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Governo do Estado apresenta avanços no Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico

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O Governo do Paraná apresentou aos membros do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia nesta terça-feira (16), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, os principais avanços do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico, que em 2025 soma R$ 534,5 milhões. Entre os destaques, as novas funcionalidades do Sistema de Gestão e Controle de Execução de Projetos (Sigcep), utilizado para gerenciar a execução técnica e financeira dos projetos financiados.

A gestão é realizada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio da Unidade Executiva do Fundo Paraná (UEF), em conformidade com a Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná. Os recursos são constitucionais e correspondem a 2% da arrecadação tributária estadual.

Os recursos também são aplicados pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), Fundação Araucária, Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O Sigcep ganhou um visual mais moderno e intuitivo, cadastro de projetos guiado passo a passo, relatórios personalizados e módulo de administração que dá mais flexibilidade aos gestores.

Entre as inovações, estão o fluxo financeiro digitalizado, a validação automática de repasses, o cadastro em lote de bolsistas, a assinatura eletrônica de documentos e a centralização da prestação de contas, inclusive de obras. O sistema também passou a alimentar automaticamente a página de transparência da Seti, assegurando mais visibilidade e segurança das informações.

A prestação de contas também foi atualizada, com padronização de procedimentos entre as instituições que operam os recursos, anexação digital de documentos e monitoramento descentralizado. O acompanhamento pode ser feito em tempo real no Sigcep e em módulos específicos voltados para os membros do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do Paraná, facilitando a demonstração de resultados e impactos dos projetos apoiados. O novo modelo busca acelerar a execução orçamentária e aumentar a transparência.

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Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, as melhorias implementadas refletem o compromisso do governo com a excelência na gestão pública. “Estamos investindo em modernização contínua para aplicar os recursos com máxima eficiência, fortalecendo a pesquisa científica e posicionando o Paraná como polo nacional de produção de conhecimento”, afirmou.

DIVERSIFICAÇÃO DE BOLSAS – Outro ponto discutido na reunião foi uma proposição para novas modalidades de bolsas-auxílio, que ampliam as possibilidades de apoio com recursos do Fundo Paraná. O intuito é implementar até 14 modalidades, incluindo bolsas para coordenadores de programas e projetos, professores pesquisadores, profissionais recém-formados, profissionais graduados, pesquisadores independentes, empreendedores tecnológicos, extensão tecnológica e formação avançada, entre outras.

Os conselheiros indicarão representantes das respectivas instituições para discutir e validar, até o final deste ano, a minuta de resolução apresentada na reunião. A medida assegura alinhamento institucional e participação ativa dos diferentes atores do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia do Paraná no processo de atualização dos normativos.

GESTÃO EFICIENTE – A coordenadora da Unidade Executiva do Fundo Paraná, Erika Juliana Dmitruk, destacou a simplificação dos processos como um avanço significativo para os gestores. “A automação de processos confere mais transparência às operações, elevando o padrão de governança para que os gestores possam focar no desenvolvimento dos projetos”, explicou.

“As novas ferramentas proporcionam mais controle operacional, reduzem a burocracia e tornam o fluxo de trabalho mais ágil para todas as instituições envolvidas”, disse ela.

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A coordenadora também enfatizou a evolução na metodologia de apoio às instituições beneficiárias dos recursos. “É importante destacar a adoção de pontos focais, a utilização de orientações formais em notas técnicas, orientações técnicas e ofícios circulares, que trouxeram um salto na qualidade dos projetos apresentados e reduziram significativamente a necessidade de correções”, complementou.

“A transformação digital do Fundo Paraná, com as melhorias no sistema de gestão e os novos módulos de controle, consolida uma prestação de contas baseada em impactos e resultados”, acrescentou Erika.

PESQUISA – Durante a reunião do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, representantes das instituições que operam recursos do Fundo Paraná apresentaram a prestação parcial de contas relativa aos projetos e valores aplicados em 2025.

Entre as ações está a Pesquisa de Impacto dos Recursos do Fundo Paraná sobre a Economia Paranaense (2023-2024), conduzida pelo Ipardes, que mensurou os efeitos desses recursos sobre a economia estadual, considerando indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB), a massa de remunerações, a arrecadação de impostos e a geração de empregos.

Os resultados do estudo demonstram a relevância do Fundo Paraná como um instrumento de desenvolvimento científico e econômico. Em 2023, por exemplo, os recursos aplicados representaram um acréscimo de R$ 293 milhões no PIB estadual e possibilitaram a geração de cerca de 3.700 empregos.

No ano seguinte, em 2024, o impacto chegou a R$ 364 milhões no PIB do Paraná, com a geração de aproximadamente 4.500 empregos, além de crescimento expressivo na massa salarial e no recolhimento de tributos.

Fonte: Governo PR

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Clubes de protagonismo incentivam autonomia e criatividade de alunos na rede estadual

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Estudantes mais responsáveis, criativos e comunicativos. Esse é o resultado observado por diretores, professores e pais de alunos que participam de clubes de protagonismo, iniciativa presente nas escolas do Programa Paraná Integral, da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).

Os clubes de protagonismo são espaços de aprendizagem e socialização propostos e coordenados pelos próprios estudantes, que se reúnem em momentos de lazer, integração e compartilhamento de interesses. Esportes, leitura, culinária, música, artesanato, jogos matemáticos, unhas e penteados, miçangas e dobraduras são só alguns exemplos de temáticas de clubinhos encontrados em diferentes regiões do Estado, nas escolas estaduais que ofertam a Educação em Tempo Integral.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, um dos objetivos do clube é permitir que o estudante esteja no centro da própria aprendizagem. “O clube de protagonismo é um espaço onde o estudante pode desenvolver a própria autonomia e compartilhar interesses que possui em comum com os colegas fora de sala de aula, fazendo com que todos os momentos dentro da escola tenham caráter pedagógico. A ideia é que o aluno se torne protagonista do próprio desenvolvimento, e, de fato, temos visto jovens criarem mais liderança, responsabilidade e criatividade por meio dos clubes”, afirma.

Organizados pelos próprios alunos, com apoio das equipes pedagógicas, os clubes de protagonismo se reúnem em espaços específicos das escolas, como quadras esportivas e laboratórios de informática. As reuniões ocorrem após o horário de almoço dos estudantes, que permanecem na escola durante o turno Integral.

AUTONOMIA E PERTENCIMENTO – O incentivo à autonomia e ao protagonismo juvenil é um dos diferenciais do Programa Paraná Integral. Em componentes curriculares como Projeto de Vida, por exemplo, os estudantes são incentivados a estabelecer metas e definir sonhos pessoais e profissionais.

A partir desse levantamento, professores e gestão escolar identificam áreas de interesse comum ou individual dos estudantes, o que pode dar origem a clubes de protagonismo. Na maior parte dos casos, a ideia parte dos próprios alunos, que podem sugerir a criação de novos clubes a qualquer momento. Os proponentes devem elaborar um plano de ação que, após aprovação da respectiva equipe pedagógica responsável, norteará as atividades do clube.

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“Os clubes de protagonismo têm o objetivo de valorizar as habilidades que os estudantes possuem, e que, ao mesmo tempo, desejam compartilhar com os demais colegas, para que também desenvolvam essas habilidades. Por isso, o clube de protagonismo deve partir, sempre, do interesse do estudante, tendo o acompanhamento da equipe pedagógica como apoio”, explica a coordenadora do Programa Paraná Integral, Marytta Rennó.

NA PRÁTICA – Na Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos, em Santa Amélia, no Norte Pioneiro, estudantes organizaram um clube de Jogos Matemáticos, com o objetivo de ajudar colegas que apresentavam dificuldade no componente.

Hoje, a iniciativa conta com dez alunos de diferentes séries, que se reúnem duas vezes por semana para resolver problemas e disputar jogos de mesa, com foco no desenvolvimento de habilidades de concentração e raciocínio lógico.

“O clube funciona no intuito de auxiliar e realçar a aprendizagem que nossos professores de Matemática nos passam. Temos jogos de tabuleiro, atividades práticas e listas de exercícios”, conta o estudante Lucas Emanuel Pereira de Almeida, 13 anos, aluno líder do clube. “Enquanto estudante, o clube contribuiu para o desenvolvimento do meu raciocínio lógico e da minha socialização, porque eu tinha muita vergonha de falar na frente dos colegas e explicar as matérias”, acrescenta.

Os membros do clube chegaram a fabricar os próprios jogos matemáticos de tabuleiro, e foram convidados a apresentar os resultados do trabalho na Feira de Inovação e Protagonismo Estudantil (Fipe), evento sediado em Foz do Iguaçu, no Oeste, em setembro do ano passado.

Além do clube de Jogos Matemáticos, estudantes da Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos mantêm clubinhos de Leitura, Beleza, Cinema e Futsal, que, se somados, mobilizam cerca de 80 estudantes.

A diretora da escola, Paula Pagliaci, aponta que a presença dos clubes de protagonismo traz benefícios para toda a comunidade escolar. “Os clubes de protagonismos contribuem para a melhoria do clima escolar, da convivência e das relações interpessoais. As atividades promovem integração entre os alunos, incentivam a participação ativa, o respeito, a cooperação e o senso de pertencimento. Além disso, proporcionam um ambiente acolhedor e organizado no período do almoço, favorecendo o desenvolvimento integral dos estudantes”, relatou.

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O mesmo ocorre no Colégio Estadual Nossa Senhora da Conceição, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Estudantes do Ensino Fundamental mantêm os clubes Miçangas e Dobraduras, Pé de Vento – focado na prática do futsal – e Shadowcraft, no qual os alunos praticam o jogo eletrônico Minecraft.

“A participação no clube de protagonismo torna os estudantes mais proativos, independentes e autônomos. Ao participarem das atividades, eles passam a compreender melhor suas responsabilidades e seu papel dentro do ambiente escolar”, disse a diretora da escola, Lozangela Calado.

Segundo ela, com o sucesso dos clubes de protagonismo, outros grupos de alunos estão se mobilizando para a criação de novos clubinhos na escola, já a partir das próximas semanas.

“Quando os demais alunos observam o envolvimento e a participação ativa dos estudantes protagonistas, desperta-se um sentimento de pertencimento e motivação para também participarem mais da rotina escolar. Quanto maior o engajamento dos protagonistas, maior tende a ser o envolvimento dos demais colegas”, finalizou.

PROGRAMA PARANÁ INTEGRAL – O Programa Paraná Integral (PPI) é uma iniciativa da Seed-PR que visa ampliar a jornada escolar, proporcionando aos alunos maior aprendizado e desenvolvimento. Ao todo, 485 escolas estaduais integram o PPI atendendo mais de 99 mil estudantes paranaenses com a Educação em Tempo Integral, modelo que cresceu 500% em seis anos – em 2020, eram apenas 82 escolas e cerca de 15 mil alunos matriculados.

A Educação em Tempo Integral se diferencia pela ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola, com jornadas que variam entre 35 e 45 horas semanais. O modelo permite o desenvolvimento de atividades complementares acadêmicas, culturais, esportivas e socioemocionais. Além disso, as escolas do PPI aliam os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a unidades curriculares diversificadas, que podem ser ofertadas de forma obrigatória ou eletiva (opcional).

A ampliação da jornada também impacta a rotina de alimentação escolar. Por permanecerem mais tempo na escola, os estudantes da Educação em Tempo Integral recebem cinco refeições gratuitas ao longo do dia, incluindo café da manhã, almoço e lanches nos intervalos.

Fonte: Governo PR

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