de apoio à produção, garantindo financiamento para custeio agrícola, investimentos em infraestrutura, tecnologia e práticas sustentáveis.
“Além de fomentar a produção, o crédito rural contribui diretamente para a segurança alimentar e nutricional, a geração de empregos e o equilíbrio da balança comercial. Ele também estimula práticas sustentáveis, como a agricultura de baixo carbono e a recuperação de áreas degradadas”, destaca o estudo.
Linhas de crédito e inclusão produtiva
O sistema de crédito rural brasileiro oferece diversas linhas de financiamento, adaptadas às diferentes realidades do campo, promovendo inclusão produtiva e desenvolvimento regional. Essa estrutura permite que pequenos, médios e grandes produtores tenham acesso a recursos para impulsionar a produção e modernizar suas operações.
Além do crédito, políticas públicas incluem programas de assistência técnica e extensão rural, que orientam os agricultores na gestão eficiente dos recursos e na implementação de práticas agrícolas sustentáveis, além de ações de apoio à comercialização, especialmente voltadas à agricultura familiar.
Programas de apoio à agricultura familiar
Entre as iniciativas públicas, destacam-se o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Arroz da Gente, ambos voltados à valorização da agricultura familiar e à promoção do abastecimento alimentar.
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
O PAA é um dos principais mecanismos de apoio à agricultura familiar no Brasil. Nos anos de 2023 e 2024, foram adquiridos 422 tipos diferentes de alimentos. Em 2025, a modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) registrou demanda de R$ 1,89 bilhão, distribuídos em 5.890 projetos em 2.115 municípios, envolvendo cerca de 133 mil agricultores familiares, dos quais 80% são mulheres.
A região Nordeste liderou o volume de demanda, seguida do Norte, Sudeste, Centro-Oeste e Sul, com destaque para a Bahia, que registrou o maior número de propostas à Conab.
Programa Arroz da Gente
O Programa Arroz da Gente visa ampliar a produção de arroz por meio da agricultura familiar, contribuindo para o combate à fome e garantindo diversidade genética do grão. A iniciativa oferece crédito com juros reduzidos, fomento, acompanhamento técnico, garantia de comercialização e acesso a tecnologias adaptadas, como pequenas máquinas, colheitadeiras e silos secadores.
Na primeira fase, serão beneficiadas 5 mil famílias de 250 comunidades, distribuídas em 39 territórios, abrangendo 160 municípios de 17 estados e quatro biomas: Cerrado, Semiárido, Amazônia e Mata Atlântica.
Perspectivas para 2025/26
A publicação “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2025/26” traz análises detalhadas sobre o papel do crédito rural e demais políticas públicas no fortalecimento da agricultura. O documento apresenta projeções de área, produtividade e produção de grãos como arroz, feijão, milho, soja e algodão, além de expectativas de produção e mercado para carnes bovina, suína e de aves em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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