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Iniciativa reuniu equipes de servidores do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais e do Instituto Brasília Ambiental

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Entre os dias 25 e 30 de agosto, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promoveu uma visita técnica em unidades de conservação (UCs) federais para apresentar processos e diretrizes de implementação da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) a servidores de órgãos ambientais estaduais.

A iniciativa reuniu equipes de servidores do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais e do Instituto Brasília Ambiental, que tiveram a oportunidade de aprender sobre os aspectos teóricos e práticos da sinalização de trilhas nas APA do Planalto Central e na Floresta Nacional de Brasília. O grupo mineiro também realizou uma visita técnica de dois dias no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com percurso da Travessia das Sete Quedas, uma das trilhas de longo curso pioneiras e campo de testes da RedeTrilhas.

As atividades fazem parte de uma estratégia de capacitação e integração entre os diferentes órgãos que compõem o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), coordenado pelo MMA. “Capacitações e vivências como essa possibilitam um intercâmbio de experiências e aprendizados que a mera teoria ou leitura de um manual não são capazes de oferecer”, afirmou o diretor Departamento de Áreas Protegidas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Pedro Cunha e Menezes. “Os participantes aprendem fazendo e têm a oportunidade de conhecer produtos acabados e bem-sucedidos de uso público, que podem servir de referência para as UCs sob sua responsabilidade”, concluiu. 

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As UCs visitadas são conectadas pela Trilha de Longo Curso Nacional Caminho dos Goyazes, que possui extensão planejada de 1,4 mil quilômetros entre Goiás e o Distrito Federal. 

O Caminho dos Goyazes está em implementação e é composto por seis trilhas regionais menores: Caminho de Cora Coralina, Giro dos Povoados, Rota do Rio Areias, Caminhos do Planalto Central, Caminho dos Veadeiros e Caminho de Santana. Cada trilha possui sua pegada e gestão própria e o final de uma coincide com o início de outra.

Voluntários das trilhas Caminhos do Planalto Central e Caminho dos Veadeiros também estiveram presentes para auxiliar as atividades e compartilhar a perspectiva da sociedade civil engajada na implementação da RedeTrilhas.

Para a gerente do Parque Estadual de Grão Mogol, em Minas Gerais, Débora Mendes Guedes, a iniciativa é essencial para a integração entre as UCs, sobretudo para que as trilhas de longo curso “estejam bem sinalizadas, de forma correta, com sinergia”.

RedeTrilhas 

Criada pelo governo federal, a RedeTrilhas impulsiona a conexão das unidades de conservação do país, a partir da instituição de roteiros integrados que fortalecem a conservação da biodiversidade e a conexão entre as mais diversas paisagens do Brasil. Com isso, promove a proteção da biodiversidade, o ecoturismo, o fortalecimento da economia local e o lazer em contato com a natureza. A iniciativa é coordenada pelo MMA, em conjunto com o ICMBio e o Ministério do Turismo.

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Saiba mais sobre a RedeTrilhas aqui.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Centro de Informação em Saúde e Clima passa a operar em Porto Alegre (RS) e reforça o monitoramento de riscos climáticos e sanitários

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O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) de Porto Alegre (RS) passou a operar nesta sexta-feira (10). A unidade monitora riscos relacionados a eventos climáticos, incluindo os impactos associados ao El Niño, por meio da integração de informações climáticas, epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas. As análises subsidiam a preparação e a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos órgãos de proteção e defesa civil em períodos de maior risco. 

Porto Alegre integra uma rede de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que também contará com unidades em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Santarém (PA) e Salvador (BA). Na Amazônia Legal, o monitoramento é realizado pelo Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho (RO), com atuação voltada especificamente para a região 

“O Centro de Informação em Saúde e Clima de Porto Alegre, integrado a essa rede nacional, vai produzir informações que permitirão aos profissionais de saúde se prepararem melhor. Também ajudará no planejamento das unidades de saúde e permitirá que a população compreenda como o clima pode afetar a saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Os centros monitoram eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar. As informações produzidas permitem identificar áreas mais vulneráveis e apoiar o planejamento de ações de vigilância, a organização dos serviços de saúde e a comunicação de riscos. 

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Em Porto Alegre, o acompanhamento será voltado principalmente para chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa, níveis dos rios e episódios de calor extremo. As atividades também buscam reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a resposta, com mobilização mais rápida de equipes, insumos e ações de comunicação para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis. 

A metodologia utilizada pelos CISCs tem como referência experiências brasileiras de integração entre saúde e clima, como o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O modelo foi adaptado às características e às necessidades de cada território. 

El Niño deve intensificar eventos climáticos extremos no Brasil 

O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. De acordo com a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos), há mais de 90% de chance de o fenômeno continuar nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. 

Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário aumenta a possibilidade de ocorrência de ondas de calor, períodos de estiagem e maior risco de incêndios florestais em áreas mais secas. 

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No Sul do país, incluindo Porto Alegre, a previsão indica maior probabilidade de chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa e episódios de calor extremo. Por isso, o monitoramento realizado pelo CISC considera indicadores como precipitação acumulada, níveis dos rios, risco hidrológico e excesso de calor para apoiar o planejamento das ações de saúde. 

Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, mas os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada. Nos últimos eventos, como em 2023/2024, foram observados períodos de calor extremo e déficit de chuvas em grande parte do país, enquanto o Sul enfrentou episódios de chuvas intensas e enchentes de grande magnitude. 

Entre as ferramentas que apoiam esse monitoramento no Brasil está o Painel de Excesso de Calor do Ministério da Saúde, que acompanha diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações produzidas pelo painel auxiliam na identificação de áreas com maior risco para a saúde e apoiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso. 

Amanda Milan
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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