Paraná
Obras do Estado ajudam a impulsionar setor da construção civil, destaca o vice-governador
O vice-governador Darci Piana destacou nesta terça-feira (16), na abertura da 3ª edição da ExpoMatcon, maior evento do varejo de material de construção do Paraná, que as obras do Governo do Estado, como a construção de mais de 100 mil moradias pelo programa Casa Fácil Paraná, ajudam a impulsionar a construção civil paranaense, tanto na indústria quanto no varejo.
“O Paraná tem o maior programa habitacional do País, com mais de 100 mil casas sendo construídas em todas as regiões, que junto a outras obras ajudam a desenvolver o setor da construção”, disse Piana. “O comércio de materiais de construção é muito relevante no Estado, gera muitos empregos, também contribuindo com o crescimento da nossa economia”, acrescentou.
A feira é promovida pelo Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista do Paraná (Simaco-PR), em parceria com o Sebrae/PR. Ela acontece de 16 a 18 de setembro, no Expotrade Convention Center, em Pinhais (RMC), e deve reunir 5 mil lojistas e mais de 120 marcas expositoras.
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O setor de material de construção no Paraná mantém crescimento e relevância no cenário nacional. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Anamaco, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) referentes a 2024, o Estado registrou 11.641 lojas no ano passado. O aumento foi de 1,13% em relação ao ano anterior, a maior alta entre os estados da região Sul.
O Sul concentra 18,6% das lojas brasileiras do setor, totalizando 29.595 estabelecimentos. Paraná e Rio Grande do Sul respondem juntos por 72,6% desse volume, evidenciando a importância da região para o varejo de material de construção.
“É um setor que tem um futuro promissor, com inovações e qualificação de seus funcionários. Tanto o varejo quanto a indústria da construção civil geram muitos empregos e são responsáveis por um dos maiores PIBs do nosso País”, ressaltou o presidente do Simaco-PR, Adenilson Milani. “Estamos lutando para que nosso futuro seja ainda mais promissor, e o bom desempenho econômico do Paraná contribui para esse futuro”.
O EVENTO – A feira oferece lançamentos de produtos, negociações comerciais e oportunidades de networking. Segundo os organizadores, a expectativa é que a feira gere oportunidades de negócios diretos entre lojistas e fabricantes de todo o país.
Entre os destaques do evento está a Arena do Conhecimento, espaço para demonstração prática de produtos como tintas, impermeabilizantes, ferramentas e sistemas de fixação, permitindo que os visitantes conheçam os diferenciais de cada item diretamente com as equipes técnicas das indústrias.
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Além das negociações diretamente com os fornecedores nos estandes, a feira também vai contar com uma rodada de negócios, promovida em parceria com o Sebrae-PR, que terá foco em soluções tecnológicas e estratégicas para as lojas. O objetivo é aproximar lojistas e fornecedores de serviços com propostas específicas para o varejo.
PRESENÇAS – Também acompanharam a solenidade o diretor-técnico do Sebrae-PR, César Reinaldo Risseti; e os deputados estaduais Gugu Bueno, Márcia Huçulak e Márcio Pacheco.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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