Agro
Seafood Show Latin America 2025 reforça competitividade e geração de negócios no setor de pescado
A Seafood Show Latin America 2025, em sua quarta edição, consolidou-se como o maior evento da indústria de pescado da América Latina, reunindo profissionais, marcas e especialistas de todo o mundo. O evento acontece entre 21 e 23 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com uma programação que combina conteúdo, inovação e oportunidades de negócios.
Público qualificado e presença internacional
Em 2024, a feira recebeu 4 mil profissionais, com participação de 24 estados brasileiros e 18 países, além de visitantes internacionais e mais de 100 marcas expositoras. O evento se consolidou como uma arena de negócios estratégica, promovendo o consumo de pescado e conectando toda a cadeia produtiva, do processamento à comercialização de peixes, moluscos e crustáceos.
América Latina como hub emergente do pescado
Segundo a FAO/ONU, o consumo per capita de pescado na região é atualmente de 10,5 kg por ano, com projeção de crescimento de 33% até 2030. Apesar de exportações para Europa e Estados Unidos representarem boa parte das vendas externas, mais de 50% do comércio de pescado da América Latina acontece dentro do bloco regional.
Para Ricardo Torres, sócio da feira e editor-chefe da plataforma Seafood Brasil, a integração regional é fundamental diante de desafios externos:
“No momento em que o Brasil e outros países enfrentam as consequências do tarifaço de Donald Trump, torna-se ainda mais necessária a busca por uma sólida aliança regional. Juntos, somos um grande mercado produtor e consumidor, com potencial para reduzir a dependência de mercados convencionais.”
Arena Talks: conteúdo, networking e inovação
Durante os três dias do evento, a Arena Talks será o principal palco de conteúdo estratégico, abordando networking, desenvolvimento profissional, inovação e tendências do setor de pescado. Entre os palestrantes confirmados está Caio Camargo, especialista em inovação no varejo, com mais de 26 anos de experiência no setor.
Outro destaque será o painel de alimentação fora do lar, conduzido por Simone Galante, CEO da Galunion Consultoria, apresentando uma pesquisa inédita com tendências e insights estratégicos para bares, restaurantes e operadores.
Gastronomia, varejo e inovação na indústria
O evento também dará destaque à culinária oriental, com painel da Associação Brasileira da Gastronomia Japonesa (ABGJ), reunindo chefs e especialistas para discutir o uso do pescado na gastronomia Nikkei e outras vertentes da culinária japonesa.
Para o varejo, a Scanntech apresentará pesquisa exclusiva sobre comportamento do consumidor e tendências de mercado na América Latina.
Além disso, a feira promove concursos e premiações que valorizam profissionais e empresas do setor:
- 4ª edição do concurso “Os Melhores Peixeiros do Brasil”;
- Prêmio Seafood Innovation Show, destacando inovações em tecnologias, processos e práticas sustentáveis;
- 2º Campeonato Brasileiro de Sushi, reunindo os melhores sushimen do país;
- Seafood Service Show, arena gastronômica com demonstrações culinárias, sob curadoria da Abrasel.
Networking e celebração do setor
A Global Reception será o coquetel oficial da feira, reunindo expositores, autoridades, varejistas e profissionais de food service, e servirá como palco para a entrega das premiações e celebração das conquistas da indústria.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja oscila em Chicago à espera do USDA, enquanto mercado monitora clima nos EUA, petróleo e demanda global
O mercado internacional da soja iniciou esta quinta-feira (11) em compasso de espera, com os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operando próximos da estabilidade diante da expectativa pela divulgação do novo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerado um dos principais eventos para a formação de preços das commodities agrícolas.
Os investidores evitam assumir posições mais agressivas antes da publicação do relatório WASDE (World Agricultural Supply and Demand Estimates), que deve trazer atualizações para as estimativas de produção, estoques e consumo global de soja, além de novos números para os principais produtores mundiais, como Estados Unidos, Brasil e Argentina.
Mercado cauteloso após recuperação dos preços
Após encerrar a sessão anterior em alta, impulsionada por compras de oportunidade e pela valorização do petróleo, a soja voltou a apresentar movimentos limitados nesta manhã. Os contratos mais negociados oscilaram entre leves ganhos e perdas, refletindo a cautela dos participantes do mercado.
Na quarta-feira, os futuros da oleaginosa registraram recuperação após atingirem os menores níveis em aproximadamente quatro meses. O movimento foi impulsionado por ajustes técnicos e reposicionamento de carteiras antes do relatório oficial do USDA.
O contrato julho fechou a US$ 11,23 por bushel, com valorização de 0,83%, enquanto agosto encerrou cotado a US$ 11,27 por bushel, acumulando ganho de 0,80%.
Entre os derivados, o farelo de soja avançou para US$ 301,90 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja fechou em alta, acompanhando o comportamento do mercado energético internacional.
Expectativas para o relatório do USDA
As projeções do mercado apontam para ajustes moderados nos números divulgados pelo USDA em maio. A expectativa predominante é de uma leve redução nos estoques finais norte-americanos para a temporada 2026/27, refletindo uma demanda relativamente firme.
Analistas internacionais trabalham com uma estimativa de safra dos Estados Unidos próxima de 4,433 bilhões de bushels, praticamente estável em relação à projeção anterior. Já os estoques finais devem recuar marginalmente.
No cenário global, a expectativa é de aumento dos estoques mundiais de soja, que podem superar 125 milhões de toneladas. Os investidores também acompanham atentamente qualquer sinalização sobre o ritmo das importações chinesas, fator considerado determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda mundial.
Clima no Corn Belt segue no radar
Além do relatório, as condições climáticas nos Estados Unidos permanecem entre os principais direcionadores do mercado.
As previsões indicam chuvas favoráveis para importantes regiões produtoras do Corn Belt nas próximas semanas, cenário que tende a beneficiar o desenvolvimento das lavouras e limitar movimentos mais expressivos de alta.
Por outro lado, parte do suporte aos preços continua vindo da leve deterioração observada recentemente nas condições das lavouras americanas, o que mantém os agentes atentos à evolução do clima durante o período crítico de desenvolvimento das plantas.
Petróleo e tensões geopolíticas influenciam as commodities
O mercado também acompanha os desdobramentos das tensões no Oriente Médio. A escalada dos conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã trouxe volatilidade aos mercados globais nos últimos dias e impactou diretamente o setor de energia.
A valorização recente do petróleo contribuiu para sustentar o complexo soja, especialmente o óleo de soja, devido à sua forte ligação com a produção de biodiesel. Embora os contratos do petróleo apresentem ajustes nesta quinta-feira, o cenário geopolítico segue adicionando um componente extra de risco às negociações.
Brasil mantém protagonismo na oferta mundial
Enquanto o mercado internacional aguarda os novos números do USDA, o Brasil segue consolidando sua posição como principal fornecedor global da oleaginosa.
As expectativas indicam que o departamento norte-americano poderá elevar novamente sua estimativa para a safra brasileira 2025/26, atualmente projetada em torno de 180 milhões de toneladas, reforçando o potencial recorde da produção nacional.
Na Argentina, também são esperadas revisões positivas para a colheita, refletindo melhores condições produtivas observadas ao longo do ciclo.
Mercado físico apresenta comportamentos regionais distintos
No mercado brasileiro, os preços permanecem influenciados pela logística, pelo ritmo das exportações e pela necessidade de abertura de espaço nos armazéns para a chegada do milho segunda safra.
No Rio Grande do Sul, a colheita da safra de verão foi concluída, com produtividade média próxima de 2,9 toneladas por hectare. Em algumas regiões, cooperativas registraram valorização da soja, enquanto os preços portuários apresentaram leve recuo.
No Paraná, a produção foi consolidada em aproximadamente 21,7 milhões de toneladas, uma das maiores da história do estado. O elevado volume armazenado continua pressionando a capacidade dos silos e exigindo maior eficiência logística.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o mercado segue atento ao avanço da comercialização da safra e à dinâmica das exportações. A necessidade de liberar espaço para o milho safrinha continua sendo um fator importante para as negociações dos produtores.
Perspectiva para os próximos dias
A divulgação do relatório do USDA deverá definir a direção dos preços internacionais no curto prazo. Caso os números confirmem estoques mais apertados nos Estados Unidos ou indiquem uma demanda global mais robusta, o mercado poderá encontrar suporte adicional.
Por outro lado, estoques mundiais mais elevados, clima favorável no cinturão agrícola norte-americano e perspectivas de grandes safras na América do Sul tendem a limitar movimentos mais consistentes de valorização.
Diante desse cenário, produtores, exportadores e investidores seguem acompanhando atentamente os indicadores de oferta e demanda, além dos fatores climáticos e geopolíticos que continuam moldando o comportamento do mercado global da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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