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Agro

Varejo Brasileiro Cai 1,4% em Agosto e Mantém Três Meses Seguidos de Queda

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Queda Real Contrasta com Crescimento Nominal

O faturamento do varejo teve retração de 1,4% em termos reais (descontada a inflação) na comparação com agosto de 2024. Apesar disso, em termos nominais, que não consideram o efeito da inflação, houve alta de 3,5%.

O resultado reforça uma tendência já observada em outros indicadores, como a desaceleração do PIB no segundo trimestre: mesmo com aumento no valor transacionado, o volume real de vendas continua pressionado pela alta de preços.

Desempenho dos Macrossetores do Varejo
  • Serviços: queda de 1,8%, influenciada pelo recuo de bares e restaurantes, apesar dos resultados positivos em turismo e transporte.
  • Bens não duráveis: retração de 0,4%, com destaque para supermercados e hipermercados. A alimentação dentro do domicílio apresentou deflação, sinalizando ajuste de demanda.
  • Bens duráveis e semiduráveis: queda mais intensa, de 4,1%, puxada por móveis, eletrodomésticos e materiais de construção.

O único destaque positivo foi o setor de turismo e transporte, impulsionado principalmente por postos de combustíveis e pelo aumento da mobilidade, ainda que os preços de combustíveis tenham recuado em agosto em relação a julho.

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Inflação Pesa nas Compras

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,14% em agosto, a primeira em mais de dois anos. Ainda assim, no acumulado de 12 meses, a inflação segue em 4,95%.

Entre os grupos que mais impactaram o resultado:

  • Habitação: queda de 1,13%, com destaque para energia elétrica residencial (-4,93%);
  • Alimentação e bebidas: retração de 0,53%, puxada por alimentos no domicílio (-1,02%);
  • Transportes: queda de 0,47%, com recuo em combustíveis (-1,18%) e passagens aéreas (-2,59%).

De acordo com o ICVA, a inflação do varejo ampliado acumulada em 12 meses ficou em 5,0% em agosto, abaixo dos 5,3% de julho.

Diferenças Regionais no Varejo

Segundo o ICVA deflacionado, os resultados por região em agosto foram:

  • Sudeste: -1,0%
  • Sul: -2,3%
  • Centro-Oeste: -2,7%
  • Nordeste: -1,1%
  • Norte: -4,0%

Em termos nominais (sem considerar a inflação), todas as regiões registraram crescimento: Sudeste (+4,0%), Sul (+3,4%), Nordeste (+2,8%), Centro-Oeste (+2,3%) e Norte (+1,3%).

E-commerce Mantém Expansão

No recorte por canal de vendas, os números mostram crescimento em ambos os formatos:

  • E-commerce: alta nominal de 3,9%;
  • Vendas presenciais: avanço de 3,4%.
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Consumidor Mais Cauteloso

Para Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, os dados reforçam um padrão de cautela.

“Agosto reforça a tendência de crescimento nominal com queda real no varejo brasileiro, evidenciando o impacto da inflação sobre o consumo e a cautela do consumidor. Setores como Turismo e Transporte seguem em destaque positivo, enquanto Supermercados e Hipermercados parecem começar a sentir uma desaceleração no consumo”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

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Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

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Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

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Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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