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Médica denunciada pelo MPPR em Campo Largo por violência obstétrica psicológica é condenada a sete meses de reclusão, multa e a indenizar a vítima

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Em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, o Judiciário sentenciou a sete meses de reclusão e multa uma médica denunciada pelo Ministério Público do Paraná por violência obstétrica – trata-se de uma das primeiras decisões judiciais relacionadas a crimes dessa ordem no estado. A profissional de saúde também foi condenada a indenizar a vítima em R$ 5 mil pelos danos causados. As agressões foram praticadas em 3 de fevereiro de 2022, em um hospital da cidade.

Áudio do promotor de Justiça Eduardo Labruna Dahia

Na denúncia, apresentada por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca e amparada em inquérito policial, o MPPR sustenta que a médica “agindo voluntariamente, consciente da ilicitude e reprovabilidade de sua conduta […] durante o atendimento prestado à vítima, que se encontrava em trabalho de parto, praticou uma série de ações que lhe causaram sofrimento psicológico, não garantindo, ainda, à parturiente assistência adequada e humanizada no período de parto”. Entre as violências, consta que a mulher foi deixada sozinha, com dores, em um quarto escuro, por várias horas, mesmo pedindo ajuda. A denunciada teria negado anestesia, alegando que “não fornecia analgesia nem mesmo para pacientes de convênio e, muito menos, do Sistema Único de Saúde” e ainda teria dito “que o bebê não nascia por culpa da vítima, que não fazia força direito”.

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Pena alternativa – Na sentença, o Judiciário apontou que há elementos cabíveis para substituição da pena de prisão, sendo então determinado à ré a obrigação de “cumprir à razão de uma hora de trabalho por dia de condenação, de forma a não prejudicar sua normal jornada de trabalho, em local a ser escolhido por este Juízo por ocasião da audiência admonitória, de acordo com as aptidões da ré”, bem como “prestação pecuniária de um salário-mínimo”. Cabe recurso da decisão. Os autos tramitam sob sigilo.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4469

Fonte: Ministério Público PR

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MPPR denuncia secretário de Bocaiúva do Sul e outras quatro pessoas investigadas por exigirem propina em contrato mantido pela Administração

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra cinco pessoas investigadas por crimes de associação criminosa e concussão. Entre os denunciados estão três agentes públicos – o secretário municipal de Obras de Bocaíuva do Sul e outros dois servidores municipais – que exigiam vantagem indevida (“propina”) de um empresário que mantinha contrato com a Administração para a prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva da iluminação pública. Outros dois denunciados são particulares que foram “contratados” pelos agentes públicos para também atuarem nas cobranças ilícitas.

Áudio do Promotor de Justiça Rafael Pereira

Os fatos investigados ocorreram entre novembro de 2025 e junho de 2026. De acordo com as apurações, por ocasião de visitas do empresário à Secretaria Municipal de Obras para a prestação de contas dos serviços contratados, os agentes públicos exigiam dele o valor de R$ 30 mil a título de “comissão”, que deveria ser pago em parcelas de R$ 10 mil. Diante da recusa da vítima em pagar os valores exigidos, os denunciados passaram a enviar mensagens com intimidações e ameaças.

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Além de atuarem diretamente nas práticas criminosas, os agentes públicos também “terceirizaram” as cobranças, designando dois particulares que prosseguiram com o envio das mensagens de coação e chegaram a ir até um estabelecimento comercial de familiares da vítima, no município vizinho de Itaperuçu, e ameaçaram a mãe e a esposa do empresário, simulando, inclusive, que estariam de posse de arma de fogo.

Processo 0001210-92.2026.8.16.0054

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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