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Regulação é peça-chave para confiança na inteligência artificial, destaca MCTI

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lidera a implementação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), uma política pública estratégica que visa posicionar o Brasil como protagonista global em IA. Com investimentos previstos de até R$ 23 bilhões até 2028, o PBIA abrange áreas como saúde, educação, meio ambiente, segurança pública, agricultura e gestão governamental, buscando modernizar serviços, combater desigualdades e promover a inclusão social.

O PBIA, desenvolvido pelo MCTI, com apoio técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), também reconhece a importância de uma regulação robusta para garantir a segurança jurídica e a confiança da sociedade. A assessora especial da Ministra e coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Renata Mielli, explica que a regulação da IA vai muito além de aspectos técnicos: trata-se de garantir que o uso da tecnologia seja seguro e confiável para a população, e segurança jurídica para os atores públicos e privados que vão desenvolver e implementar a IA no Brasil.

“Regulação e inovação são duas faces da mesma moeda, caminham juntas. E o MCTI está presente nesses dois debates, porque nossa visão é de que a IA precisa ser desenvolvida e usada para o bem de todos. Então, é fundamental que o cidadão tenha confiança de que está se relacionando com uma tecnologia ou com estruturas de saúde e educação que usam inteligência artificial, com o mínimo de processo regulatório, para que aquilo traga conforto e confiança ao usuário. A regulação é essencial para isso”, destacou.

O secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel, acrescenta que o PBIA representa não apenas uma estratégia tecnológica, mas também um esforço para posicionar o Brasil como protagonista no desenvolvimento e uso da inteligência artificial, para que o país reduza sua dependência e se coloque não apenas como consumidor, mas desenvolvedor de IA. “Estamos investindo em infraestrutura, capacitação e inovação para garantir que a transformação digital seja inclusiva e alinhada aos interesses nacionais”, afirmou o secretário.

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Lançado em julho de 2024, durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5CNCTI), o PBIA prevê cerca de R$ 23 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos. O plano atua em diferentes frentes, mas tem no eixo de governança e regulação um dos pontos mais estratégicos, já que o País discute atualmente o Projeto de Lei 2.338/2023, que estabelece um marco regulatório específico para a inteligência artificial.

O PBIA estabelece metas ambiciosas para contribuir com a implementação da regulação da inteligência artificial no Brasil. Em três anos, prevê iniciativas para apoiar o órgão competente no desenvolvimento de diretrizes éticas, padrões de avaliação de riscos e a criação de um comitê multissetorial de ética em IA. Em cinco anos, a meta é tornar o país referência regional em governança do tema, firmando acordos de cooperação com outras nações, principalmente da América Latina, Caribe e sul global, para contribuir com processos de governanças em outros países.

Dentre as ações para consolidar a regulação da IA, o plano prevê:

  • ⁠Promover estudos de impacto sobre uso da IA
  • ⁠Desenvolver metodologias de avaliação de risco de sistemas de IA
  • ⁠Criar um Centro Nacional de Transparência Algorítmica
  • ⁠Consolidar um arcabouço regulatório robusto e ético, equilibrando inovação com proteção de direitos individuais e coletivos
  • ⁠Consolidar o Observatório Brasileiro de Inteligência Artificial (Obia)
  • ⁠Estruturar redes de apoio à governança da IA
  • ⁠Ampliar a participação internacional do Brasil em debates e fóruns sobre regulação e governança de IA

Embora o plano não estabeleça diretamente um marco regulatório, ele apoia o processo regulatório em andamento no Congresso Nacional, alinhando-se ao Projeto de Lei 2338/2023, que visa regular o uso da inteligência artificial no Brasil.

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O debate da regulação no Congresso

O Projeto de Lei 2.338/2023, que propõe um regime regulatório baseado em risco, foi aprovado no Senado Federal e tramita na Câmara dos Deputados, onde ganhou uma Comissão Especial criada em agosto de 2025. O colegiado definiu um cronograma de trabalho que prevê a votação, em dezembro, do relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Até lá, estão previstas dez audiências públicas temáticas, cinco seminários regionais e um seminário internacional, com a participação de representantes da sociedade civil, governo, academia, empresas e startups.

A proposta de regulação da inteligência artificial, proposta no PL 2338/2023, não pretende regular a tecnologia, mas os direitos e deveres dos agentes que atuam nessa cadeia, em todo o ciclo de vida da IA, desde a sua concepção, desenvolvimento, treinamento, implementação e uso, para resguardar os direitos fundamentais dos cidadãos”, explica Renata Mielli. Neste sentido, lembra a coordenadora do CGI, o projeto de lei tem um paralelo com o Marco Civil da Internet, uma lei que não focou na tecnologia, mas nos direitos e deveres dos usuários da Internet.

Desenvolvimento de IA brasileira

O MCTI está conduzindo uma estratégia nacional para estimular a criação de sistemas de inteligência artificial no Brasil, inspirados em modelos internacionais como o DeepSeek, da China, conhecido por combinar eficiência, baixo custo e resultados equivalentes aos das grandes plataformas globais. A iniciativa busca fortalecer a soberania tecnológica do País, utilizando infraestrutura já instalada, recursos locais, treinamento de modelos com banco de dados representativos da diversidade social, econômica e cultural do povo brasileiro, além de garantir que o desenvolvimento de IA esteja alinhado às necessidades sociais e econômicas do Brasil, sem depender exclusivamente de soluções estrangeiras.

📄 Acesse a versão final do PBIA: CGEE_PBIA.PDF

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MTur e CNT manifestam pesar pelo falecimento de Marta Feitosa

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O Ministério do Turismo (MTur) e o Conselho Nacional de Turismo (CNT) manifestam profundo pesar pelo falecimento de Marta Feitosa, uma das profissionais mais dedicadas e relevantes para o fomento do turismo e do desenvolvimento urbano no Brasil.

Com uma notável trajetória de mais de 15 anos, incluindo passagens de destaque pelo Ministério do Turismo e pela Embratur, Marta consolidou um legado inestimável na administração pública. Durante sua atuação em nossas instituições, ocupou posições estratégicas de liderança, coordenando ações de marketing e eventos fundamentais para a estruturação e promoção dos destinos nacionais.

Atualmente, como responsável técnica pela área de turismo na Confederação Nacional de Municípios (CNM), mantinha sua firme capacidade de articulação institucional. Seu trabalho era pautado pela defesa do fortalecimento do turismo nos municípios e pela promoção do desenvolvimento sustentável em todo o território nacional.

O turismo brasileiro despede-se de uma profissional de excelência, uma líder inspiradora e uma valorosa parceira. Sua dedicação, competência e compromisso com o Brasil permanecerão como exemplo para todo o setor.

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Neste momento de luto, expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando conforto e serenidade para enfrentar esta perda irreparável.

Gustavo Feliciano
Ministro de Estado do Turismo e Presidente do Conselho Nacional de Turismo (CNT)

Fernanda Norat
Ministra Substituta do Turismo

Augusto Lira da Rocha
Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Turismo (CNT) e Secretário Nacional de Políticas de Turismo (SNPTur) do Ministério do Turismo

Carlos Henrique Menezes Sobral
Secretário Nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Turismo (SNINFRA) do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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