Agro
Tecnologia embarcada transforma o transporte no agronegócio brasileiro
Crescimento da tecnologia embarcada no campo
O uso de tecnologias embarcadas em veículos agrícolas tem avançado de forma expressiva no Brasil, trazendo ganhos em segurança, precisão e conectividade. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a expectativa é de que esse movimento impulsione ainda mais o desenvolvimento de novos maquinários voltados ao agronegócio já em 2026.
Esse avanço tem se consolidado com a utilização de rotogramas inteligentes e sistemas de navegação offline, que permitem traçar rotas dentro das propriedades rurais. Baseados em imagens de drones e georreferenciamento, esses trajetos são planejados previamente e transmitidos automaticamente aos veículos, sem necessidade de conexão à internet ou intervenção manual durante a condução.
Produtores lideram percepção de valor
Segundo a pesquisa SAE Brasil Caminhos da Tecnologia no Agronegócio, realizada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 60% dos produtores rurais já enxergam a tecnologia embarcada como vital para suas operações.
O levantamento mostra ainda que, para os agricultores, a relevância desses sistemas já supera fatores tradicionais, como serviços de pós-venda e custos de aquisição, ocupando o terceiro lugar entre os temas mais importantes para fabricantes. Já entre os representantes da indústria, 38% compartilham dessa percepção.
Inteligência a favor do motorista
Para Braulio de Carvalho, CEO da empresa mineira Maxtrack, que atua há mais de 25 anos no desenvolvimento de soluções para transporte, a demanda por dispositivos de monitoramento tende a crescer no setor rural.
Segundo ele, as tecnologias embarcadas atuam como verdadeiros copilotos digitais, oferecendo instruções em tempo real, alertas de desvios, orientação por voz e cálculo automático da velocidade ideal em curvas sinuosas. “Esses recursos são fundamentais para evitar acidentes, reduzir o consumo de combustível e otimizar as rotas, garantindo mais segurança e eficiência”, destaca.
Copiloto automatizado e prevenção de falhas
Além de auxiliar os motoristas, os sistemas embarcados detectam comportamentos de condução, monitoram o consumo de combustível, identificam falhas mecânicas e previnem fraudes em cargas. Tudo isso é possível graças ao processamento de dados em tempo real aliado à inteligência artificial.
“O agronegócio entra em uma nova era, em que dados, IA e conectividade trabalham juntos para tornar o transporte mais sustentável e competitivo”, reforça Carvalho.
Precisão centimétrica e redução de custos
Outro fator que vem acelerando a adesão dessas tecnologias é a correção de sinal GPS por satélite, que garante precisão centimétrica nas operações. Isso permite que implementos agrícolas sigam exatamente o mesmo traçado, evitando desperdícios de insumos, combustível, horas de trabalho e mão de obra.
Além disso, soluções de monitoramento centralizado vêm ganhando espaço, permitindo acompanhar diferentes máquinas em tempo real, agendar manutenções preventivas e gerar relatórios operacionais que ajudam a reduzir paradas inesperadas.
Setor mais competitivo e seguro
Empresas como a Maxtrack já relatam resultados positivos a partir da adoção dessas ferramentas em frotas de grandes operadores e no transporte agropecuário em geral.
“Em um setor altamente competitivo, que precisa responder às demandas globais, a tecnologia embarcada não é apenas uma vantagem, mas um requisito essencial para produtividade e segurança nas estradas brasileiras”, conclui Braulio de Carvalho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27
Isan Rezende
“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.
Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.
O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.
Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.
Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.
O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.
Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.
Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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