Brasil
MME debate papel dos minerais estratégicos na crise climática e na transição energética
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quinta-feira (11/09), do seminário “Minerais críticos e a crise climática: oportunidades, impactos, desafios e riscos”, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. O debate destacou a importância de minerais essenciais para a transição energética, como lítio, níquel, grafita e terras raras, cada vez mais estratégicos e disputados no cenário internacional, por viabilizarem tecnologias como baterias, turbinas eólicas e painéis solares.
Representando o MME, o coordenador-Geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética do Setor Mineral, Gustavo Masili, destacou os fatores que têm colocado os minerais estratégicos no centro das atenções nos últimos anos.
“A modernização impulsionada pela transição energética, que demanda cada vez mais minerais estratégicos, somada ao crescimento no consumo de equipamentos e tecnologias, vem ampliando de forma significativa a necessidade por esses insumos e até criando mercados para minerais que antes não tinham relevância. Os carros elétricos são um exemplo claro: além de expandirem a demanda, exigem o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas. Diante desse cenário, o mundo precisa urgentemente aumentar a oferta global de minerais estratégicos, e o Brasil está preparado para contribuir de maneira decisiva, não apenas fornecendo esses recursos, mas também agregando valor à sua produção”, esclareceu.
O Brasil, que dispõe de reservas expressivas desses minerais e de uma das matrizes energéticas e elétricas mais limpas entre as grandes economias, aparece em posição privilegiada para contribuir com a mitigação das mudanças climáticas e liderar essa nova etapa de desenvolvimento sustentável.
O debate contribuiu com o subsídio do Parlamento para a formulação de políticas públicas e na análise de projetos como o “Lítio Verde”, já aprovado na Câmara e em tramitação no Senado.
Para especialistas, a expansão da mineração precisa vir acompanhada de inovação tecnológica, agregação de valor e salvaguardas socioambientais, de modo que os países detentores das reservas não repitam o papel de meros fornecedores de commodities, mas transformem seu potencial mineral em motor de desenvolvimento justo e inclusivo.
O encontro reuniu representantes do governo, academia, setor privado e sociedade civil.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Governo do Brasil anuncia ações para fortalecer proteção ambiental e enfrentar mudanças climáticas
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta quarta-feira (10), da cerimônia em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um conjunto de ações para fortalecer a proteção ambiental, enfrentar a mudança do clima e impulsionar o desenvolvimento sustentável no País. O evento, que ocorreu no Palácio do Planalto e celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente, reuniu ministros, autoridades e representantes da sociedade civil.
Durante a cerimônia, o Governo do Brasil apresentou medidas voltadas à conservação dos biomas brasileiros, à ampliação do reconhecimento dos serviços ambientais prestados por comunidades tradicionais e à preparação do País para os desafios da transição ecológica e da adaptação climática.
Um dos principais atos foi a sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga que, acompanhada do lançamento do Programa Recaatingar, passa a contar com aporte inicial de R$ 60 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste (BNB). Além disso, foi anunciada a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), investimentos voltados para a agenda ambiental brasileira, além de outras ações.
Segundo Luciana Santos, a participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reforça a importância da produção científica e da inovação tecnológica para subsidiar políticas públicas de proteção ambiental, monitoramento dos biomas, enfrentamento dos eventos climáticos extremos e desenvolvimento de soluções sustentáveis para o País. “A ciência, a tecnologia e a inovação têm papel decisivo na construção de um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. O conhecimento científico é fundamental para orientar políticas públicas e gerar soluções para os desafios climáticos do presente e do futuro”, destacou.
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