Brasil
Usina Hidrelétrica Juruena inicia operação e fortalece matriz renovável no Brasil
A Usina Hidrelétrica Juruena (UHE Juruena), localizada no rio Juruena, em Campos de Júlio (MT), entrou em operação comercial, na última quarta-feira (3/09). O empreendimento, que faz parte do programa Novo PAC do Governo Federal, conta com 50 megawatts (MW) de potência instalada e amplia a oferta de geração no Sistema Interligado Nacional (SIN).
“A entrada em operação da Usina Hidrelétrica Juruena marca um momento especial para o setor energético brasileiro. Ela simboliza a retomada da hidreletricidade no Brasil e reforça nosso compromisso com uma matriz cada vez mais limpa e sustentável. O Governo Federal, por meio do Novo PAC, mostra mais uma vez que está trabalhando para garantir energia de qualidade para todas as brasileiras e brasileiros”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Com investimento aproximado de R$ 334 milhões, a usina dispõe de tecnologia moderna em suas turbinas e subestações, reforçando a capacidade de geração sustentável, desenvolvimento regional, geração de empregos e fortalecimento do setor elétrico nacional. A infraestrutura inclui uma barragem de terra de 600 metros de extensão, canal de adução de 1,3 km e duas turbinas Kaplan horizontais, que operam com eficiência em usinas de baixa queda e alto volume de água, de 25 MW cada.
A UHE Juruena comercializou energia no 34º Leilão de Energia Nova e tem contratos de fornecimento até 2054 com distribuidoras do Pará e do Maranhão. A obra movimentou a economia regional com a geração de mais de 1.800 empregos diretos e demandou 88 mil m³ de concreto e 5 mil toneladas de aço em sua construção.
O licenciamento ambiental, conduzido pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA-MT), inclui ações de compensação socioambiental, como o plantio de 42 mil mudas de espécies nativas da região.
A UHE Juruena representa mais um marco de desenvolvimento sustentável e inovação no setor elétrico nacional. É a continuidade da implantação de hidrelétricas no País.
Histórico
Em outubro deste ano, com a realização do leilão de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e Usinas Hidrelétricas (até 50 MW), foi retomada da indústria hidrelétrica no Brasil. O Leilão de Energia Nova A-5, que seguiu as diretrizes do MME e foi operacionalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE), contratou 815,6 MW de 65 novas usinas, com investimento estimado de R$ 8 bilhões.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Ministério da Saúde amplia acordo nacional para destravar obras públicas e ativar unidades de saúde
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta terça-feira (9) um Acordo de Cooperação Técnica para destravar obras públicas. A iniciativa vai promover atuação integrada para solucionar a paralisação de empreendimentos em saúde e educação por decisões judiciais e administrativas. O objetivo é transformar obras paradas em equipamentos públicos e ampliar o acesso da população a serviços essenciais.
O acordo reúne o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), os ministérios da Saúde e da Educação, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).
“O Brasil foi extremamente ousado ao construir o maior sistema público, universal e gratuito de saúde do mundo em um país com dimensões continentais, profundas desigualdades regionais e responsabilidades compartilhadas entre os três níveis de governo. Quando uma obra fica paralisada, não é apenas uma construção que deixa de ser concluída. É a ausência de um leito hospitalar, de uma unidade de saúde, de uma sala de vacinação ou de uma equipe mais próxima das pessoas. Retomar essas obras significa ampliar o acesso ao cuidado e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) onde a população mais precisa”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A parceria prevê o compartilhamento de informações, a integração de bases de dados, o desenvolvimento de estudos e a definição de estratégias conjuntas para ampliar a eficiência e a segurança jurídica dos processos relacionados às obras públicas. A governança das ações será coordenada pelo CNJ e contará com acompanhamento contínuo das instituições participantes.
No âmbito do acordo, o Ministério da Saúde contribuirá com dados e informações sobre obras financiadas pela pasta, apoiando a identificação, a priorização e o monitoramento dos empreendimentos paralisados. A participação do ministério também inclui a construção de soluções para viabilizar a retomada das obras e ampliar o acesso da população aos serviços do SUS.
Mais de 970 obras da saúde já foram regularizadas
A adesão ao ACT reforça ações já desenvolvidas pelo Ministério da Saúde por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde, instituído em 2024 para regularizar, concluir e colocar em funcionamento estruturas assistenciais financiadas com recursos federais.
Até aqui, foram identificadas 5.652 obras elegíveis em todo o país. Dessas, 974 já foram reativadas ou repactuadas, o que permitiu ampliar a capacidade de atendimento da rede pública de saúde. Para apoiar essas ações, o Ministério da Saúde repassou mais de R$ 20,3 milhões no âmbito do pacto. Atualmente, centenas de empreendimentos seguem em diferentes etapas de regularização, monitoramento e retomada.
Entre as obras contempladas estão Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Academias da Saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centrais de Rede de Frio e Centros Especializados em Reabilitação, estruturas essenciais para fortalecer a assistência à população nos municípios brasileiros.
Nova repasse de R$ 24,6 milhões vai beneficiar 189 empreendimentos
Como parte da estratégia de retomada, o Ministério da Saúde fará, em 12 de junho, o repasse de R$ 24,6 milhões para 189 obras distribuídas em todo o país. A iniciativa integra o conjunto de ações do Governo do Brasil para ampliar a infraestrutura do SUS, reduzir o número de obras paralisadas e garantir que equipamentos de saúde financiados com recursos públicos sejam efetivamente entregues à população. A medida também busca descentralizar o acesso aos serviços de saúde, com a implantação de novas estruturas em regiões historicamente desassistidas.
O esforço se soma aos investimentos do Novo PAC Saúde, que já destinou R$ 34,7 bilhões para obras, equipamentos e veículos em todo o país. Entre as ações previstas estão a construção de 2.605 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 336 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 100 policlínicas, além da entrega de 4.643 ambulâncias do SAMU 192 e 922 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs).
Rafaelle Pereira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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