Política Nacional
Plínio Valério protesta contra operação da PF no Amazonas
Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (17), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a criticar a ação da Polícia Federal contra o garimpo ilegal em municípios do Amazonas. Ele relatou que a operação, realizada em Manicoré e Humaitá, resultou na destruição de balsas utilizadas por famílias ribeirinhas no Rio Madeira. Os fatos aconteceram na segunda-feira (15).
— A Polícia Federal foi em dois municípios no Rio Madeira e explodiu o que nós chamamos de flutuantes, que são casas com bombas para o extrativismo mineral. São extrativistas, são famílias que praticam aquilo há décadas e isso é cultural, é normal no Amazonas — explicou.
Plínio afirmou que o resultado da operação foi contrário ao esperado, deixando rastros de poluição e danos ambientais. Segundo o parlamentar, a ação, que ocorreu durante o feriado da padroeira da cidade, provocou explosões, incêndios e pânico entre os moradores.
— O óleo diesel fica na superfície, a fumaça vai para o ar, e o que sobra vai para o fundo do rio. Esses braços de rio são lagos, não é água corrente que pode dispersar o óleo diesel em alguns meses. Crimes ambientais de toda qualidade foram cometidos durante essa operação. O policial federal é agente público e é passível de penalidade — criticou.
O senador destacou ainda relatos de uso de gás lacrimogêneo, que teria atingido crianças em uma escola. Para Plínio, a situação exige resposta imediata. Ele defendeu a realização de uma diligência do Senado para verificar as denúncias e acompanhar de perto a situação local.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Entra em vigor lei que estabelece política de recuperação da Caatinga
A Caatinga contará com um programa nacional para recuperação de sua vegetação. A lei que trata do assunto foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (11).
Já em vigor, a Lei 15.430/26 institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria um programa nacional com o mesmo nome.
O texto teve origem no Projeto de Lei (PL) 1990/24, apresentado pela ex-senadora Janaína Farias, atual prefeita de Crateús (CE), município na área da Caatinga. Após aprovação no Senado, a proposta foi aprovada na Câmara em 2025 com modificações, o que levou o projeto a nova análise no Senado.
A Caatinga é um bioma localizado exclusivamente no Brasil, abrangendo quase 11% do território do país, cobrindo áreas de diversos estados nordestinos. É caracterizada por condições climáticas extremas, com baixos índices de chuva e longos períodos de seca, tornando a região suscetível à desertificação e gerando vulnerabilidade ambiental e social.
O que diz a lei
Entre outras diretrizes, a nova lei prevê a atuação articulada entre União, estados, municípios e atores não governamentais na formulação e implementação de políticas públicas para a recuperação e uso sustentável dos recursos ambientais da região.
Ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, além de prevenção e controle de desmatamento, estão entre os instrumentos da Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, em âmbitos nacional e estadual.
São previstos ainda a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico voltados à conservação e ao uso sustentável dos recursos ambientais, e a participação da comunidade local na recuperação das áreas degradadas do bioma, entre outros instrumentos de ação.
Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado
Fonte: Câmara dos Deputados
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