Agro
Fórum Nacional do Leite discute produtividade e modernização do setor
Brasília vai sediar, nos próximos dias 24 e 25, a 3ª edição do Fórum Nacional do Leite. O evento, que será realizado na sede da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) deve reunir produtores, técnicos, lideranças políticas e empresariais para debater caminhos de modernização da cadeia leiteira brasileira.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de leite, com cerca de 35 bilhões de litros ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O setor envolve mais de 1 milhão de propriedades rurais e gera renda para aproximadamente 4 milhões de pessoas, consolidando-se como uma das principais atividades do agronegócio nacional. Apesar da relevância, enfrenta gargalos de eficiência, custos de produção elevados e forte concorrência internacional.
A proposta do Fórum é discutir soluções para esses entraves, conectando produtores, empresas e entidades do setor. Entre os temas em pauta estão a valorização do leite como alimento saudável, a atualização da legislação, estratégias de produtividade, crédito rural e sustentabilidade das fazendas leiteiras. O evento também contará com a presença de autoridades políticas ligadas ao setor agropecuário.
Promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), o encontro tem como mote “Nosso leite e suas histórias” e busca aproximar a cadeia produtiva de políticas públicas e novas tecnologias.
Serviço
Local: Embrapa – Brasília (DF)
Data: 24 e 25 de setembro de 2025
Outras informações clique aqui
Fonte: Pensar Agro
Agro
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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